Hillary Clinton vai ser uma candidata escolhida por convenção em estado de guerra

Apoiantes de Bernie Sanders contestam elites e presidente demissionária do partido. Referem que teor das mensagens confirma as denúncias feitas ao longo das primárias.

 

 

Era para ser a convenção perfeita, a reunião dos democratas que se iniciou ontem à noite no Centro Wells, em Filadélfia.

 

 

Hillary Clinton vai ser a primeira mulher nomeada como candidata à Casa Branca por um dos grandes partidos nos Estados Unidos, o que sucede após uma renhida batalha eleitoral com Bernie Sanders, mas sem a guerrilha de baixo nível e escândalos vários que marcaram as primárias republicanas.

 

 

A atmosfera que se antecipava para a convenção, que decorre na “cidade do amor fraternal”, era em tudo o oposto do verificado na reunião de Cleveland, em que Donald Trump emergiu como candidato republicano às presidenciais de novembro. Ao caos, intervenções virulentas, insultos e declarações desabusadas de vários intervenientes e do próprio Trump, o encontro de Filadélfia seria pontuado por um registo unânime de elogios à candidata – que fará o discurso de aceitação na noite de quinta-feira – e por intervenções proferidas num registo distinto do comum na convenção republicana.

 

 

Isto até serem divulgadas mais de 19 mil mensagens eletrónicas da direção nacional do Partido Democrático, presidida por Debbie Wasserman Schultz, a demonstrarem que este órgão e a sua dirigente atuaram, de forma deliberada e direta, para minarem a campanha de Sanders. Senador pelo estado de Vermont, Sanders, que se define como “democrata socialista”, veio a revelar-se a grande surpresa das primárias democráticas, demonstrando que Hillary Clinton não é consensual nem no seu próprio partido.

 

 

As mensagens, reveladas através do sítio da WikiLeaks, mostram que Schultz e outros membros do partido procuraram encontrar argumentos que reduzissem a aceitação de Sanders entre os democratas e, deste modo, reforçando o voto em Hillary. Schultz, que nunca escondeu o apoio à ex-secretária de Estado, anunciou que abandonava funções, mas só no final da convenção. O que irritou ainda mais os apoiantes de Sanders, que domingo à noite andaram pelas ruas de Filadélfia com máscaras de Schultz e Hillary, empunhando forquilhas para evidenciarem o seu caráter dúplice e traiçoeiro. A campanha de Sanders, que ao longo das primárias exigiu o afastamento de Schultz, reagiu à divulgação das mensagens, martelando a ideia de que “isto vem provar o que sempre dissemos: o processo estava viciado desde o início”. Ontem, The Washington Post revelava que apoiantes de Sanders e outros críticos preparavam uma série de ações de “crítica” e “contestação” às elites do partido e queriam uma votação nominal para Hillary e o seu vice, o senador Tim Kaine com o objetivo de “evidenciar o seu grau de descontentamento”.

 

 

Além de Michelle Obama e da senadora Elizabeth Warren, cujo nome foi mencionado como possível para vice, estava previsto que Sanders usasse da palavra, especulando-se que o poderia fazer num tom distinto do previsto. A campanha de Hillary admitiu ao início da noite não conhecer o teor da intervenção do senador do Vermont.

 

 

O FBI anunciou que está a investigar o caso das mensagens, que está a ser atribuído a piratas informáticos ao serviço da Rússia.

 

 

Comité democrata pede “sinceras desculpas” a Bernie Sanders

 

 

O Comité Nacional Democrático pediu hoje desculpas públicas a Bernie Sanders pelos “indesculpáveis comentários” feitos por e-mail acerca do senador candidato à corrida à Casa Branca trazidos a público numa fuga de informação decorrente de um ataque informático.

 

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Em comunicado assinado pelos membros da organização da convenção democrata, que arrancou esta segunda-feira, o comité (DNC na sigla inglesa) pede “sinceras desculpas ao senador Sanders, aos seus apoiantes e a todo o Partido Democrata” pelos referidos e-mails.

 

 

“Estes comentários não refletem os valores do DNC e o nosso compromisso de neutralidade durante o processo de nomeação” do candidato à Casa Branca, lê-se no documento. “O DNC não tolera – nem tolerará – linguagem desrespeitosa acerca dos nossos candidatos. Funcionários individuais também já se desculparam pelos seus comentários e o DNC está a tomar medidas para garantir que tal não volta a acontecer”.

 

 

O portal da Internet WikiLeaks publicou no fim de semana quase 20.000 mensagens eletrónicas trocadas entre janeiro de 2015 e maio de 2016, adquiridos por piratas eletrónicos que alegadamente invadiram as contas de sete líderes do Comité Nacional Democrático.

 

 

Essas mensagens revelam que líderes do partido tentaram prejudicar a campanha de Bernie Sanders, concorrente à nomeação do partido para as presidenciais de novembro.

 

 

O escândalo levou a presidente do Comité Nacional Democrático, Debbie Wasserman Schultz, a anunciar no domingo que se demitirá do cargo no final da convenção.

 

 

A convenção democrata que começou esta segunda-feira deverá nomear Hillary Clinton como candidata do partido às eleições presidenciais norte-americanas.

 

 

Críticas de Sanders ameaçam convenção da unidade

 

 

Depois de uma semana dominada por Donald Trump e o show da convenção republicana, ontem foi a hora de os democratas subirem ao palco na convenção que vai confirmar Hillary Clinton como a primeira mulher candidata à Casa Branca por um dos principais partidos. Pelo Wells Fargo Center de Filadélfia vão passar desde o presidente Barack Obama ao ex-rival de Hillary Bernie Sanders, da atriz Eva Longoria ao antigo presidente Bill Clinton. Na quinta-feira será Chelsea Clinton a apresentar a mãe, cujo discurso de nomeação se espera acabar com as divisões com os apoiantes de Sanders e unir o partido para a batalha contra o republicano Trump nas eleições de novembro.

 

Hillary Clinton será escolhida por convenção em estado de guerra 3

O objetivo principal da candidata democrata é claro: evitar que a convenção democrata repita os momentos de tensão e divisão da sua homóloga republicana. Uma hipótese que não parece assim tão remota. Afinal, Bernie Sanders não só criticou a escolha da ex-rival para vice-presidente como exigiu a demissão da presidente do partido, Debbie Wasserman. Numa aparição no programa This Week da ABC News, o senador do Vermont confessou que teria preferido ver Elizabeth Warren, senador do Massachusetts e feroz crítica de Wall Street, no ticket democrata, em vez de Kaine. “Conheço o Tim há muitos anos. É ótima pessoa. Mas é mais conservador do que eu. Teria preferido que a secretária Clinton escolhesse alguém como Elizabeth Warren? Sim, teria”, explicou Sanders, um autodenominado “socialista democrático” cujo discurso antissistema conquistou os jovens e a classe média nas primárias.

 

 

Quanto a Wasserman, o senador disse não estar “chocado, mas sim desiludido” depois de uma fuga de mais de 19 mil emails, divulgados pela Wikileaks, parecer vir confirmar que a Comissão Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês) favoreceu a candidatura de Hillary durante as primárias – situação que a equipa de Sanders já denunciara. Wasserman anunciou que se vai demitir e não irá presidir à convenção de Filadélfia.

 

 

Perante um início de convenção menos pacífico e conciliador do que a ex-primeira dama gostaria, a campanha de Hillary Clinton denunciou o que diz ser o envolvimento da Rússia na divulgação dos emails pela Wikileaks. “Há provas de que pessoas ligadas ao Estado russo entraram na Comissão Nacional Democrata, roubaram estes emails e temos peritos a dizer que estão a divulgar estes emails para ajudar Donald Trump”, garantiu à CNN o gestor de campanha, Robby Mook. A equipa de Trump reagiu em comunicado enviado ao Washington Post, classificando estas declarações como “uma piada”.

 

 

Em junho, hackers russos terão entrado nos computadores da DNC, um ataque informático que a campanha de Hillary agora relacionado com a fuga dos emails. Quanto ao envolvimento de Moscovo, surge depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter vindo manifestar a sua admiração por Trump e de o candidato republicano ter retribuído os elogios.

 

 

Sondagens, protestos e um apoio

 

 

A perder terreno nas sondagens nacionais – a última, da Gravis, mostra mesmo Donald Trump à frente, com 51% das intenções de voto, contra 49% para a rival democrata -, Hillary sabe que não basta atacar o candidato republicano para ganhar em novembro. Apesar de toda a sua experiência – foi primeira dama, senadora e secretária de Estado -, a candidata democrata continua impopular. E se conta com Tim Kaine para conquistar o voto dos homens brancos e dos independentes, precisa ainda das mulheres. Apesar de o FBI ter concluído que não fez nada de ilegal quando, como chefe da diplomacia (2009-2013) usou o email pessoal, uma sondagem recente para a CBS e o New York Times mostra que 67% dos inquiridos dizem não confiar nela.

 

 

Outro dos desafios de Hillary são os protestos. Apesar da preocupação das forças de segurança, a convenção republicana decorreu na semana passada sem incidentes de relevo. Para estes dias em Filadélfia são esperados mais de 50 mil manifestantes que se deverão concentrar no FDR Park, em frente ao Wells Fargo Center onde se reúnem os delegados democratas. E a larga maioria dos que irão participar nos protestos deverão ser apoiantes de Sanders. Mas também estão previstas manifestações de grupos anti-gays ou pela paz mundial. A organização Black Lives Matter, que tem organizado protestos contra as mortes de jovens negros por polícias, ainda não esclareceu se irá manifestar-se durante a convenção. Na zona em torno da convenção estão proibidas mochilas, balões, paus de selfie, armas e explosivos.

 

 

A poucas horas do início da convenção, Hillary recebeu ontem uma boa notícia: entre os oradores estará Michael Bloomberg. O ex-mayor de Nova Iorque, que chegou a ponderar uma candidatura a estas presidenciais, irá dar o seu apoio à ex-primeira dama.

 

 

Uma Hillary mais avó, um partido mais à esquerda e um país mais dividido

 

 

Há oito anos, Hillary Clinton tinha tudo para ganhar: um apelido de peso, uma máquina partidária bem oleada, uma vasta experiência como primeira dama e depois senadora e até um ex-presidente como marido. Mas perdeu. Perdeu a nomeação democrata para um jovem e pouco conhecido Barack Obama, cuja mensagem de mudança conquistou o partido e depois o país, fazendo dele o primeiro presidente negro dos EUA ao vencer as presidenciais de 2008.

