Coelho e Portas propõem-se a formar um governo de minoria, mas várias medidas ficam em risco

Passos Coelho e Paulo Portas venceram as legislativas, mas perderam a maioria absoluta – o que fará do próximo Governo o primeiro que vai governar, simultaneamente, em minoria e em coligação. Ao mesmo tempo, António Costa garantiu que não tenciona aprovar medidas da direita que sejam contra o programa socialista.

 

Se Cavaco Silva aceitar o que ficou expresso na noite eleitoral, e se a coligação conseguir mesmo formar Governo, terá assim muitas dificuldades em fazer aprovar alguns pontos centrais no seu programa. Seguem-se 9 exemplos.

 

  1. Devolução de cortes salariais e de pensões

 

PSD e CDS defenderam que a devolução dos cortes salariais na Administração Pública, assim como das pensões ainda cortadas, deve ser feita ao longo da legislatura – mas o PS queria o dobro do ritmo. O novo Governo terá de colocar a sua proposta no próximo Orçamento do Estado, que Passos quer aprovar até ao fim do ano na Assembleia. Mas precisa de conseguir, neste ponto, acordo socialista e – de caminho – também luz verde do Tribunal Constitucional.

 

  1. Plafonamento da Segurança Social

 

A reforma das pensões defendida pela coligação assenta no plafonamento das pensões, ou seja, que a partir de determinado montante do salário (ainda por fixar) o trabalhador não seja obrigado a descontar obrigatoriamente para a segurança social. Haveria assim um teto máximo de descontos obrigatórios, com os restantes a poderem ser feitos ou para um sistema privado ou para o atual sistema público. A coligação deixou pontos em aberto – e prometeu levar a questão à Concertação Social. Mas o PS recusou liminarmente esta proposta durante a campanha, opondo-se àquilo a que chama de “privatização” da segurança social.

 

  1. Poupar 600 milhões de euros nas pensões

 

Questão muito sensível no próximo Orçamento também: os 600 milhões de euros de poupanças no sistema de pensões com que o Governo PSD/CDS se comprometeu em Bruxelas. O programa da coligação nada concretizou sobre o “como”, e foi alvo de críticas durante toda a campanha socialista, que acusou o Governo de ter uma agenda escondida e instou-o a esclarecer onde irá “cortar os 600 milhões” que “prometeu a Bruxelas”. Passos já prometeu diálogo, mas este não promete ser fácil.

 

  1. Eliminação da sobretaxa, mais descontos para famílias grandes

 

Tal como nos salários e pensões, a coligação só se comprometeu com uma devolução progressiva da sobretaxa, ao longo da legislatura. O PS era mais ousado: queria repor tudo em dois anos, metade do tempo – pelo que também aqui também Passos terá de negociar com Costa o que vai constar no próximo Orçamento.

 

O mesmo acontecerá para outro ponto, menor mas importante no programa da coligação: o aprofundamento do “quociente familiar” – que considera todos os elementos do agregado familiar no apuramento do rendimento coletável em sede de IRS – de 0,3 para 0,4 em 2016, e para 0,5 em 2017. Esta foi das poucas medidas da coligação com um valor de gastos à vista: 60 milhões de euros. E mais uma que o PS criticou veementemente na campanha. Costa queria acabar com o quociente e, em alternativa, ajudar as famílias fazendo aumentar as deduções fiscais por filho.

 

  1. Redução do IRC

 

Outra questão central que afastou os dois lados: se o PS dava prioridade à descida do IRS, considerando que a devolução de rendimentos às famílias iria ajudar mais a economia, PSD e CDS prometeram continuar a descida do IRC (de 21% para 17%), para dar mais poder de fogo às empresas e puxar pelo emprego.

 

O PS de António Costa, aliás, rasgou o acordo celebrado entre direita e PS (de Seguro) sobre esta reforma, alegando que o Governo não cumpriu a promessa de reduzir, entretanto, o IRS. A luta fica agora adiada para o orçamento seguinte.

 

  1. Conclusão do processo relativo à Tabela Única de Suplementos

 

Um dos vários pontos sensíveis que o Governo dizia ter preparado, mas que não concluiu até ao fim da legislatura – alegando a “complexidade” do processo. A Tabela Única de Suplementos é peça importante na legislação da função pública, onde a direita queria unificar boa parte das centenas de suplementos remuneratórios que existem nas muitas carreiras do Estado. A questão é polémica, bastante sensível e nunca mereceu simpatias no PS. Agora, em minoria, sairá do papel?

 

  1. Facilitar o prolongamento da vida laboral, de forma voluntária

 

PSD e CDS propõem, no seu programa, “equiparar o regime do sector privado ao setor público”, onde já é permitido (a quem o pretender) continuar a trabalhar depois dos 70 anos. Não é uma proposta com grande simpatia à esquerda – e será difícil de implementar em minoria. O novo governo irá colocá-la em prática?