 

Hillary Clinton será escolhida por convenção em estado de guerra 4

Passados oito anos, Hillary Clinton sabe que esta é a sua última oportunidade de cumprir o sonho de se tornar na primeira mulher presidente dos EUA. Afinal tem 69 anos e uma nova candidatura em 2020, com uma nova derrota pelo meio, é quase impensável. Para garantir a nomeação democrata, a mulher que pelo meio juntou a chefia da diplomacia ao currículo, soube mudar de estratégia: mais próxima do eleitor, sem medo de jogar com o facto de ser mulher e avó (a filha Chelsea acaba de lhe dar o segundo neto) ao mesmo tempo que sublinha uma experiência sem igual entre os candidatos. Hoje, após meses de luta contra Bernie Sanders pela nomeação democrata, Hillary vê começar a convenção que a vai confirmar como candidata democrata. Resta saber se esta estratégia chega para derrotar Donald Trump em novembro e tornar o sonho da presidência realidade.

 

 

Uma viragem à esquerda para ficar na Casa Branca?

 

 

Em 2008, eram uns Estados Unidos cansados de oito anos de Administração do republicano George W. Bush que iam a votos. Oito anos de “guerra ao terror” depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, de guerras no Afeganistão e no Iraque, de uma economia ainda em choque com o que viria a ser uma crise financeira global para a qual o mundo despertara com a falência do banco Lehman Brothers.Neste cenário, não espanta pois que a América tenha aderido à mudança prometida por Obama, ao Yes We Can (Sim, podemos!) que se tornou seu slogan. Passados oito anos, a Al-Qaeda deu lugar ao Estado Islâmico como maior ameaça à segurança mundial e a pior da crise financeira parece estar para trás – mesmo se o brexit veio criar um novo desafio aos aliados europeus dos EUA. Mas quem esperava que esta corrida à nomeação fosse um passeio para Hillary não contava com o aparecimento de Bernie Sanders. O senador do Vermont, com o seus 74 anos e um discurso antissistema fez o impensável: conquistou os jovens e classe média, venceu caucus e primárias e deu luta até ao fim. Acabou por declarar o apoio a Hillary. Mas os seus apoiantes – e são muitos – esperam ver no programa da candidata democrata pelo menos algumas das ideias de Sanders, um autodenominado “socialista democrático”. E os votos desta ala mais à esquerda, a ala que desconfia das ligações de Hillary a Wall Street e denuncia as décadas que esta passou na mais alta esfera do poder, serão essenciais para derrotar Donald Trump em novembro.

 

 

Uma América dividida e um rival incendiário

 

 

Nas últimas semanas foram várias as mortes de jovens afro-americanos por polícias brancos. E vários também os consequentes ataques contra agentes por parte de atiradores negros que se queriam vingar por o que consideram ser a violência policial excessiva sobre a sua comunidade. Este episódios violentos vieram revelar profundas tensões raciais na América e tornaram-se assunto da campanha para as presidenciais. Apressando-se a culpar os democratas – de Obama a Hillary – pela atual situação, Donald Trump decidiu apresentar-se na convenção republicana como o candidato da “lei e da ordem”. O milionário garante ser o único capaz de repor a segurança nos Estados Unidos. Para isso tem várias propostas, desde construir um muro na fronteira com o México para travar a entrada de imigrantes ilegais (traficantes e violadores”, segundo o candidato republicano) até “derrotar os bárbaros do Estado Islâmico”, passando por banir os muçulmanos de entrarem nos EUA. Diante da retórica beligerante do adversário republicano, Hillary apresenta-se como a candidata do equilíbrio e da sensatez. Até a sua escolha para candidato a vice, o senador Tim Kaine da Virgínia, um homem experiente que gosta mesmo de se definir como “aborrecido”, reforça a tentativa de apresentar o ticket democrata como o anti-Trump. Mas num país tão dividido como são os EUA neste momento, resta saber se a sensatez prevalece sobre a mensagem incendiária.

 

 

TPT com: The Washington Post//CNN//Tracie Vanauken//EPA //Debbie Wasserman Schultz//Reuters//Gary Cameron//Reuters// Abel Coelho de Morais//Helena Tecedeiro//DN//26 de Julho de 2016

 

 

 

 

 

Vinho Madeira ‘brinda’ em Newark Independência dos EUA

Numa iniciativa da Embaixada de Portugal em Washington e do Consulado Geral de Portugal em Newark, New Jersey,  Bethlehem e Pennsylvania, mais de uma centena de convidados comemoraram com um brinde de “generoso” Vinho Madeira, os 240 anos da Independência dos Estados Unidos da América.

 

Vinho Madeira ‘brinda’ em Newark Independência dos EUA  2

A recepção que decorreu nos jardins do Museu da cidade de Newark, foi muito apreciada pela comunidade americana e luso-descendente de New Jersey, devido ao significado da celebração e da oportunidade das pessoas desfrutarem das maravilhas do ar livre, naquele que é um dos mais emblemáticos espaços da cidade de Newark.

 

Vinho Madeira ‘brinda’ em Newark Independência dos EUA  3

Entre os convidadas, estavam várias figuras públicas americanas e luso-americanas ligadas à política, ao empresariado, ao associativismo e à cultura das cidades de Newark e Elizabeth, no estado de New Jersey, com destaque para o Dr. Alberto Santos, mayor de Kearny, Steven Kern, Director do Museu de Newark, Lígia De Freitas, assessora do mayor da cidade de Newark, Ras Baraka, Glenn Motten, directora de arte e cultura de Newark, Elizabeth Silva, directora do Departamento Económico do East Ward, de Newark, Sérgio Granados,  Freeholder do Condado de Union, Stephanie Oliveira Gonçalves, Membro do Conselho de Educação da cidade de Elizabeth, José Carlos Adão, Instituto Camões, Joe Rendeiro, professor, Fernando da Silva, pintor e ceramista, João Martins, poeta e escritor, o conceituado advogado luso-americano  Júbilo Afonso, José Carlos Brito, Presidente do Clube Português de Elizabeth (PISC), Joaquim Martins, Relações Públicas do PISC, Jack Costa, Presidente do Sport Clube Português de Newark(SCP), Glória de Melo, Coordenadora da Seccção Cultural do SCP e ainda os empresários José Mário Gomes, Luís Nogueira, Ricardo Brochado,  Al Silva, Mário Seca, Carlos Couto e muitos outros.

 

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Esta recepção que foi presidida pelo Cônsul Geral de Portugal, Dr. Pedro Soares de Oliveira e sua esposa Cristina Pucarinho (à esquerda na foto), aqui acompanhados pelo Director do Museu de Newark, Steven Kern, e sua esposa Josephine Nieuwenhuis, proporcionou um espectacular encontro convívio entre portugueses e americanos, com o bom tempo que se fazia sentir a ajudar à confraternização.

 

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Destas celebrações do 4 de Julho no Museu de Newark, faziam parte vários eventos culturais, com destaque para a prova de vinhos da Madeira, petiscos do Valênça Restaurante, da cidade de Elizabeth, concerto musical pelo pianista Júlio Resendes, que para além do seu tradicional concerto, acompanhou ao piano o jovem fadista comunitário Pedro Botas,  e ainda uma interessante exposição de bordados da Ilha da Madeira.

 

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No espaço Bordado Madeira, estava presente a imponente toalha “A Venturosa” (na foto), uma autêntica obra de arte, desenhada pelo artista Leandro Jardim, aquando da Expo/98, que, como sabem, decorreu em Lisboa.

 

 

A toalha “A Venturosa”, é uma representação única do Bordado Madeira, na qual está patente uma homenagem aos Descobrimentos Portugueses.

 

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Paula Cabaço,  presidente do Instituto de Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM), que também esteve presente no Museu de Newark, destacou a  importância que estas iniciativas têm na divulgação dos nossos melhores produtos.

 

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A engenheira Paula Cabaço, para além dos preciosos vinhos Madeira e dos bordados que trouxe, atribuiu também vários prémios aos vencedores de uma rifa que decorreu no local, sendo o 1º Prémio uma estadia de oito dias, num dos hotéis da Ilha da Madeira.

 

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O tempo de espera para os discursos e para o concerto musical era excelente e beneficiava o convívio geral enquanto se bebericava um copo de vinho e se degustava por exemplo uma tábua de queijos, ou um prato de cogumelos recheados.

 

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Habituados(as) ao corre-corre do stress do quotidiano, as pessoas acabam muitas vezes por não terem tempo para usufruirem de espaços verdes, ou da sombra de uma árvore no fim de tarde.

 

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Mas aqui, no 4 de Julho, todos pararam desse stress  para desfrutar de um copo de vinho Madeira e de uns petiscos, saboreando o momento e deixando-se descontrair numa sensação de conforto e comunhão com a natureza, brindando em conjunto à Independência dos Estados Unidos da América.

 

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Segundo alguns dos convidados presentes com quem o The Portugal Times falou (na foto, esq./dir., Lígia De Freitas, assessora do mayor da cidade de Newark, Ras Baraka, Glenn Motten, directora de arte e cultura de Newark, e Elizabeth Silva, directora do Departamento Económico do East Ward, de Newark,) “o Cônsul Geral, Pedro Soares de Oliveira, tem vindo através de iniciativas próprias e parcerias de relevo, a posicionar-se como agente dinamizador da cultura, aplicada ao tecido empresarial, nas mais diversas áreas de negócio.

 

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“Esta projecção vai ao encontro da estratégia do Governo em dinamizar a captação de eventos de animação que projectem a imagem de um Portugal moderno, culto, hospitaleiro e empreendedor”, disse ao The Portugal Times o Cônsul Geral, Dr. Pedro Soares de Oliveira (na foto à direita, acompanhado por sua esposa Cristina Pucarinho e pelo pianista Júlio Resende).

 

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Antes do concerto de Júlio Resende, Luís Pires que foi “mestre de cerimónias”, dicertou sobre o momento e fez as apresentações “da praxe”. Após Steven Kern, Director do Museu de Newark, dar as boas vindas e elogiar esta iniciativa das autoridades representativas do Governo Português neste país, foi a vez do Cônsul Geral de Portugal em Newark, Dr. Pedro Soares de Oliveira (na foto), incentivar todos os convidados ao tradicional brinde de celebração da Independência dos Estados Unidos que este ano comemora os 240 anos da sua independência.

 

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Após o brinde, o Dr. Pedro Soares de Oliveira fez questão de referir com orgulho, que a celebração da independência dos Estados Unidos, no dia 4 de julho de 1776, foi comemorada com um brinde de vinho Madeira.

 

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Pedro Soares de Oliveira, após os tradicionais cumprimentos, recordou durante a sua alocução a memória do português Peter Francisco, herói da Guerra da Independência, e a quem George Washington considerava “um soldado excepcional” e o seu “Gigante da Virgínia”, sem esquecer de referir que “muitas foram as personalidades, estadistas e personagens míticas, que se deixaram deslumbrar por este vinho, de que são emblemáticos exemplos George Washington, Thomas Jefferson e Winston Churchil”, sem esquecer as referências ao vinho Madeira em obras literárias, tais como as de Shakespeare, Tolstoi e Dostoievski, assim como a paragem de Napoleão a caminho do exilio para levar um tonel para a ilha de Santa Helena.

 

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Perante uma plateia atenta, o Dr. Pedro Soares de Oliveira sublinhou também que “Portugal foi o terceiro país a reconhecer a independência americana”, e realçou as fortes ligações históricas e culturais estabelecidas entre o Vinho Madeira e a Nação Norte Americana, replicando assim o brinde efetuado há 240 anos aquando da Declaração da Independência dos Estados Unidos.

 

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Seguiu-se depois a actuação do pianista Júlio Resende, cujos sons proporcionaram um espectacular encontro convívio entre portugueses e americanos, nos jardins do Museu de Newark, com o bom tempo que se fazia sentir a ajudar à confraternização.

 

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Ao longo do seu percurso musical, Júlio Resende vai desenvolvendo parcerias onde celebra a paixão pela liberdade musical que o define. Do Jazz ao Fado, conta com várias colaborações de sucesso com grandes nomes da música portuguesa: Maria João, Aldina Duarte, Elisa Rodrigues, Hélder Moutinho, António Zambujo, Ana Moura, Cristina Branco, Cuca Roseta, Marco Rodrigues.

 

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No panorama do jazz internacional destacam-se as colaborações com Matt Penman, reconhecido contrabaixista nova-iorquino, Perico Sambeat, um dos melhores saxofonistas espanhóis de todos os tempos, John Hebert, Carlos Bica, Ole Morten Vogan, Will Vinson, entre outros.

 

 

Neste concerto em Newark, Júlio Resende pegou em alguns dos temas de Amália, adaptados por si ao piano, e fez-nos voltar a apaixonar destes temas e a senti-los de um modo diferente. Afinal, se o objectivo de Júlio Resende era fazer-nos recordar Amália Rodrigues através do seu piano, o objectivo foi conseguido. O público gostou e aplaudiu fortemente.

 

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Júlio Resende que também acompanhou ao piano o jovem fadista comunitário Pedro Botas, fez questão de lembrar a todos os presentes “que gravou o seu primeiro disco em 2007, “Da Alma”, para a prestigiada editora de Jazz – Clean Feed -, editora de nomes como Mário Laginha, Bernardo Sassetti, João Paulo Esteves da Silva, Gerry Hemmingway, Tony Malaby, tornando-se no mais jovem músico nacional a editar um disco para e sta editora enquanto líder”. Disco, esse, que foi considerado um dos melhores discos do ano pela revista “Jazz.pt”, e que tem recebido excelentes distinções, quer pela imprensa nacional, quer pela imprensa estrangeira.

 

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O concerto que teve início ainda de dia, entrou pela noite dentro, com os sons do piano de Júlio Resende a cativar a atenção de todas as pessoas.

 

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No final do concerto e já noite cerrada, foram muitos os convidados que procuraram de Júlio Resende o tão desejado autógrafo.

 

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Porém, para quem não conhecia o Museu teve, neste dia, uma boa oportunidade para o visitar, ouvir explicações e histórias, bem como colocar questões sobre as mais importantes exposições de arte que já passaram e vão passar pelo Museu de Newark nos próximos tempos.

 

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O Cônsul Geral de Portugal, Dr. Pedro Soares de Oliveira, aqui acompanhado pelo mayor do município de Kearny, Dr. Alberto Santos, disse ao The Portugal Times que “esta comemoração reveste-se de uma considerável relevância histórica pois a associação do Vinho da Madeira à América do Norte é bastante estreita e antiga”.

 

 

Os primeiros dados da presença do Vinho Madeira nos Estados Unidos recuam a 1640, quando chegou a New England, espalhando-se depois para Boston e outras cidades. Mas só em meados do século XVIII é que passa a ser muito procurado pelos americanos. Desde aí, o Vinho Madeira começou a marcar presença nos portos de Boston, Charleston, Nova Iorque e Fiiladélfia, Baltimore, Virginia, estados fundadores desta Nação, sendo usado como produto de troca por farinha ou madeira para pipas.

 

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O Director do Museu de Newark, Steven Kern (na foto à direita), acompanhado pelo casal Pedro Soares de Oliveira e Cristina Pucarinho, reconhece que “as relações comerciais de Portugal com os EUA revestem-se de um significado histórico e comercial muito profundo, “quer para a ilha da Madeira e seu desenvolvimento, quer na própria história dos EUA onde o Vinho da Madeira manteve um papel importante, integrando hábitos e costumes dos seus habitantes e fazendo parte de acontecimentos históricos relevantes para a História americana”, disse.

 

 

As primeiras vinhas da Ilha da Madeira foram cultivadas por João Gonçalves Zarco, entre 1420 e 1425, aquando da sua fixação no pequeno porto natural existente.  O Vinho Madeira, que viajou pelas cortes europeias e fez parte das rotas da India e das Américas, o preferido de governantes e estadistas, amado por poetas, apreciado por exploradores e aventureiros e fonte de inspiração de artistas, marcou a sua história no Mundo e ainda hoje é relevante nos momentos históricos internacionais, bem como o será também no futuro.

 

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Sobre a arte de bordar, esta também faz parte da cultura e da história da Madeira e foi originalmente introduzida pela família inglesa Phelps que se instalou na ilha em 1784.

 

 

Estes bordados inicialmente eram vendidos de forma privada a amigos da família e só mais tarde se expandiu a venda a turistas. Devido à sua qualidade e beleza, os bordados tornaram-se populares e muito procurados na Ilha da Madeira.

 

 

Hoje em dia o mais fino e delicado Bordado Madeira é um “souvenir” muito procurado pelos turistas que visitam a ilha, que muito admiram a sua beleza e perfeição; um tesouro para durar várias gerações.

 

 

Sobre a história das comemorações da Independência dos Estados Unidos da América o Cônsul Geral de Portugal em Newark, Dr. Pedro Soares de Oliveira  disse que “esta já foi contada muitas vezes, mas merece ser sempre repetida”!.

 

 

JM//The Portugal Times// 6 de Julho de 2016

 

 

 

 

Declarações de Trump alarmam NATO e fazem indignar Washington

A administração norte-americana reagiu aos comentários polémicos de Donald Trump sobre a NATO, garantindo que o país vai manter os seus compromissos com a Aliança Atlântica, “como todos os executivos republicanos e democratas desde 1949”.

 

 

A declaração do secretário de Estado norte-americano John Kerry, surge depois do candidato presidencial republicano ter admitido a possibilidade do país não intervir em caso de ataque contra um país aliado.

 

 

“Quero que que os nossos aliados da NATO saibam que a nossa posição é clara. Esta administração, como todas administrações, republicanas ou democratas desde 1949, mantém-se inteiramente comprometida com a NATO e os compromissos para com os países aliados”, garantiu Kerry.

 

 

Entrevistado pelo New York Times, Donald Trump, tinha declarado que esta intervenção, em especial em caso de agressão russa nos balcãs, vai estar condicionada à contribuição financeira dos aliados.

 

 

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, afirmou estar, “alarmado”, com as declarações de Trump, sublinhando, “não vou interferir na campanha eleitoral norte-americana”.

 

 

“A solidariedade entre aliados é uma valor fundamental para a NATO”, afirmou Stoltenberg num comunicado, sublinhando, “Isto é bom para a segurança da Europa e dos EUA. Nós defendemo-nos mutuamente, como vimos no Afeganistão, onde dezenas de milhares de europeus, canadianos e militares de países aliados combateram ombro a ombro com os soldados norte-americanos”.

 

 

A presidente da Lituânia, país na linha da frente da mobilização da NATO no leste da Europa, reagiu igualmente esta quinta-feira:

 

“Quero enviar esta mensagem de volta aos EUA. Nós confiamos na América, independentemente do seu presidente. A América sempre defendeu as nações sob ataque e vai continuar a fazê-lo”, afirmou Dalia Grybauskaite.

 

 

Trump voltou a defender uma política externa menos internacionalista e “dispendiosa”, garantindo que, “necessitamos de aliados mas não vamos dar lições aos outros do que têm que fazer dentro das suas fronteiras”.

 

 

O artigo 5 do Tratado da NATO prevê a intervenção automática de todos os aliados em caso de ataque sobre um país membro da Aliança.

 

Uma disposição utilizada apenas uma vez na história da NATO, pelos EUA após os atentados de 11 de Setembro de 2001.

 

 

Candidato da “lei e da ordem” acusa Clinton de ter tornado a América “menos segura”

 

 

Donald Trump não muda de discurso após ser investido como candidato republicano às presidenciais de Novembro.

 

Declarações de Trump alarmam NATO e indignam Washington 2

O milionário apresentou-se como, “a voz dos mais fracos”, prometendo “restaurar a lei e a ordem” no país, contra a insegurança, a imigração ilegal e o terrorismo, frente à convenção republicana reunida pelo quarto e último dia em Cleveland, no Ohio.

 

 

“Vamos construir um grande muro fronteiriço para travar a imigração ilegal, os gangues e a violência e para travar a entrada de drogas nas nossas comunidades”, afirmou Trump.

 

 

Durante mais de uma hora de discurso, o candidato prometeu fazer com que os aliados dos EUA “paguem a devida quota” pela sua segurança e garantiu que vai proibir a entrada de imigrantes de países, “comprometidos pelo terrorismo”, como a Síria.

 

 

O milionário criticou igualmente o legado de Obama e Clinton, acusando a ex-secretária de Estado de ser responsável por uma política externa de, “mortes, destruição e fragilidade”, no Médio Oriente.

 

 

“A América está muito menos segura e o mundo está menos estável desde que Obama decidiu encarregar Clinton da política externa norte-americana. Em 2009, antes da chegada de Clinton, o Estado Islâmico não estava ainda no mapa”.

 

 

Com um discurso mais centrado nas questões da segurança e da luta contra o terrorismo, o magnata do imobiliário resumiu o seu programa económico com a defesa do protecionismo – com “uma política comercial justa” – e uma redução de impostos, segundo ele, “inédita”, para a classe média.