 

  1. Incentivo ao desenvolvimento de escolas independentes

 

No programa eleitoral da coligação voltaram a aparecer as “escolas independentes” do guião de Paulo Portas. Embora nas linhas gerais do programa os partidos não detalhassem a ideia, no Guião para a Reforma do Estado explicavam que se tratava de “convidar, também mediante procedimento concursal, a comunidade dos professores do ensino estadual a organizar-se num projeto de escola específico, de gestão dos próprios professores, mediante a contratualização com o Estado do serviço prestado e do uso das instalações”, de forma a oferecer “projetos de escola mais nítidos e diferenciados”.

 

E como é que o PS reagiu? Dizendo que “O programa deste Governo é privatizar a Escola”. “Empenharam-se em privatizar tudo o que era público e agora pretendem atacar os serviços sociais”, acusou o líder socialista. No capítulo da Educação, o PS era contra as escolas entregues a privados e até contra o apoio a pais que escolhessem colocar os filhos em escolas privadas”. Na Educação, haverá várias batalhas a ter em atenção.

 

  1. Liberdade de escolha no SNS

 

Na mesma medida que na Educação, também na Saúde o PS se opõe à principal proposta da coligação de direita: dar progressivamente mais liberdade de escolha aos utentes, para escolherem no SNS onde devem dirigir-se para obterem cuidados de saúde. PSD e CDS defendem que isto aumentará “a qualidade” e melhorará “os tempos de acesso” e a “equidade” no SNS. Mas o PS vê a medida com uma alteração que vai desestruturar o SNS e levar à sua progressiva privatização.

 

 

AFP/TPT/David Dinis/Helena Pereira/OBS/5/10/2015

 

 

 

 

 

As Maldivas com praias de areia branca e mar de azul turqueza, são consideradas como as pérolas do Índico

Situado a sul da Índia e do Sri Lanka, o arquipélago das Maldivas é composto por mais de mil ilhas, grande parte desabitadas, divididas por 26 atóis. A sua remota localização faz com que este se torne num lugar idílico para quem quer relaxar sem ter de se preocupar com absolutamente nada. A diversidade cultural das Maldivas é enorme e as influências dos países vizinhos são notórias. Facilmente encontramos traços da Índia, de África ou do Médio Oriente e a arquitetura é o maior exemplo disso. Aqui a religião dominante é o Islamismo, sendo que até a constituição do país segue os princípios da mesma e a prática aberta de qualquer outro tipo de culto é proibida.

 

As Maldivas com as suas praias de areia branca e mar de azul turqueza, são consideradas como as pérolas Índico 2

A capital, Malé, é o coração do arquipélago. Um terço da população das Maldivas reside neste pequeno pedaço de terra que tem vindo constantemente a ganhar terreno ao mar com aterros artificiais.

 

Por toda a ilha as motorizadas imperam, são o meio de transporte mais usado pelos locais, e há restaurantes e bares (sempre com bebidas sem álcool) que surgem onde quer que haja um pequeno espaço disponível. Longe da calma característica das outras ilhas do arquipélago, Malé é um mundo colorido que certamente irá entreter quem chega. Para além dos habituais mercados de peixe e de fruta, no topo norte da ilha poderá visitar a Mesquita de Hukuru, a mais antiga do arquipélago, construída com coral detalhadamente esculpido. Do outro lado da rua, mesmo em frente à Mesquita, o Palácio do Sultão e o respetivo parque são outros pontos de interesse da cidade.

 

As Maldivas com as suas praias de areia branca e mar de azul turqueza, são consideradas como as pérolas Índico 3
Se a motivação for a história do país, no Museu da Nacional da Maldivas encontrará ornamentos e fatos usados por antigos reis e rainhas, artigos de pedra, manuscritos de papel e tecido, armas e armaduras e também fotografias.

 

As Maldivas com as suas praias de areia branca e mar de azul turqueza, são consideradas como as pérolas Índico 4

As Maldivas são hoje um dos maiores destinos turísticos do mundo, por toda região encontramos resorts, hotéis e bungalows, tudo pronto para proporcionar ao visitante a melhor experiência possível. As praias saídas do cenário de um filme, as cabanas de madeira construídas sobre a água e a exclusividade e tranquilidade característica das ilhas tornam este no destino ideal para partilhar com a cara metade. Com o ambiente romântico que se sente no ar de dia e de noite, o turismo de lua de mel é uma das grandes apostas do arquipélago e são cada vez mais os casais que optam pelas Maldivas para a viagem das suas vidas. Mas nem só de tranquilidade vivem estas ilhas.