 

 

Um discurso que condensa as promessas avançadas até hoje pelo candidato que, evitou, no entanto, citar a religião muçulmana, a NATO ou o México que tinham inflamado a polémica nas últimas semanas, assim como as críticas à sua alegada incapacidade para assumir a chefia da nação.

 

 

Discurso de Ted Cruz inflama Convenção do Partido Republicano

 

 

As palavras de Ted Cruz incendiaram a Convenção do Partido Republicano em Cleveland, no Estado do Ohio.

 

Declarações de Trump alarmam NATO e indignam Washington 3

O principal adversário de Donald Trump nas primárias republicanas felicitou o magnata pela nomeação, mas negou um apoio direto à candidatura do multimilionário na Corrida à Casa Branca.

 

 

“Se amam o vosso país e amam os vossos filhos tanto como eu, levantem-se, falem e votem segundo a vossa consciência. Votem num candidato em quem confiem para defender a nossa liberdade e que seja fiel à nossa Constituição” afirma Ted Cruz.

 

 

Os republicanos responderam desta forma. Donald Trump também já reagiu às palavras de Cruz. O magnata diz que as declarações denunciam falta de lealdade para com o partido.

 

 

O ex-presidente da Câmara dos Representantes tentou serenar os ânimos dos republicanos com um discurso para clarificar o que foi dito e aquilo que o orador terá querido dizer.

 

 

“Penso que não compreenderam um dos parágrafos do discurso de Ted Cruz, que é um excelente orador. E quero chamar atenção para isto. Cruz disse para votarem segundo a vossa consciência em alguém que respeite a Constituição. Nestas eleições, só há um candidato capaz de o fazer” refere Newt Gingrich.

 

 

Ao lado de Trump está Mike Pence, o nome escolhido para a vice-presidência. O governador do estado norte-americano do Indiana já aceitou a nomeação do Partido Republicano. Um exemplo que o aspirante à sucessão de Barack Obama se prepara para seguir quinta-feira, no discurso de encerramento da convenção.

 

As eleições presidenciais nos Estados Unidos estão agendadas para 08 de novembro.

 

 

TPT com: AFP//Euronews//Reuters// 22 de Julho de 2016

 

 

 

 

Trump é oficialmente o “tão esperado” candidato do Partido Republicano

Esta terça-feira, o milionário foi eleito pelos delegados na Convenção Nacional do partido, que decorre em Cleveland. Foi a confirmação que já quase todo o mundo esperava.

 

 

À hora de publicação desta notícia, Trump já reunira 1655 votos (precisa apenas de 1237 para assegurar a nomeação). Apesar de se ter afastado da corrida e ter suspendido a campanha eleitoral, Ted Cruz conseguiu recolher cerca de 500 votos.

 

Depois de o primeiro dia ter sido marcado pelo discurso da mulher de Trump, a Convenção do Partido Republicano vai dar hoje o palco a filhos do magnata. Mas também falam alguns dos seus críticos.

 

Donald Trump é oficialmente o candidato do Partido Republicano 2

E é assim que chegamos ao fim de mais um dia na Convenção do Partido Republicano. O dia foi marcado pelos discursos de Donald Trump Jr., o filho mais velho de Donald Trump, e pelo reforçar das críticas a Hillary Clinton. Outro facto a retirar é que mesmo as personalidades críticas de Trump que hoje falaram — Paul Ryan e Mitch McConnell — escolheram atacar a candidata do Partido Republicano em vez de se desfazerem em elogios a Trump. Enquanto isso, o tema de hoje era o trabalho e a economia — mas, sobre isso, pouco se ouviu. O Partido Republicano parece estar mesmo focado em atacar Hillary Clinton a cada oportunidade que surge.

 

 

Tudo isto no dia em que, claro, Donald Trump foi finalmente confirmado de forma oficial como o candidato republicano às presidenciais de novembro, depois de ter sido feito uma contagem de delegados.

 

Donald Trump é oficialmente o candidato do Partido Republicano 3

Hoje, será o terceiro e penúltimo dia da Convenção do Partido Republicano. Começará mais tarde do que o costume: às 00h20 de Lisboa. É tarde, bem sabemos, mas a expetativa é grande. Afinal de contas, vão falar dois dos grandes derrotados destas primárias: Ted Cruz e Marco Rubio. Cruz estará presente na convenção e Rubio fará uma comunicação num vídeo previamente gravado. Além deles, vai falar Newt Gingrich, uma cara antiga da faceta mais populista do Partido Republicano e um dos nomes que chegou a figurar na shortlist para vice-Presidente de Trump. E o verdadeiro vice-Presidente de Trump, Mike Pence, vai também falar, naquele que será um dos discursos mais aguardados da noite. Pelo meio, Eric Trump, outro filho do candidato republicano, terá o palco ao seu dispor.

 

Sajid Tarar: “Consigo cheirar o sucesso no ar!”

E agora para algo completamente diferente: um muçulmano que apoia Trump. Mais propriamente, Sajid Tarar, presidente do grupo “Muslims for Trump”. Isto é, Muçulmanos por Trump. Assim que subiu ao palco, disse: “Consigo cheirar o sucesso no ar!”.

 

Donald Trump é oficialmente o candidato do Partido Republicano 4

Numa curta intervenção que acabou por ser a última da noite, quando a Quicken Loans Arena já esvaziava a um ritmo rápido, Sajid Tarar começou por apelar aos presentes para rezar em conjunto. “Vamos rezar por uma América forte e por uma América segura e vamos pedir a Deus para nos ajudar a lutar contra o terrorismo em todo o mundo”, disse. Depois, seguiram-se algumas frases avulsas num discurso algo atabalhoado, como da vez em que se referiu ao profeta Maomé, causando estranheza nalguns dos presentes. “O profeta Maomé, que esteja em paz, disse uma vez que se tivermos um pedaço de carne má no corpo… Se o pedaço de carne for bom, o resto do corpo está bom. Se não estiver, então o corpo inteiro está estragado. A partir daqui, podemos inferir o papel de um líder enquanto representante de um povo.”

 

Por fim, Sajid Tarar saiu do palco, dizendo “vamos rezar para ter o nosso país de volta”.

 

 

E, agora, quase a fechar, um pequeno flashback para os dias em que praticamente todos os comícios de Donald Trump eram interrompidos por manifestantes anti-Trump. O mesmo acaba de acontecer, com uma mulher a erguer um lençol onde se lê “Não ao racismo, não ao ódio”. Prontamente, alguns militantes republicanos que estavam perto dessa manifestante instaram-na a parar o seu protesto. Alguns chegaram a empurrá-la; outros, ergueram uma bandeira dos EUA à sua frente.

 

 

Donald Trump Jr.: “Para o meu pai, o impossível é apenas o princípio”

 

 

E aqui está aquele que ficará certamente como um dos discursos desta Convenção do Partido Republicano. Donald Trump Jr. falou durante cerca de 15 minutos naquele que foi até agora o melhor discurso de um membro da família Trump, aproveitando a ocasião para evocar episódios pessoais relacionados com o seu pai ao mesmo tempo que defendia as ideias e propostas que ele apresenta enquanto candidato.

 

Donald Trump é oficialmente o candidato do Partido Republicano 5

Trump Jr. falou de como para o seu pai o conceito de “impossível” é algo estranho. “Eu sei que quando as pessoas lhe dizem que algo não pode ser feito, ele garante que isso mesmo vai ser feito”, disse. Exemplo? Aquilo a que assistimos agora: a Convenção do Partido Republicano que coroa Donald Trump como candidato às eleições presidenciais de 8 de novembro. “Já vi, vezes sem conta, aquele olhar dele quando alguém lhe diz que algo não pode ser feito. Eu vi esse olhar há cerca de um ano, quando lhe disseram que era impossível ele ter sucesso na política. Hmm… Mas teve-o. Para o meu pai, o impossível é apenas o princípio.”

 

 

Durante a sua intervenção, Trump Jr. reforçou uma das ideias em que a campanha do seu pai se tem apoiado: a de que é verdadeiramente próxima do “comum americano”. Tanto que referiu como o seu pai, enquanto empresário no ramo da construção, “não se escondia atrás de uma secretária num escritório, ele passou a sua carreira ao lado de americanos comuns, dava-se com os homens das obras (…), ouvindo o que eles têm para dizer, muitas vezes mais do que os tipos de Harvard ou Warton que se escondiam em escritórios longe do trabalho a sério”.

 

 

Sobre a educação que recebeu do pai, e no seio da sua empresa, Trump Jr. falou de como o seu pai meteu os filhos a aprender com os funcionários da empresa em vez de estudarem em universidade de elite. “Nós não aprendemos com gente que têm um MBA, aprendemos com gente que tem doutoramentos em senso comum”, disse, para depois acrescentar: “É por isso que somos os únicos filhos de um multi-milionário que estão tão confortáveis numa escavadora como nos seus próprios carros”.

 

 

Depois, seguiu-se a parte mais política do discurso. Nesta, Trump Jr. nunca falou do Partido Democrata, mas sim do “outro partido”. “Eles não dizem que foram as políticas deles que causaram os problemas do país”, acusou. “Foi o outro partido que nos deu o pior sistema de imigração no mundo, que promove a imobilidade e que beneficia imigrantes ilegais em detrimento de quem segue as regras.”

“O outro partido é um partido de riscos”, disse.

 

 

Sobre Hillary Clinton, disse que ela “seria a primeira Presidente a não conseguir passar um simples background check“.

 

Por fim, falou a favor de uma reforma do sistema de saúde; defendeu que os americanos devem ser postos “em primeiro lugar” e falou pela adoção de leis “que farão o nosso país grandioso de novo”. E de um Presidente “que não permitirá que uma cultura do politicamente correto ponha em perigo a segurança das nossas crianças e daqueles que mais amamos” e que “não se verga a interesses e que financiou a sua própria campanha só para prová-lo”.

 

 

E terminou: “Esse presidente só pode ser o meu mentor, o meu melhor amigo, o meu pai. E quando o elegermos, vamos ter isso. Vamos tornar a América grande de novo. Maior do que alguma vez foi!”. E, assim, Donald Trump Jr. abandonou o palco.

 

 

A TENTATIVA DE REBELIÃO

 

 

Para tentar travar a candidatura do magnata populista, um grupo de estados tentou forçar uma votação estado-a-estado sobre as regras da convenção, uma tentativa de rebelião que parece ter apanhado a campanha de Trump de surpresa mas que, apesar disso, foi travada.