 

Os desportos radicais, como mergulho, surf windsurf aproveitam as águas quentes do oceano Índico durante todo o ano. A extensa e colorida fauna submarina fazem deste um dos locais mais bonitos do mundo para a prática de mergulho. Uma experiência obrigatória. Todos os dias alguém descobre que o paraíso de facto existe, e fica ali, bem no meio no Índico.

 

JN/2/10/2015

 

 

 

 

Segundo especialistas as laranjas favorecem a absorção de cálcio

Resulta do cruzamento de um pomelo e de uma tangerina e é fonte de vitamina C. Reduz o cansaço e protege o coração. Descubra os poderes terapêuticos deste fruto e a história da árvore que o produz.

 

 

Os nutrientes naturalmente presentes na laranja, um fruto rico em vitamina B3, B5, C, E e K, betacaroteno, ácido fólico, cálcio, iodo e ferro, ajudam a combater infeções e a queimar gorduras. Além de  magnésio, fósforo, potássio e selénio, este citrino fornece ainda ácido cítrico, uma substância que auxilia o organismo a absorver o cálcio armazenado nas células gordas.

 

 

Como tem vitamina C em grande quantidade, contribui para uma redução das dores musculares após a prática de exercício físico, pelo que é recomendada a toma de um copo de sumo de laranja natural depois de qualquer atividade desportiva mais exigente. Este alimento também contém hesperidina, um antioxidante que protege o coração e diminui o colesterol e a gordura no sangue.

 

 

A laranjeira, a árvore que dá este fruto, é tão comum que quase dispensa descrições. É uma árvore de pequeno a médio porte, folha perene e flores de um aroma extremamente doce e delicado, direi mesmo que é uma das minhas favoritas. É da família das Rutáceas e existem muitas espécies. As mais comuns são a laranja amarga ou laranja de Sevilha (Citrus aurantium L) e a laranja doce (Citrus sinensis L).

 

 

Esta última também é conhecida por laranja portuguesa por terem sido os portugueses a trazerem-na para a Europa e a levá-la para o continente americano. Medicinalmente, utilizam-se as flores, as folhas, a casca, o fruto e também, nalguns casos, o extrato das sementes deste fruto.

 

 

História

 

A laranja é originária do sudeste asiático. A espécie Sinensis ou laranja doce julga-se ter origem na China perto da fronteira com o Vietname. Alguns historiadores acreditam que a laranja amarga seja originária da Índia. O primeiro grande livro de medicina chinesa datado de há cerca de 2000 anos já mencionava os poderes curativos da casca e do pericárpo da laranja. O médico árabe Avicena, no século X, também já utilizava a laranja como planta medicinal.

 

 

Na realidade, a laranja é um fruto híbrido resultante do cruzamento entre um pomelo (Citrus x paradisi) e uma tangerina (Citrus reticulata). A laranja amarga( Citrus aurantium) foi a primeira a ser conhecida pelos europeus, trazida da Ásia pelos comerciantes árabes. As primeiras laranjas que chegaram ao Reino Unido foram levadas num barco espanhol em 1290 e a primeira larangeira doce plantada na Europa no séc XV foi trazida pelos navegadores portugueses.

 

 

Mais tarde, foi levada também para o Brasil, que é hoje um dos maiores produtores de laranjas para exportação e confeção de sumos, doces, marmeladas, óleos essenciais e perfumes, entre outros. Outros grandes produtores de laranjas são os EUA, a China, a Espanha, o México, Marrocos, a África do Sul e Israel. A laranja doce (Citrus sinensis) é um dos frutos mais cultivados no mundo inteiro, apenas ultrapassada pela banana e a maçã.

 

 

Propriedades e constituintes

 

A laranja é uma das melhores fontes de vitamina C que nos ajuda a combater as gripes e a manter o nosso sistema imunitário em boa forma. Além de muita vitamina C, a laranja contém ainda vitamina E, ácido cítrico, tartárico e málico, sais minerais e potássio em particular. Possui cerca de 11% de açúcar diretamente assimilável pelo sangue sob a forma de glicose, frutose e levulose. A laranja fluidifica o sangue.

 

 

Os bioflavonoides que contém atuam como bons protetores vasculares contra a formação de coágulos. É um fruto anti-oxidante. Ajuda a combater infeções e neutraliza as toxinas do álcool, dos peixes e dos crustáceos. Conhecidamente anti-escorbútica, tal como o limão, era muito utilizada pelos marinheiros para combater essa doença que dizimava às centenas e era essencialmente devida à carência de vitamina C nas longas travessias marítimas.

 

 

É ainda indicada em casos de hipertensão, vertigens, hemorroides e como complemento em dietas de emagrecimento. O seu sumo pode ser indicado em casos de avitaminoses infantis, desmineralização. Segundo a medicina ayurvédica, a laranja madura é indicada para combater a tosse, falta de ar, vertigens e hipertensão.