 

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A tentativa de golpe contra o candidato com mais delegados angariados durante as primárias (que está sozinho na disputa pela nomeação republicana desde maio) demonstra, acima de tudo, que o senador Ted Cruz não está disposto a desistir das suas aspirações presidenciais. Se não nestas, nas eleições de 2020, nota a CNN, sobretudo pelo facto de terem sido os representantes daquele estado, pelo qual o evangélico é senador, a mobilizar outros para a barricada anti-Trump.

 

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Perante a recusa dos organizadores do evento e dos membros da campanha de Trump em atenderem às exigências do grupo de delegados, a Convenção ficou dominada por uma barafunda e zaragatas quase inéditas num encontro partidário de preparação das eleições.

 

 

Tiros disparados perto da convenção do Partido Republicano

 

Tiros foram disparados perto do local da convenção do Partido Republicano e também de uma carrinha que transportava polícias. Não há feridos e o chefe da polícia local desvaloriza a ocorrência.

 

Donald Trump é oficialmente o candidato do Partido Republicano 8

Aproximadamente cinco horas antes de o segundo dia da convenção do Partido Republicano ter início, foram ouvidos tiros nas imediações daquele evento, em Cleveland, no Ohio. Os tiros terão sido disparados perto de um veículo que transportava agentes da polícia. De acordo com a Reuters, que cita fontes da polícia, não há registo de quaisquer feridos.

 

 

Segundo a Reuters, esta não foi a primeira vez que foram ouvidos disparos em Cleveland desde que começou a ser montada a convenção do Partido Republicano, que começou na segunda-feira e terminará na quinta-feira, dia 21.

 

 

Perante esta ocorrência, o chefe da polícia de Cleveland, Calvin Williams, preferiu desvalorizá-la. “Numa área urbana densa [como Cleveland] recebem-se alertas de coisas como esta esta”, referiu aos jornalistas no local.

 

 

TPT com: MARK KAUZLARICH/ REUTERS// João de Almeida Dias//Observador//Chip Somodevilla// Spencer Platt//Reuters//20 de Julho de 2016

 

 

 

 

 

Sanções, terror e Brexit na mesa de Hollande, Marcelo e Costa

O atentado em Nice, que matou 84 pessoas, obrigou o presidente de França, Fançois Hollande, a cancelar a digressão europeia que tinha previsto para debater a saída do Reino Unido da União Europeia. No entanto, o Palácio do Eliseu manteve a visita a Portugal e à Irlanda

 

 

Para esta terça-feira, estavam previstos vários eventos festivos que foram cancelados. Na agenda de Hollande mantém-se, porém, o almoço com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com o primeiro-ministro, António Costa em Belém. E os temas a debate, deixaram de estar centrados no Brexit e nas eventuais sanções a Portugal por défice excessivo aplicadas pela Comissão Europeia. O terrorismo e a resposta da Europa aos problemas de segurança que enfrenta vão ser temas centrais das conversas entre os responsáveis políticos de Portugal e França.

 

 

A boa relação entre os dois países ficou patente durante as celebrações do 10 de Junho, Dia de Portugal, em Paris. Na altura, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que Portugal e França convergiam “na visão sobre questões como a parte orçamental, como os refugiados, como as migrações”. Na altura, Hollande não escondeu o seu apoio ao Governo português na questão das sanções. “As escolhas que vocês fizeram são escolhas que estão conforme as regras europeias e que são igualmente convergentes com as escolhas que nós fizemos em França. Devemos respeitar as regras, mas deve haver flexibilidade, para que Portugal, como a França, possam criar mais emprego e criar medidas de progresso social, ao mesmo tempo que saneiam as contas públicas, como vocês estão a fazer”, disse o presidente francês a António Costa. Ao primeiro-ministro português, Hollande garantiu ainda que Portugal “não tem simplesmente um parceiro no conselho Europeu, mas um amigo, que é a França”.

 

 

A 18 de Junho, António Costa voltou a Paris para ver a Selecção Nacional no euro 2016 e encontrou-se com o homólogo francês, Manuel Valls. “Não pode haver uma Europa punitiva. Portugal fez muitos esforços que o povo português suportou. É preciso respeitar estes compromissos e ao mesmo tempo ter em conta os compromissos tomados pelo Governo de António Costa diante do povo. Por isso, evidentemente que apoiamos muito o Governo português”, afirmou Valls.

 

 

Outro claro apoio francês a Portugal chegou através do comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, para quem eventuais sanções a Lisboa terão que ser aplicadas “com inteligência” e considerando a “situação económica desses países”.

 

 

Na semana passada, os ministros das Finanças da União Europeia confirmaram o desencadeamento de processos de sanções a Portugal e Espanha por defice excessivos nos prazos estipulados. A presença de Hollande em Portugal pode tornar-se um trunfo importante para Portugal, numa altura em que o Governo procura conseguir “sanções zero”.

 

 

François Hollande afirma que proteger os europeus “é a nossa obrigação”

 

 

O chefe de Estado francês, François Hollande, foi recebido esta terça-feira em Lisboa por Marcelo Rebelo de Sousa cinco dias após o atentado em Nice, que vitimou mais de 80 pessoas.

 

Sanções, terror e Brexit na mesa de Hollande, Marcelo e Costa 2

O Presidente da República português começou por manifestar, em nome de todos os portugueses, a dor pelo ataque terrorista: “Queria exprimir-lhe uma vez mais como Portugal e todos os portugueses partilharam e partilham a dor pelo bárbaro atentado de Nice e acompanham os momentos vividos por uma pátria que é amiga de Portugal e com a qual temos relações fraternas muito antigas”. E enumerou o que “durante séculos” uniu os dois países. “Os mesmos valores da liberdade e da democracia do estado de direito”, além das “visões comuns sobre a União Europeia, a Aliança Atlântica, a construção da paz no mundo, o desenvolvimento económico e social, o crescimento e o emprego e a solidariedade no quadro europeu”, destacou.

 

 
Para concluir, o Presidente da República português dirigiu-se a Hollande para deixar uma mensagem de reconhecimento: “Isto para dizer, senhor Presidente, que aquilo que nos aproxima é tão forte, tão intenso que tê-lo aqui entre nós é um motivo de júbilo e de gratidão que eu queria exprimir em nome do povo português”.

 

O chefe de Estado francês, recebido no Palácio de Belém com honras militares, começou por dizer que “se havia um país que deveria visitar para receber apoio, solidariedade e amizade era justamente Portugal”. “Sei bem o quanto a população portuguesa e os portugueses que vivem em França foram afectados, feridos e sem sentem chocados com o que aconteceu”, referindo-se ao que apelidou de “atentado ignóbil”, de 14 de Julho.

 

Hollande aproveitou ainda a pequena conferência em Portugal para falar sobre a segurança e a protecção das fronteiras na Europa. “No quadro do novo impulso que pretendemos dar à construção europeia, a primeira prioridade é a protecção, a defesa a segurança das nossas fronteiras”, declarou. “É meu dever proteger os franceses”, sublinhou ainda o chefe de Estado francês, no final do encontro no Palácio de Belém, e dirigindo-se a Marcelo Rebelo de Sousa alertou: “Proteger os europeus é a nossa obrigação”.

 

Após as declarações, o presidente francês seguiu para São Bento para se reunir com o primeiro-ministro português, António Costa.

 

 

Costa agradece apoio a Hollande

 

 

António Costa sublinhou que Portugal fará um “grande esforço” para respeitar as regras da moeda única. O primeiro-ministro esteve reunido com o presidente francês François Hollande em Lisboa, durante a visita do chefe de Estado de França.

 

Sanções, terror e Brexit na mesa de Hollande, Marcelo e Costa 3

Os dois políticos discutiram o atentado em Nice e a situação da União Europeia durante cerca de 45 minutos no Palácio de São Bento. De seguida, Costa agradeceu a França “todo o apoio dado” a Portugal “na análise serena do esforço feito” pelo país ao longo dos últimos anos no sentido de “reduzir o seu défice e cumprir as regras comuns do euro”, indica a agência Lusa.

 

 

“Não há moeda única sem regras comuns e Portugal quer cumprir as regras comuns. Ao longo destes anos fizemos um grande esforço, continuamos a fazer um grande esforço e continuaremos a fazer um grande esforço”, afirmou Costa, que relembrou a redução do défice de 8,6% para 3,2% entre 2010 e 2015.

 

 

“Por isso, é injusto que seja aplicada uma sanção e, além do mais, é contraproducente, quando estamos no primeiro ano em que a própria Comissão Europeia reconhece que Portugal vai cumprir um défice abaixo dos 3%. Todas as informações que temos da nossa execução orçamental confirmam que este ano iremos alcançar um bom resultado”, adicionou o primeiro-ministro.

 

 

António Costa pediu ainda um esforço para revitalizar a economia europeia. “É sobretudo fundamental que nos mobilizemos todos para que a Europa seja cada vez mais competitiva nesta economia global, que é muito exigente para todos nós, mas onde há enormes desafios, desde a união energética à união digital. É preciso que a Europa seja de novo uma grande potência económica liderante em todo o mundo”, concluiu, citado pela agência Lusa.

 

 

Governo aprova quinta-feira regulamento da Unidade de Combate Antiterrorista

 

 

O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que o Governo aprovará na quinta-feira o regulamento final da Unidade de Combate Antiterrorista e que até ao final do ano funcionará o ponto de contacto único entre polícias e instituições europeias.

 

Sanções, terror e Brexit na mesa de Hollande, Marcelo e Costa 4

Estes dois passos do executivo português no domínio da segurança foram referidos por António Costa após ter recebido em São Bento o Presidente da República de França, François Hollande, com quem depois saiu no mesmo carro para participar numa breve cerimónia particular na embaixada francesa em Lisboa.

 

 

Numa curta declaração aos jornalistas nos jardins de São Bento, com o chefe de Estado francês ao seu lado, as primeiras palavras de António Costa destinaram-se a condenar o recente atentado ocorrido em Nice, ato que classificou como “horrível”.

 

 

Depois de salientar a “solidariedade” de Portugal em relação a França no combate ao terrorismo, o primeiro-ministro defendeu que a segurança “é um esforço que se exige a todos os países europeus”.

 

 

António Costa disse então que o Conselho de Ministros de quinta-feira “aprovará o regulamento final da Unidade de Combate Antiterrorista”.

 

 

“E até ao final deste ano teremos em funcionamento o ponto de contacto único entre as policiais e as instituições europeias, porque é essencial reforçar a cooperação policial transnacional, a troca e a partilha de informações. E esta é para nós também uma prioridade”, salientou o líder do executivo nacional.