 

 

O pericarpo deste fruto contém cerca de 0,5% de óleos essenciais, nomeadamente 80 a 90% de de limoneno, aldeídos e linalol, cumarina, flavonóides (alguns amargos) e pectinas. As folhas contêm cerca de 0,15% de óleos essenciais, heterósidos flavónicos, constituintes amargos e taninos. As flores contém cerca de 0,15% de óleos essenciais.

 

 

Limoneno, linalol, nerol, antranilato de metilo, antocianinas, flavonoides e glúcidos são outros dos seus constituintes. As flores em chá são muito utilizdas para combater estados de ansiedade e insónias, espasmos gastrointestinais, falta de apetite e vómitos. A casca da laranja seca é recomendada em casos de dispepsia, tosse, constipações, anorexia, excesso de gases, dores toráxicas, antissética e convalescença gripal.

 

 

Contraindicações

 

A laranja não é recomendada em casos de existência de úlceras, gastrites e colites, não deve ser misturada com alimentos farináceos nem com legumes. Evite o sumo de laranja à noite ao deitar pois, já diz o ditado, laranja de manhã é prata, à tarde ouro e à noite mata. Não nos devemos expor ao sol após aplicação do óleo essencial do pericarpo, pois pode produzir fenómenos de fotossensibilização.

 

 

Na culinária

 

A laranja tem um sem número de utilidades, combina muito bem com vários pratos de carne de porco, pato, veado, vaca e também peixe. Muito utilizada em sobremesas como pudins, gelados e chocolate. Os ingleses são grandes apreciadores da compota (marmelade) que é feita a partir da casca da laranja amarga. O mel de flor de laranjeira é de um verdadeiro requinte para os bons apreciadores de mel. O sabor tão apreciado do chá inglês Earl Grey, deve-se ao óleo de bergamota extraído da casca destas variedade de laranjas (Citrus bergamica).

 

 

Os óleos essenciais obtidos a partir das diferente partes da laranjeira são muito utilizados em cosmética, sendo o mais caro e requintado o óleo de neroli extraído das flores de uma sub-espécie de laranjeira, a (Citrus aurantium var.amara). Este óleo é muito utilizado em alta perfumaria misturado com outras fragrâncias cítricas (incluindo a bergamota) e como fixante de aromas. Fabrica-se também a água de flor de larangeira, muito refrescante para a pele mas também usada em culinária nos países do Norte de África.

 

 

O petigrain é outro óleo muito utilizado em aromaterapia e extraído da folha de uma outra sub-espécie da laranjeira amarga, muito comum no fabrico de água de colónia. Com a casca, as flores e folhas e seus derivados, produzem-se ainda sabonetes, cremes de beleza e também produtos de limpeza.

 

 

Na horta

 

Nenhum perfume de outra árvore frutífera se pode comparar à flor da laranjeira. As laranjeiras são uma árvore subtropical e dá-se bem em zonas com grandes variações climatéricas mas não demasiado frias, gosta de uma boa rega terreno relativamente fértil e infelizmente é bastante propensa ao ataque de várias doenças.

 

 

Curiosidades

 

A cor verdadeira das laranjas maduras nos seus países de origem de temperaturas mais elevadas não são cor de laranja mas sim esverdeadas. A cor amarelada acontece nos climas mais frios devido à formação do pigmento caroteno, por isso é prática comum entre os produtores de laranjas, pulverizá-las com a hormona de amadurecimento etileno para obterem assim laranjas mais amarelas, vistosas e vendáveis.

 

Fernanda Botelho/Sapo/TPT/30/9/2015

 

 

 

Testemunha central do atentado de Camarate foi assassinada, conclui Comissão de Inquérito

Em 1983, José Moreira preparava-se para revelar tudo que sabia sobre a queda do Cessna. Na véspera de testemunhar, foi encontrado morto. A tese de morte acidental é agora refutada pela Comissão.

 

 

Este pode ter sido o último capítulo da investigação à tragédia de Camarate. E, mais uma vez, todos os indícios recolhidos voltam a apontar para uma conclusão: a queda do Cessna que vitimou, entre outras pessoas, Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, teve, de facto, mão criminosa.

 

 

A conclusão não é nova, mas existem, ainda assim, peças a juntar ao puzzle em que se transformou a noite de 4 de dezembro de 1980. De acordo com o relatório preliminar da X Comissão Parlamentar de Inquérito à Tragédia do Camarate, a que o Observador teve acesso, José Moreira – testemunha central em todo o processo – e Isabel Silva [a sua companheira] foram, “com elevado grau de confiança“, assassinados a poucos dias de José Moreira revelar no Parlamento tudo o que sabia sobre o caso.

 

 

Estas conclusões desmentem a tese de morte acidental que chegou a ser dada com certa na altura e colocam a Polícia Judiciária e a Procuradoria-Geral da República no centro das suspeitas. Segundo o relatório preliminar, assinado pelo deputado social-democrata Pedro do Ó Ramos, a investigação foi “deficitária, com gritantes e evidentes lacunas”. Embora nunca seja mencionada a palavra encobrimento, o relator conclui que é “difícil crer que as falhas se tenham devido, apenas, a eventuais descuidos”.

 

 

O mistério da morte de José Moreira

 

As mortes de José Moreira e de Isabel Silva – que terá sido apenas uma vítima colateral – sempre estiveram envolvidas em grande mistério. De acordo com o relatório preliminar “não foi desmentido” que José Moreira, proprietário de aviões, colocou uma aeronave “à disposição da campanha presidencial do General Soares Carneiro”, candidato apoiado por Francisco Sá Carneiro. Avião que foi apreendido a poucos dias da fatídica noite.

 

 

Depois da tragédia de Camarate José Moreira “terá financiado uma investigação privada ao homicídio” de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa e estava pronto para depor na I Comissão de Inquérito ao caso. No entanto, a 5 de janeiro de 1983, a poucos dias da audição, José Moreira e Isabel Silva foram encontrados mortos em casa por inalação de monóxido de carbono.

 

 

Ora, de acordo com a análise dos tecidos elaborada pelo Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses a pedido da X Comissão de Inquérito, José Moreira apresentava sinais de “ruturas nos alvéolos pulmonares”, o que só pode acontecer em duas situações: afogamento ou asfixia mecânica. Ou seja, descartada a hipótese de afogamento, José Moreira foi, de alguma forma, impedido de respirar.

 

 

A hipótese de suicídio também foi analisada, mas, mais uma vez, todos os indícios parecem apontar noutra direção. “A disposição dos corpos, bem como algumas marcas encontradas nos cadáveres [“algumas escoriações nos joelhos e no ombro esquerdo, para além de um desvio do septo e hemorragia nasal”] e a virtual impossibilidade de os elevados níveis de monóxido de carbono advirem do esquentador, indicam que não se terá tratado de suicídio”, pode ler-se no documento. Se dúvidas restassem o relatório acrescenta: “(…) conclui-se que a morte de José Moreira e Elisabete Silva não foi acidental, como terá sido provocada por terceiros“.

 

 

E já em 1983 as análises aos cadáveres do casal apontavam para a rutura dos alvéolos pulmonares. No entanto, estes exames só “viriam a ser juntos ao processo a 11 de abril de 1983″, quatro meses depois das mortes de José Moreira e de Elisabete Silva esem nunca terem chegado às mãos do médico responsável pela autópsia. Isto, por inoperância da PJ, cuja investigação “falhou”, conclui a comissão.

 

 

Na altura, e apesar de todos os indícios apontarem para a fragilidade da investigação da PJ, a PGR teve um entendimento diferente: a investigação disciplinar conduzida pela PGR não identificou “falhas relevantes” na atuação da PJ e do Instituto de Medicina Legal. Mas para a comissão não restam dúvidas:

 

A investigação disciplinar produziu um relatório que omite, de forma gritante, factos relevantes que poderiam não só confirmar uma deficiente atuação por parte da Polícia Judiciária como resultar na possibilidade de exclusão da tese de morte acidental de José Moreira e Elisabete Silva. Pelo relatório se conclui que esta omissão terá sido deliberada, tendo tido, como único objetivo, acorroboração da tese inicial aventada pela Polícia Judiciária“.

 

 

O Fundo da Defesa Militar do Ultramar e as ligações à exportação de armas para o Irão

 

Há muito que se discute que o alegado homicídio de Adelino Amaro da Costa, então ministro da Defesa, está relacionado com a investigação que estava a conduzir ao Fundo da Defesa Militar do Ultramar e os entraves que estava a colocar à exportação de armas para o Irão. Agora, a comissão de inquérito veio acrescentar novos detalhes.

 

 

Apenas “dois dias antes do atentado“, Adelino Amaro da Costa “terá pedido esclarecimentos adicionais” ao gabinete do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMFGA) “sobre a expedição de armas para o Irão”, o que parece indiciar que existia, de facto, exportação de armamento para o país asiático feito à revelia – ou, pelo menos, sem o conhecimento completo – do ministro da Defesa. Na mesma altura, também Francisco Sá Carneiro “pediu esclarecimentos adicionais relativamente à exportação de armas para países como a Guatemala, Argentina e Indonésia”.