 

 

António Costa destacou mesmo a França como “um bom exemplo” em matéria das prioridades políticas que devem ser seguidas pela União Europeia.

 

 

“A Europa tem de se concentrar naquilo que é fundamental: A segurança das pessoas, a criação de emprego, o crescimento económico e dar esperança ao futuro da juventude”, especificou o primeiro-ministro.

 

 

Comissão Europeia marca reunião para debater sanções a Portugal

 

 

A Comissão Europeia começa a debater o processo de sanções por défice excessivo aberto contra Portugal e Espanha esta quarta-feira, mas a decisão poderá não ser conjunta visto que a defesa de Madrid chegou mais cedo e já está a ser analisada.

 

Sanções, terror e Brexit na mesa de Hollande, Marcelo e Costa 5

“O Colégio de Comissários manterá um primeiro debate sobre a proposta remetida pela Comissão ao Conselho [da União Europeia] sobre Portugal e Espanha, mas sem que haja qualquer decisão”, revelou o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, na habitual conferência de imprensa diária.

 

 

As alegações do Governo português foram recebidas por Bruxelas na segunda-feira. A carta assinada pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, considera que a adopção de sanções seria injusta, porque Portugal está “no caminho certo para eliminar o défice excessivo”, e teria “um impacto altamente negativo” no apoio do povo português ao projecto europeu.

 
Na missiva, o Governo português diz-se ainda “totalmente comprometido” com a saída do Procedimento por Défice Excessivo em 2016 e, com esse objectivo, “está pronto para adoptar medidas orçamentais este ano para corrigir algum eventual desvio na execução orçamental”.

 

 

No seguimento da carta, o primeiro-ministro, António Costa, viu-se obrigado a assegurar que não existe qualquer alteração ao Programa de Estabilidade e que “não há qualquer tipo de medidas adicionais” nem para 2016, nem para 2017.

 
À agência Lusa, o chefe do Governo pretendeu desfazer as “confusões” criadas pela referência na carta de Centeno a um ajustamento estrutural do país de 0,6 pontos percentuais e não, como consta do Programa de Estabilidade, de 0,4 pontos percentuais do PIB. “O ajustamento compatível com os 0,6% referidos [na carta] resulta da conjugação do ajustamento de 0,4% previsto no Programa de Estabilidade com os 0,2% de margem de flexibilidade para financiar as reformas apresentadas no Programa Nacional de Reformas”, explicou o Governo.

 

 

A Comissão Europeia tem um prazo de 20 dias desde que o Conselho Ecofin tomou posição, a 12 de Julho passado, para tomar uma posição sobre o processo aplicado a Portugal e Espanha. As sanções podem ir até 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) – cerca de 360 milhões de euros -, levando ainda a uma suspensão dos fundos comunitários a partir de Janeiro de 2017. No entanto, ainda está em aberto um cenário de “sanções zero”, o grande objectivo do Governo já assumido pelo ministro das Finanças, Mário Centeno.

 

 

TPT com: Andre Kosters//EPA//Alexandra Pedro//Bruno Simão/Jornal de Negócios//Leonor Riso// Pedro Nunes// REUTERS//Cátia Andrea Costa//Julien Warnand//APA// 20 de Julho de 2016

 

 

 

 

 

Marcelo condena eventual adoção da pena de morte pela Turquia

O Presidente português condenou esta terça-feira a eventual adoção da pena de morte pela Turquia, declarando que Portugal espera que haja estabilidade e paz naquele país, mas também respeito pelos princípios do Estado de direito.

 

 

“Um dos princípios fundamentais do Estado de direito democrático é, para Portugal, que foi dos primeiros países do mundo a abolir a pena de morte, a não admissão da pena de morte”, frisou o chefe de Estado português.

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa falava na Sala das Bicas do Palácio de Belém, em Lisboa, tendo ao seu lado o Presidente francês, François Hollande, com quem hoje se reuniu e teve um almoço de trabalho, juntamente com o primeiro-ministro português, António Costa.

 

 

Questionado sobre os recentes acontecimentos na Turquia, que responsáveis europeus qualificaram de deriva autoritária, o Presidente português respondeu que, “sobre a situação turca, a posição portuguesa é clara”.

 

 

“Portugal entende que deve vingar a estabilidade, a serenidade, a paz e a unidade do Estado turco, mas também o respeito dos princípios fundamentais do Estado de direito democrático”, afirmou.

 

 

O Presidente português acrescentou que, para Portugal, “a não admissão da pena de morte” é um desses princípios fundamentais.

 

 

“Na visão portuguesa constitucional, desde sempre, na construção do Estado de direito democrático, esteve a preocupação com o não acolhimento da pena de morte no ordenamento jurídico português”, reforçou.

 

 

TPT com: AFP//António Cotrim//Lusa//Observador //20 de Julho de 2016

 

 

 

 

 

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, diz que o povo travou o golpe dos militares

O Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, aterrou esta madrugada em Istambul, para anunciar o fim da tentativa de golpe de Estado, que terá causado vários mortos. “A traição não será perdoada”.

 

 

As televisões turcas mostraram o avião do chefe de Estado, que estava de férias em Marmaris, no sul da Turquia, a aterrar na pista do aeroporto internacional Atatürk, o maior do país, Foi recebido e saudado por centenas de pessoas, menos de seis horas depois de ter começado uma tentativa de golpe Estado conduzida por aquilo que classificou como “uma fação” dos militares.

 

Presidente turco diz que o povo travou o golpe dos militares 2

Numa comunicação ao país, feita ainda do aeroporto de Ataturk, e interrompida pelo som de uma explosão nas imediações, Erdogan apelou aos oficiais insurgentes que ainda resistiam para deporem as armas e considerou terminada a tentativa de golpe de Estado.

 

 

“Os autores vão pagar um preço elevado, a traição não será perdoada”, disse Erdogan, sustentando que a tentativa de golpe de Estado foi uma “benção de Alá, porque vai permitir fazer uma purga entre os militares.”

 

 

No momento em que Erdogan falava, ainda se ouviam alguns caças F-16 da base de Eskisehir, usados pelos golpistas, a sobrevoar os céus. Aparentemente fogachos de um fim de golpe, que causou pelo menos seis mortes entre os civis e mais de 100 feridos.

 

 

Os meios de comunicação social turcos indicaram que militares dispararam contra a multidão que protestava contra a intentona e tentava atravessar uma das pontes que unem a parte asiática da cidade à europeia, e que havia sido tomada pelos golpistas.

 

 

Foram ainda contabilizados pelo menos 12 feridos, incluindo dois em estado grave, na sequência do bombardeamento do parlamento turco, em Ancara, por parte dos rebeldes.

 

 

Pouco antes da chegada de Erdogan a Istambul, o porta-voz da presidência turca, Ibrahim Kalin, assegurou que a cadeia de comando estava a voltar à ordem, apesar da tentativa de golpe de estado militar posta em marcha na sexta-feira à noite.

 

 

“Estamos a reassumir rapidamente o controlo de toda a situação”, afirmou também o primeiro-ministro, Binali Yildirim, após anunciar que vários golpistas foram detidos.

 

 

O aeroporto de Atatürk, em Istambul, o maior da Turquia e o terceiro maior da Europa, esteve paralisado na sequência da intentona golpista desta noite, mas entretanto os militares que o ocuparam retiraram-se e milhares de manifestantes contrários aos golpistas entraram no edifício.

 

 

Cerca das 2 horas da madrugada, a Agência de Controlo de Tráfego Aéreo Europeu, a Eurocontrol, anunciou que os voos seriam retomados imediatamente do aeroporto de Ataturk, após várias horas de voos suspensos.

 

Presidente turco diz que o povo travou o golpe dos militares 3

A tentativa de golpe de Estado militar começou na sexta-feira à noite na Turquia. Os militares tomaram conta da televisão pública local, a TRT, que esteve temporariamente sem emissão. Tentaram calar as redes sociais, mas não conseguiram.

 

 

Os militares cortaram o acesso à ponte sobre o Bósforo, que liga a Europa e Ásia, e tomaram posições em vários locais de Ancara, a capital, e de Istambul.

 

 

Cerca de quatro horas depois das primeiras informações, os Serviço de Inteligência Turca (MIT) anunciaram que fracassou a tentativa de golpe de Estado, mas admitindo que ainda persistiam algumas bolsas de resistência por parte dos militares.

 

 

Cinco golpes de Estado militares desde a fundação da República

 

 

O golpe de Estado executado na sexta-feira por militares na Turquia eleva a cinco os que foram protagonizados pela instituição castrense na história da República, fundada em 1923 por Mustafa Kemal Ataturk.

 

Presidente turco diz que o povo travou o golpe dos militares 4

Em 1960, 1971, 1980 e 1997 o exército liderou golpes de Estado, o último sem derramamento de sangue e através de decisão judicial, com o argumento de manter inalteráveis os valores laicos do Estado fundado por Ataturk.

 

 

Em 2007, a hierarquia militar também emitiu uma dura mensagem contra as políticas do governo islamita do então primeiro-ministro e hoje Presidente da República, Recep Tayyip Erdogan, através de um comunicado publicado na sua página digitar e conhecido por alguns como o “memorando eletrónico” ou o “e-golpe”.

 

 

Desde que a Turquia foi reconhecida como candidata oficial à União Europeia (UE) em 1999, as prerrogativas dos militares turcos foram substancialmente reduzidas, em particular desde a chegada ao poder em 2002 do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), a formação islamita moderada do então primeiro-ministro Erdogan.

 

 

Nos últimos anos, recorda a agência noticiosa Efe, tem-se assistido a uma luta pelo poder entre a antiga elite urbana, nacionalista e laica, e a nova burguesia muçulmana moderada e neoliberal.

 

 

A primeira acusa a segunda de tentara islamizar o país, enquanto os seguidores do AKP acusam os designados “laicos” de apoiarem o golpismo.

 

 

A reforma constitucional aprovada em setembro de 2010 num referendo por iniciativa do AKP permitiu alterações na legislação para que os militares pudessem ser julgados por tribunais civis.

 

 

Até agora, o exército manteve-se num plano secundário desde os megaprocessos do Ergenekon em 2013, que levaram à prisão centenas de oficiais acusados de golpismo, mesmo que tenham sido absolvidos posteriormente.

 

 

As Forças Armadas da Turquia são o segundo maior exército da NATO e desde os inícios do século XX exerceram uma influência decisiva sobre o poder civil.