 

 

De acordo com o relatório preliminar, há pelo menos três registos de troca de armamento com destino ao Irão com solo luso como palco. Ainda em 1980, “houve lugar ao transbordo de munições de um avião israelita para um avião da Iran Air, no aeroporto da Portela”. Mais tarde, quatro dias após o atentado, e depois de analisada a correspondência do Gabinete do CEMFGA, “foi possível apurar a expedição de armas para o Irão”. E, já em 1981, a 26 de janeiro, quando ainda vigorava o embargo comercial ao país asiático, volta a ser possível encontrar registos de “envio de material militar para o Irão”. Ou seja, apesar de existir um corte de relações entre Portugal – e vários países europeus – com o Irão, foi possível apurar que existiu, pelo menos em três ocasiões, transporte de armas para aquele país asiático sem autorização expressa do ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa.

 

 

Embora a comissão não tenha conseguido encontrar “um nexo de causalidade comprovável” entre o Fundo do Ultramar (FDMU) e comércio de armas, há pormenores que continua por explicar. Por exemplo, como é que um fundo que foi formalmente extinto em 1980 permaneceu ativo como “fundo privativo até 1993″ – ano em que foi materialmente extinto -, “tendo sido utilizados cerca de 481 milhões de escudos neste período sem qualquer escrutínio“.

 

 

Mais: a análise às contas anuais de gerência do fundo privativo do EMGFA entre 1982 e 1992 permitiu concluir que houve “gastos não documentados” envolvendo, por exemplo, “obras e construções”. Mas o mistério adensa-se verdadeiramente quando se recua até antes da morte de Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa: entre 1978 e 1980, “as contas anuais do FDMU não foram aprovadas” pelo então Presidente da República e chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Ramalho Eanes.

 

 

O mistério em torno dos valores que saíram e entraram no FMDU já não é de agora. Em comissões de inquérito anteriores, Maria da Conceição Rodrigues, inspetora de Finanças que avaliou as contas do Fundo do Ultramar já tinha revelado as dificuldades em descobrir o rasto ao dinheiro. “Nós vimos que havia dinheiro fora do Fundo, que saiu e que esteve, ou não, a financiar qualquer coisa, não sabemos o quê. Pode ter estado aplicado noutros bancos, não sabemos. Sabemos que esteve fora e que depois voltou”, sublinhou na altura. Continua, no entanto, sem ser possível estabelecer um elo de ligação claro e inequívoco entre o Fundo do Ultramar, a exportação de armas e a morte do primeiro-ministro e o ministro da Defesa.

 

 

A falta de coerência entre os testemunhos dos alegados autores do atentado

 

Quase 35 anos e dez comissões parlamentares de inquérito depois continua sem se perceber o que aconteceu a 4 de dezembro de 1980. De acordo com o relatório preliminar, “não foi possível retirar dos depoimentos dos confessos perpetradores do atentado de Camarate, designadamente Fernando Farinha Simões, José Esteves e Carlos Miranda qualquer elemento coerente, inequívoco eirrefutável que permita um melhor esclarecimento”, do atentado que vitimou Francisco Sá Carneiro, Snu Abecassis, Adelino Amaro da Costa, o chefe de gabinete do primeiro-ministro, António Patrício Gouveia, assim como os dois pilotos do avião.

 

 

O direito ao bom nome das pessoas envolvidas nas acusações dos confessos perpetradores leva a CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] a afirmar que as sucessivas declarações de Farinha Simões e José Esteves, sobretudo, são, apenas e só, uma versão incoerente dos trágicos acontecimentos que conduziriam à tragédia de Camarate”.

 

 

Hoje será ainda ouvido o antigo inspetor da PJ Paulo Bernardino, um dos responsáveis pelas investigações à morte de José Moreira. Segundo conseguiu apurar o Observador, o relatório deverá sofrer ainda algumas alterações, mas o processo estará já perto do fim.

 

 

Em abril, o deputado do CDS José Ribeiro e Castro, em declarações ao Observador, reconheceu que muito provavelmente esta seria a última comissão de inquérito ao caso Camarate. Apesar de ter lembrado que “muito do que sabe hoje só é possível sabê-lo à custa do trabalho das várias comissões”, o centrista assumiu que toda e qualquer investigação que possa ser conduzida é feita em “sobresforço”.

 

 

Acácio Franco/Miguel Santos/OBS/29/9/2015

 

 

 

 

Regata The Tall Ships Race volta a Lisboa com mais de 50 veleiros de todo o mundo

The Tall Ships Race volta a Lisboa entre os dias 22 e 25 de julho de 2016, juntando mais de 50 grandes veleiros de todo o mundo.

 

A regata The Tall Ships Races vai voltar a atracar em Lisboa, de 22 a 25 de julho de 2016, contando com a participação de mais de 50 grandes veleiros de todo o mundo, informou esta segunda-feira a organização.

 

No âmbito da cerimónia de lançamento da iniciativa, que decorreu esta segunda-feira no Terminal de Cruzeiros de Santa Apolónia, em Lisboa, o presidente do município, Fernando Medina, disse que este “é um evento muito importante para a cidade”, explicando que atrai visitantes e reforça a ligação da cidade ao mar e à história marítima.

 

The Tall Ships Races é uma competição de vela, que se realiza anualmente para dar oportunidades de formação de vela para jovens de todo o mundo. A primeira regata foi entre Torbay (Reino Unido) e Lisboa em 1956.

 

Fernando Medina lembrou que a última regata The Tall Ships Races a atracar em Lisboa foi entre 19 e 22 de julho de 2012, levando à cidade “mais de um milhão de pessoas” para visitar os navios que estiveram acostados ao longo do Tejo, o que resultou em impactos diretos estimados de aproximadamente 10 milhões de euros.

 

Em 2016, o evento contará com mais de 50 grandes veleiros de todo o mundo e 3.500 jovens tripulantes. A expectativa para a próxima edição é de conseguir atrair ainda mais pessoas.

 

“Os impactos indiretos serão seguramente muito superiores, visto que a cidade beneficia de uma promoção muito grande, beneficia do ponto de vista dos jornalistas estrangeiros que cá estão, das imagens que são difundidas em todos os canais, a própria colocação da imagem de Lisboa como uma cidade marítima”, afirmou o presidente da Câmara, que é também responsável pelo pelouro do Turismo.

 

A edição de 2016 vai celebrar o 60.º aniversário desta regata, passando por quatro portos (1.955 milhas náuticas), segundo a organização.

 

A competição começa em Antuérpia (Bélgica), de 07 a 10 de julho. A primeira etapa é Lisboa, de 22 a 25 julho, seguindo depois para Cadiz (Espanha), de 28 a 31 de julho. A regata termina na Corunha (Espanha), de 11 a 14 de agosto. Fernando Medina disse que este “é dos grandes eventos internacionais, dos grandes eventos náuticos à escala mundial”.

 

O evento é coorganizado pela Câmara Municipal de Lisboa, a Administração do Porto de Lisboa, o Lisbon Cruise Terminals e a Aporvela – Associação Portuguesa de Treino de Vela.

 

 

AFP/OBS/1/10/2015

 

 

 

A construtora Alves Ribeiro vai construir novo terminal de cruzeiros de Lisboa

A obra vai arrancar no início deste mês, “prevendo-se a sua conclusão num prazo de 14 meses e meio, com um investimento total do projeto na ordem dos 23 milhões de euros”.

 

A construtora Alves Ribeiro vai ser a responsável pela edificação do novo terminal de cruzeiros de Lisboa, que terá um investimento total de 23 milhões de euros, disse esta quinta-feira, fonte da LCT — Lisbon Cruise Terminals.

 

“Após um processo de pré-seleção, passaram à fase final as empresas: Alves Ribeiro, Ferreira Construções, em consórcio com a HCI, e MotaEngil, tendo a empresa Alves Ribeiro conseguido a adjudicação do projeto”, lê-se num comunicado da LCT.

 

O contrato para a construção do novo terminal foi assinado na quarta-feira à tarde entre a Alves Ribeiro e a LCT, consórcio representado pela Global Ports Holding, Grupo Sousa Investimentos, Royal Caribbean International e Creuers Del Port de Barcelona, que tem a concessão do terminal por 35 anos.

 

Segundo a LCT, a obra vai arrancar no início deste mês, “prevendo-se a sua conclusão num prazo de 14 meses e meio, com um investimento total do projeto na ordem dos 23 milhões de euros”.

 

Da autoria do arquiteto João Carrilho da Graça, o novo terminal é, segundo o próprio, um edifício pequeno, simples, discreto e “amigo do ambiente”.

 

Com cerca de 13 mil metros quadrados de área útil, o terminal vai permitir a entrada e saída de passageiros de vários navios em simultâneo, terá um restaurante na cobertura, uma cafetaria, um pequeno espaço comercial para serviços, como correios e farmácias, e espaços verdes.

 

De acordo com as regras do concurso de concessão, a LCT terá de pagar à Administração do Porto de Lisboa 300 mil euros por ano de taxa fixa e 0,22 euros por passageiro de taxa variável, tal como uma contrapartida pelos serviços prestados (pilotagem e outros), que, em 2013, totalizou cerca de 2,5 milhões de euros.

 

O tráfego atual de cruzeiros na capital é de 550 mil passeiros, mas os responsáveis do Porto de Lisboa preveem que o número possa duplicar nos próximos 10 anos.

 

Segundo aquela entidade, cada passageiro de cruzeiro gasta em média 97,40 euros na região de Lisboa, durante a sua estada.