 

 

Por tradição os militares são uma peça-chave no país porque, além das funções de manutenção da ordem e de “guardiões” da laicidade, zelam pela integridade territorial. As Forças Armadas também estão há muito envolvidas numa guerra contra o grupo armado curdo PKK, mantém tensas relações com o Chipre e a Arménia e possui diversos vizinhos problemáticos, como o Iraque, a Síria e o Irão.

 

 

As Forças Armadas turcas também, participaram nas missões da NATO no Afeganistão e Líbia e estão empenhadas num programa de modernização do seu equipamento.

 

Turquia, o país estratégico entre a Europa e a Ásia

 

O Exército da Turquia iniciou sexta-feira uma tentativa de golpe de Estado no país, estrategicamente importante e que já está a lutar em duas frentes: Estado Islâmico e militantes curdos.

 

Presidente turco diz que o povo travou o golpe dos militares 5

A Turquia partilha fronteiras com a Síria, Irão e Iraque, mas também com membros da União Europeia como a Grécia e a Bulgária.

 

 

Com o litoral do Mar Negro de frente para a Rússia, a Turquia tem estado na linha da frente da NATO (Aliança do Tratado do Atlântico Norte) há mais de 60 anos.

 

 

Com 784.000 quilómetros quadrados, o país é menor que o Paquistão, mas maior do que o estado norte-americano do Texas.

 

 

O país, com 78 milhões de habitantes, tem desempenhado um papel fundamental na crise de migrantes na Europa, tendo recebido dois milhões de refugiados sírios.

 

 

Membro da NATO desde 1952 e estrategicamente posicionado para fazer parte na coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, para combater o grupo extremista Estado Islâmico, esperou quase um ano para se juntar aos ataques aéreos contra a Síria e para abrir a sua base aérea aos norte-americanos.

 

 

A Turquia tem criticado a intervenção Rússia na Síria, que tem provocado vários incidentes no seu espaço aéreo ao longo da fronteira.

 

 

Na capital do país, Ancara, vivem cerca de cinco milhões de pessoas. Em Istambul, centro industrial e comercial e maior cidade do país, vivem cerca de 15 milhões de pessoas.

 

 

A República da Turquia foi criada em 1923, depois do colapso do império Otomano no final da Primeira Guerra Mundial.

 

 

O fundador da república Mustafa Kemak Ataturk foi presidente até à morte, em 1938. O seu sucessor Ismet Inonu introduziu o multipartidarismo em 1946.

 

 

Em 1997, o exército turco forçou o mentor do atual Presidente do país a abandonar o poder.

 

 

O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), de cariz islâmica, chegou ao poder em novembro de 2002.

 

 

O atual Presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, foi primeiro-ministro entre 2003 e 2014, quando se tornou o primeiro chefe de Estado turco a ser eleito diretamente pelo povo.

 

 

Desde julho de 2015, que a Turquia tem sofrido um aumento da violência com o regresso do conflito com os curdos.

 

 

O cessar-fogo com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) foi violado em julho do ano passado, quando o Governo lançou uma dupla ofensiva contra os radicais islamitas na Síria e militantes curdos no sudeste da Turquia e norte do Iraque.

 

 

Desde 1984, que o PKK lidera uma rebelião armadas que já provocou a morte a 45 mil pessoas.

 

 

O Ocidente tem manifestado preocupação com os ataques à liberdade de expressão no país, após ataques a vários órgãos de comunicação social e uma série de acusações contra julgamentos.

 

 

Desde meados do ano passado, que a Turquia tem sofrido vários ataques terroristas perpetrados pelo PPK e o grupo extremista Estado Islâmico, que provocaram centenas de mortes.

 

 

TPT com: AFP// Murad Sezer//Reuters//JN//Fotos de: Sedat Suna/EPA//15 de Julho de 2016

 

 

 

 

 

MNE destaca importância da vitória portuguesa para as nossas comunidades e lusófonas

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, destacou esta quarta-feira no parlamento a importância da vitória da seleção portuguesa no campeonato europeu de futebol na ligação às comunidades e promoção da lusofonia.

 

 

“Do ponto de vista da política externa, é uma questão muito importante, não só na ligação às comunidades, mas também na promoção da lusofonia, na promoção da marca portuguesa e vivência clara daquela que é uma característica fundadora da cultura portuguesa, que é o cosmopolitismo”, disse Santos Silva, durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

 

 

O governante respondia ao deputado do PSD Carlos Gonçalves, eleito pelo círculo da Europa, que realçou o “apoio inequívoco e incondicional” da comunidade portuguesa em França à seleção, que demonstrou “o amor e a vontade de apoiar Portugal”.

 

 

“Espero que sirva de lição para um país e muito particularmente para um parlamento que, quando se discutem questões relacionadas com a participação cívica dos portugueses no estrangeiro, estão sempre preocupados com a prova dos laços destas gentes a Portugal”, disse o social-democrata.

 

 

Portugal sagrou-se, no domingo, campeão da Europa de futebol pela primeira vez na história, ao bater, na final, a anfitriã França por 1-0, após prolongamento, num encontro disputado no Stade de France, em Saint-Denis, França.

 

 

Mais uma medalha para a seleção nacional

 

 

A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira, por unanimidade, um voto de saudação e a atribuição da Medalha de Honra da cidade à seleção nacional de futebol por “elevar bem alto o nome de Portugal”.

MNE destaca importância da vitória portuguesa para as comunidades e lusofonia 2

No documento apreciado em reunião camarária privada, e ao qual a agência Lusa teve acesso, lê-se que “o dia 10 de julho de 2016 ficará para a história do desporto” no país, já que a conquista do título “é um dos maiores e mais importantes e prestigiosos feitos desportivos alcançados por Portugal numa modalidade que tem uma enorme popularidade e mediatismo”.

 

 

A proposta, subscrita por todas as forças políticas – a maioria PS (que inclui os Cidadãos por Lisboa), PCP, PSD e CDS -, acrescenta que esta foi uma “obra valorosa que fez ecoar bem alto o nome de Portugal por todo o mundo”.

 

 

“Aquela era a taça que todos queriam. Foi com muito mérito, determinação e demonstração de capacidade que Portugal a mereceu conquistar”, salientam os vereadores.

 

 

A autarquia aponta que em causa estão “êxitos individuais e coletivos que também revelam o mérito e a qualidade do trabalho diário dos técnicos e dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol e dos clubes de origem e de formação dos jogadores da seleção nacional”.

 

 

Por isso, a federação também receberá a Medalha de Honra da cidade.

 

 

Portugal sagrou-se no domingo campeão da Europa de futebol pela primeira vez na História, ao vencer na final a anfitriã França por 1-0, após prolongamento, com um golo de Éder, aos 109 minutos, no Stade de France, em Saint-Denis.

 

 

Em Lisboa, o epicentro dos festejos de domingo foi a praça Marquês de Pombal, mas também houve comemorações na Alameda D. Afonso Henriques e no Terreiro do Paço, locais que tiveram ecrãs gigantes a transmitir o jogo.

 

 

Na proposta, o executivo recorda que as celebrações se alargaram ao dia seguinte, com a chegada da seleção à capital portuguesa.

 

 

“Milhares de adeptos concentraram-se, desde muito cedo, no aeroporto Humberto Delgado, aguardando a chegada dos campeões portugueses, os quais exibiram o troféu ao longo de um percurso pelas ruas da capital, sempre acompanhados e saudados por outros milhares de cidadãos, numa relação de empatia constante com os jogadores a retribuírem o carinho e apoio de todos os seus adeptos”, refere.

 

 

A seleção portuguesa tornou-se a segunda na história da competição a vencer a equipa da casa na final, 12 anos depois de ter perdido por 1-0 com a Grécia a do Euro2004, em pleno Estádio da Luz, em Lisboa.

 

 

Na passada segunda-feira à tarde, os funcionários da Câmara tiveram tolerância de ponto para festejar o título.

 

 

Marcelo condecora oito desportistas com a Ordem do Mérito

 

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou esta quarta-feira com a Ordem do Mérito oito desportistas, um de canoagem e sete de atletismo, recentemente medalhados em campeonatos europeus.

 

MNE destaca importância da vitória portuguesa para as comunidades e lusofonia 3

O chefe de Estado atribuiu o grau de comendador da Ordem do Mérito a Fernando Pimenta, que ganhou duas medalhas individuais e coletivas de ouro, em K1 1000 e 5000, nos europeus de canoagem em Moscovo, no final de junho, e a seis atletas que conquistaram medalhas nos europeus de atletismo que terminaram no domingo, em Amesterdão.

 

 

Essas seis atletas são Patrícia Mamona (medalha de ouro no triplo salto), Sara Moreira (medalhas de ouro individual e por equipas na meia maratona), Jéssica Augusto (bronze individual e ouro por equipas na meia maratona), Ana Dulce Félix (prata nos 10.000 e medalha de ouro por equipas na meia maratona), Marisa Barros e Vanessa Fernandes (medalha de ouro por equipas na meia maratona).

 

 

Foi ainda condecorado hoje, com a medalha da Ordem do Mérito, o atleta Tsanko Arnaudov (medalha de bronze no lançamento do peso).

 

 

Assistiram a esta cerimónia, na Sala das Bicas do Palácio de Belém, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo.

 

 

Dois destes atletas tinham já sido condecorados pelo anterior Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, após a conquista de medalhas em jogos olímpicos, com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique: Fernando Pimenta (medalha de prata na canoagem, em K2 1000, nos jogos de 2012, em Londres, em conjunto com Emanuel Silva) e Vanessa Fernandes (medalha de prata no triatlo nos jogos de 2008, em Pequim).

 

 

Vanessa Fernandes tinha anteriormente sido condecorada pelo Presidente da República Jorge Sampaio, em 2004, com o grau de oficial da Ordem do Mérito, em conjunto com outras 21 mulheres que se distinguiram em várias áreas, por ocasião do Dia da Mulher.

 

 

TPT com: AFP//JN//Tibor Illyes//EPA// Nuno Pinto Fernandes//Global//14 de Julho de 2016

 

 

 

 

Theresa May quer fazer um Reino Unido melhor mas, as polémicas já começaram

Theresa May chegou esta quarta-feira ao número 10 de Downing Street e já está a ser alvo de críticas. Tudo porque a sucessora de David Cameron como primeira-ministra britânica nomeou o principal impulsionador do Brexit, Boris Johnson, ministro dos Negócios Estrangeiros.