 

OBS/1/10/2015

 

 

 

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos

O Presidente da Repú­blica Cavaco Silva chefiou a delegação portuguesa à 70ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorreu em New York, de 28 a 30 de setembro, onde discursou e manteve contac­tos com o Secretário-Geral da Nações Unidas, Ban Ki-Moon, bem como com al­guns dos seus homólogos de outros países.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 2

Antes de regressar a Portugal, o Presidente da República esteve no dia 29 de setembro, à noite, com a comunidade portuguesa que reside na Costa Leste norte americana num evento que teve lugar no New Jersey Performing Arts Center, na cidade de Newark.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 3

Cavaco Silva, chegou acom­panhado pela sua esposa Maria Cavaco Silva, pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Dr. Rui Machete, pelo Embaixador de Portugal em Washington, Dr. Nuno Brito, e ainda pelo Cônsul Geral de Portugal em Newark, Dr. Pedro Soares de Oliveira.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 4

À sua espera estavam mais de mil pessoas, entre elas inúmeras personalidades ligadas ao mundo empresarial, cultural e político que receberam o Presidente da República de Portugal com uma prolongada salva de palmas.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 5

Num discurso feito um pouco em jeito de “despedida”, Cavaco Silva lembrou que “a chama de Portugal” está viva nos Estados Unidos e sublinhou a forma como a comunidade portuguesa e luso-descendente tem ganhado respeito ao longo dos anos nos mais variados setores da sociedade americana, que vão desde a cultura à ciência, passando pela educação e a política.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 6

O chefe de Estado português, que termina o seu segundo mandato em Belém em março do próximo ano, recordou o compromisso assumido há quase dez anos de sempre que se desloca ao estrangeiro se encontrar com as comunidades portuguesas.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 7

O presidente Cavaco Silva, que recebeu algumas lembranças do xerife Armando Fountoura, na companhia do mayor da cidade de Newark, Ras Baraka, fez questão de lembrar que “tenho ao longo destes dois mandatos feito o possível para aproximar as comunidades do país de origem”, disse, referindo os encontros que teve nos mais variados lugares do mundo, destacando as comunidades da Europa, África, Ásia, América Latina, Estados Unidos e Canadá.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 8

Sobre a comunidade residente nos Estados Unidos, o Presidente da República deixou vários elogios, sublinhando o contributo “muito forte” que tem dado para a aproximação com Portugal, projetando a imagem de um país de “que todos se devem orgulhar”.

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 9

Cavaco Silva que insistiu, agradecendo também a forma como sempre foi acolhido pela comunidade portuguesa e luso americana, mesmo quando não tinha funções políticas, referiu que “nesta ocasião, resta-me dirigir uma palavra de obrigado pela forma como têm sabido honrar Portugal aqui nos Estados Unidos”.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 10

Após o discurso do Presidente Aníbal Cavaco Silva, no New Jersey Performing Arts Center, seguiu-se um espectáculo musical no qual actuaram os fadistas Ricardo Ribeiro e a luso-americana Nathalie Pires.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 11

Depois do espectáculo, que foi muito apreciado pelas pessoas presentes, seguiu-se uma receção oferecida em honra das Comunidades Portuguesas da Costa Leste, na qual também participaram a deputada à Assembleia da República pelo Círculo Fora da Europa, Maria João Ávila, Fernando Gonçalves Rosas, Presidente do PALCUS, César do Paço, Cônsul Honorário de Portugal em Palm Coast, na Flórida, e ainda o senador do estado de New York, Jack Martins, o mayor de Kearny, Alberto Santos e os vereadores Paulo Pereira, de Mineola, New York, a legisladora do estado de New Jersey, Eliana Pintor, e o vereador geral da cidade de Elizabeth, Manny Grova Jr., o Xerife do Condado de Essex, Armando Fontoura, entre muitos outros portugueses e luso americanos de sucesso, a quem também particularmente Cavaco Silva saudou, pela forma como ajudam a melhorar as relações entre Portugal e os Estados Unidos da América.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 12

O encontro com a comunidade portuguesa e luso americana da Costa Leste, foi um dos últimos pontos de agenda da visita de três dias do Presidente da República de Portugal a New York.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 13

O Presidente da República Portuguesa que foi alvo do carinho de muitos jovens luso americanos, afirmou mais uma vez que “tenho um grande orgulho na comunidade portuguesa da costa leste. Tenho um imenso orgulho como português por tudo aquilo que os portugueses e os lusodescendentes têm feito neste grande país nosso amigo, que é os Estados Unidos da América” afirmou.

 

Cavaco Silva deixou um adeus sentido aos portugueses e luso americanos que residem nos Estados Unidos 14

Cavaco Silva antes de partir para New York, reconheceu ainda que “é importante fazer mais para aproximar as comunidades espalhadas pelo mundo de Portugal”, disse.

 

 

J.M./The Portugal Times/01/10/2015