 

Theresa May quer construir um Reino Unido melhor mas, as polémicas já começaram 2

O antigo mayor de Londres e um dos políticos mais polémicos do Reino Unido foi durante muito tempo apontado como o principal candidato ao lugar de chefe de governo. Depois de ter “ganho” o referendo, e logo após a demissão de Cameron, anunciou que não se candidatava à liderança do Partido Conservador. Agora, apesar de defender a saída do Reino Unido da União Europeia, foi escolhido para liderar a diplomacia britânica.

 

Theresa May quer construir um Reino Unido melhor mas, as polémicas já começaram 3

A equipa de May vai incluir Michael Fallon (que se mantém na Defesa) e Philip Hammond, que ficará com a pasta da Economia. Hammond era o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e vai substituir George Osborne. Como segundo responsável pela Economia – a primeira-ministra é a primeira- Hammond assume o número 11 de Downing Street.

 

 

O  ministro das Finanças do novo Governo inglês  será Philip Hammond, que no anterior executivo era responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros.

 

 

Construir um “Reino Unido melhor”
Theresa May, que foi ministra da Administração Interna desde 2010, foi indigitada esta quarta-feira pela rainha Isabel II, após David Cameron apresentar a demissão.

 

Theresa May quer construir um Reino Unido melhor mas, as polémicas já começaram 4

O agora ex-chefe de governo anunciou a intenção de abandonar as funções na sequência do referendo que votou a saída do Reino Unido da UE.

 

No discurso de tomada de posse, May homenageou o antecessor, que descreveu como um “grande e moderno primeiro-ministro”, em particular pela maneira como estabilizou a economia e “trouxe justiça social”.

 

Theresa May quer construir um Reino Unido melhor mas, as polémicas já começaram 5

Aos britânicos, May prometeu construir um “Reino Unido melhor” e garantiu ir governar para todos e não apenas para as elites. “O governo que eu vou liderar será guiado não pelos interesses dos poucos privilegiados, mas pelos vossos. Faremos tudo o que pudermos para terem mais controlo sobre as vossas vidas”, garantiu.

 

A nova primeira-ministra assumiu que o país está a viver um “período importante” da sua história e que o referendo vai desencadear muitas mudanças. Anda assim, disse, está convicta que o país “vai estar à altura do desafio” e que a saída da UE vai dar ao Reino Unido um “novo papel arrojado e positivo” no mundo.

 

 

A “maior honra” de Cameron

 

 
Antes de May ser empossada, David Cameron foi recebido por Isabel II para apresentar a sua resignação formal. Na declaração final à frente do 10 de Downing Street, garantiu que os anos que passou à frente do governo foram “a maior honra” da sua vida. “O meu único desejo é o contínuo sucesso deste grande país que tanto amo”, disse, acompanhado pela mulher e os três filhos.

 

À sucessora, desejou sorte nas negociações para a saída do país da UE. Já no Parlamento, tinha pedido  que o país “permaneça tão perto da União Europeia quando possível”.

 

Da parte da Comissão Europeia o desejo é que as negociações para a concretização do Brexit se iniciem o quanto antes. “O resultado do referendo no Reino Unido criou uma nova situação, à qual Reino Unido e União Europeia devem dar resposta em breve. Estou desejoso de trabalhar de forma estreita consigo e de conhecer as suas intenções relativamente a este assunto”, disse Jean-Claude Juncker numa missiva enviada à nova líder dos “toris”.

 

 

Theresa May, de 59 anos, foi ministra do Interior no anterior Governo e opôs-se ao “Brexit”. É casada e não tem filhos.  Theresa May que é a segunda mulher à frente do governo britânico desde Margaret Thatcher, tornou-se a 13ª chefe de um governo no reinado de Isabel II, que subiu ao trono em 1952.

 

 

Cameron aconselha sucessora a tentar estar o mais próximo possível da UE

 

 

O primeiro-ministro demissionário do Reino Unido David Cameron declarou esta quarta-feira que irá fazer tudo para garantir que os direitos dos cidadãos da União Europeia são respeitados dentro do país.

 

Theresa May quer construir um Reino Unido melhor mas, as polémicas já começaram

“A única razão pela qual não haveríamos de garantir os direitos dos cidadãos europeus seria se os direitos dos cidadãos britânicos na Europa não estivessem igualmente garantidos”, disse.

 

 

No seu discurso final em Londres antes de passar o testemunho à ex-ministra do Interior, Theresa May, Cameron reiterou que aconselha May a “tentar estar o mais próximo possível da UE”, acrescentando que uma relação próxima com a UE será positiva para a Escócia, que votou a favor da permanência da União no referendo do mês passado.

 

 

Theresa May sucede esta quarta-feira a David Cameron e vai formar um Governo com a tarefa monumental de retirar o Reino Unido da União Europeia e ainda sarar as feridas de uma nação fragmentada.

 

 

May, ministra do Interior há seis anos, foi vista pelos seus apoiantes como uma aposta segura para liderar o país através do complicado processo do Brexit. Será a segunda mulher a tornar-se primeira-ministra do Reino Unido, depois de Margaret Thatcher.

 

 

A decisão de deixar a União Europeia abalou fortemente o bloco de estados-membros a que se tinha juntado há 43 anos, atrasando décadas de integração europeia.

 

 

Cameron, que liderou a campanha para a permanência, anunciou na manhã seguinte do referendo que iria demitir-se, espoletando uma corrida à liderança do Partido Conservador.

 

 

Com a desistência inesperada de Andrea Leadsom na segunda-feira, May ficou sem a última rival e ficou na frente muito antes do que era esperado.

 

 

Trabalhistas lutam pela cadeira do poder, petição chega ao parlamento

 

 

Também esta quarta-feira, o deputado trabalhista Owen Smith anunciou que quer lutar pela liderança do partido e pela destituição de Jeremy Corbyn, actual líder.

 

 

Smith disse querer ser “o próximo primeiro-ministro do Reino Unido” e garante que nunca iria “dividir o partido”.

 

 

O parlamento britânico vai debater no dia 5 de Setembro uma petição assinada por mais de quatro milhões de cidadãos a pedir a repetição do referendo.

 

 

Desde que o Reino Unido votou a favor do Brexit por 52% contra 48%, muitas pessoas, incluindo legisladores, têm vindo a pedir um novo referendo, mas Theresa May já pôs de parte esta hipótese, defendendo que “o Brexit significa Brexit”.

 

 

TPT com: AFP//Reuters//BBC//Cátia  Andreia Costa//Sábado// 13 de Julho de 2016

 

 

 

 

PSD acusa Rui Moreira de compra e venda de apoios políticos

O PSD criticou esta quarta-feira a atribuição de um pelouro a Ricardo Valente, acusando Rui Moreira de “jogo político pouco ético” e o vereador de “deslealdade”. Pelo contrário, o PS foi “auscultado” e manifestou “total concordância”.

 

 

Um dia após ter sido anunciado que o presidente da Câmara do Porto decidiu delegar competências no vereador Ricardo Valente, dando o pelouro da Economia ao autarca eleito pela coligação “Porto Forte” que é liderada pelos sociais-democratas, o presidente da Concelhia, Miguel Seabra, garante que “o PSD não contribuirá para o negócio da ‘compra e venda’ de apoios políticos”.

 

 

“Percebemos o jogo político pouco ético do presidente da Câmara Municipal do Porto, mas, entre o caráter e lealdade de processos ou um vereador, o PSD da cidade do Porto prefere ficar com o caráter e com a lealdade. No fundo, aquilo que presta”, refere a nota enviada ao JN.

 

 

Contra “o albergue” e a “deslealdade”

 

 

Para os sociais-democratas do Porto “ganha, assim, o albergue em que se está a tornar o Executivo camarário, mais um cristão-novo a juntar a uma amálgama de raças, credos e oportunismos, sem precedentes na cidade do Porto”, sendo este Executivo “responsável por uma inenarrável execução orçamental”.

 

 

As críticas ao vereador também não tardaram. O PSD manifesta “a sua surpresa pela decisão tão categórica e tão entusiasmada com que Ricardo Valente aceitou o convite” e, “tendo embora toda a legitimidade pessoal para o fazer, não deixa de ser uma deslealdade para quem o elegeu”.

 

 

Além disso, Miguel Seabra diz estranhar a decisão do vereador “porque quase sempre se referiu em tom de crítica contundente ao trabalho do atual executivo camarário, no que às contas municipais diz respeito e, de forma no mínimo irónica, em relação a alguns dos seus, agora, colegas de vereação”. E esta postura torna-se, pois, elucidativa sobre o grau de convicção com se norteou”.

 

 

Por fim, o PSD deseja “que Ricardo Valente seja feliz”, mas promete estar atento, “e até com indisfarçável curiosidade”, à “mudança do chip político e, consequentemente, à adoção de novas convicções, princípios e narrativas do mais recente apoiante de Rui Moreira”.

 

Contactada pelo JN, a Autarquia do Porto disse não comentar comunicados do PSD.

 

 

PS “auscultado antes da decisão”

 

 

Por sua vez, contactado pelo JN, o vereador socialista Manuel Pizarro destacou que a reação do PS à atribuição do pelouro da Economia a Ricardo Valente é “muito positiva” e de “grande expectativa”.

 

 

Manuel Pizarro conta que foi “auscultado por Rui Moreira antes desta decisão” e que manifestou “total concordância”. Além disso, recorda que Ricardo Valente foi candidato pelo PSD mas é independente e que “vezes sem conta votou ao lado do Executivo, muitas vezes contra a orientação do partido pelo qual foi eleito”.

 

 

Defendendo que “as contingências partidárias são secundárias” neste caso, embora “importantes”, tece elogios a Ricardo Valente dizendo ter em comum o entusiasmo e o objetivo que “o anima”: saber “o que pode ser feito para ajudar a melhorar a cidade”.

 

 

CDS compreende redistribuição

 

 

O vereador comunista Pedro Carvalho diz, por sua vez, que a sua primeira reação foi confirmar que “realmente constata-se que só há um projeto alternativo e capaz de fazer oposição” que “é o da CDU”. E admite que terá havido aqui já alguma “matemática eleitoral”.

 

 

Já o líder do CDS/Porto, César Navio, crê que entregar a Economia a Ricardo Valente foi uma consequência “normal” da redistribuição de pelouros que “é competência do presidente”. Sublinha que Sampaio Pimentel suspendeu o mandato recentemente por motivos de saúde, o que “provavelmente” levou à decisão noticiada pela Câmara. Rui Moreira terá decidido assumir a Proteção Civil e, em troca, entregar a pasta da Economia, refere, desvalorizando qualquer interpretação política.

 

 

TPT com: AFP//Carla Soares//JN// 14 de Julho de 2016