Os EUA e a Arábia Saudita assinaram vários acordos militares no valor de 110 mil milhões de dólares

O anúncio foi feito durante o primeiro dia de visita do presidente Donald Trump à Arábia Saudita, naquela que é a primeira etapa da sua primeira viagem internacional.

 

 

“O presidente e o secretário de Estado, Rex Tillerson, participaram  numa cerimónia de assinatura [no valor] de cerca de 110 mil milhões de dólares” em acordos militares, disse a fonte.”Este conjunto de materiais de defesa e serviços garante a segurança a longo prazo da Arábia Saudita e da região do Golfo perante as ameaças do Irão”, explicou.

 

 

 

Trump recebido em Riade com honras militares. Melania não cobriu a cabeça

 

 

 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou este sábado a Riade para a sua primeira visita ao estrangeiro, tendo sido recebido pelo rei da Arábia Saudita durante uma elaborada cerimónia de boas vindas, com honras militares.

 

Trump é o primeiro Presidente norte-americano a escolher um país maioritariamente muçulmano para a sua primeira visita internacional como Presidente, uma escolha que pretende mostrar respeito pela região, depois de meses de uma dura campanha de retórica antimuçulmana.

 

Melania Trump usava um fato preto com cinto dourado e não cobriu a cabeça, de acordo com o costume de dignitários estrangeiros que visitam a Arábia Saudita.

 

Donald Trump e o rei Salman, de 81 anos, falaram através de um intérprete dentro do terminal do aeroporto. De seguida, o Presidente norte-americano foi para o seu hotel durante algumas horas, antes de um dia de reuniões.

 

Os dirigentes sauditas esperam uma abordagem diferente à situação na região, após o ex-Presidente Barack Obama ter recusado envolver o seu país na guerra contra o regime sírio de Bashar al-Assad e promovido uma aproximação ao Irão, o principal rival de Riade.

 

 

Os dois líderes trocaram cumprimentos amistosos e Trump disse que era “uma grande honra” estar na Arábia Saudita, antes de vários jatos sobrevoarem o local, deixando um rasto vermelho, branco e azul no céu.

 

No decurso desta visita de Trump, a Arábia Saudita foram concluidos uma série de acordos com os Estados Unidos sobre vendas de armamento avaliados em mais de 100 mil milhões de dólares (89,8 mil milhões de euros), confirmando a sua segunda posição de país mais bem armado do Médio Oriente após Israel.

 

 

As exportações dos EUA para este país do Golfo elevaram-se a 18 mil milhões de dólares (16,1 mil milhões de euros) em 2016, e as suas importações do reino a 17 mil milhões (15,2 mil milhões de euros).

 

As negociações oficiais entre Donald Trump e o rei Salman da Arábia Saudita,  decorreram no palácio Al-Yamamah, em Riade,  capital saudita.

 

Segundo fontes da Casa Branca, esta visita de Donald Trump à Arábia Saudita, vem também reforçar “a capacidade do reino saudita nas suas operações contra o terrorismo na região, o que reduz a carga dos Estados Unidos na condução destas operações”, acrescentaram.

 

A chegada com pompa de Trump a Riad, onde fez um discurso sobre o islão, contrastou com a recepção gélida há um ano ao ex-presidente americano Barack Obama, criticado por sua aproximação do Irão, grande rival da Arábia Saudita.

 

No seu primeiro périplo internacional, Trump desloca-se ainda a Israel, ao Vaticano, e estará presente nas cimeiras da NATO em Bruxelas e do G7 na Sicília, Itália.

 

 

Arábia Saudita interceta míssil perto de Riade em dia de visita de Donald Trump

 

 

As unidades de defesa aérea “intercetaram numa área desabitada a 180 quilómetros a sudoeste de Riade um míssil balístico lançado pelas milícias huthi”, disse a coligação em comunicado.

 

O caso acontece na véspera da chegada do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à capital saudita.

 

 

Donald Trump deixou Washington na sexta-feira a bordo do avião presidencial, Air Force One, para a sua primeira viagem ao exterior que o vai levar à Arábia Saudita, Israel e territórios palestinianos, Vaticano, Bruxelas e Sicília, na Itália.

 

 

Na noite de sexta-feira, em vésperas do arranque da visita oficial de Donald Trump à Arábia Saudita, um míssil balístico lançado pelos rebeldes xiitas huthi, em guerra contra as forças governamentais do Iémen, foi abatido a sudoeste de Riade, segundo anunciou a coligação militar árabe sob comando saudita.

 

 

As forças aéreas destruíram a base de mísseis em Saná onde o míssil foi disparado, segundo o canal Al Arabiya.

 

 

 

Trump pede combate ao extremismo islâmico na Arábia Saudita

 

 

 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou hoje em Riade à luta contra o extremismo islâmico, sublinhando que o combate ao terrorismo “não é uma luta entre religiões”, num discurso perante dirigentes muçulmanos.

 

“Esta não é uma batalha entre diferentes religiões […] ou diferentes civilizações”, lê-se num excerto do discurso distribuído à imprensa pela Casa Branca.

 

 

“É uma batalha entre criminosos bárbaros que tentam aniquilar a vida humana e gente boa de todas as religiões que tenta protegê-la. É uma batalha entre o bem e o mal”, acrescenta o texto.

 

 

TPT com: AP//Reuters//MadreMedia//Lusa// 21 de Maio de 2017

 

 

 

 

 

 

Seis luso-venezuelanos foram detidos pela Guarda Nacional Bolivariana nos distúrbios contra Nicolas Maduro

O número de portugueses detidos nos últimos dias em manifestações contra o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Los Teques, no Estado de Miranda, a sul de Caracas, subiu para seis e os estabelecimentos saqueados para uma centena.

 

 

Fontes diplomáticas e policiais explicaram à agência Lusa que as detenções ocorreram desde a última quarta-feira e que três luso-venezuelanos estão detidos num batalhão da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) no Instituto Venezuelano de Investigações Científicas (IVIC), de onde vão ser transportados para prisões da região.

 

 

Por outro lado, segundo fontes da comunidade portuguesa local, entre 90 e 100 estabelecimentos comerciais foram saqueados na última semana, entre os quais restaurantes, supermercados, um centro comercial, armazéns, lojas de bebidas alcoólicas e charcutarias, propriedade de empresários luso-venezuelanos.

 

 

Os saqueios ocorreram em diferentes dias e horas, alguns deles à noite, aproveitando os protestos.

 

 

Em pelo menos três localidades de Miranda, Los Teques, San António, San Pedro de los Altos, os populares mantêm um braço de ferro com as forças de segurança. As autoridades reprimem os manifestantes com recurso a gás lacrimogéneo e tiros de borracha, mas estes regressam após os ataques.

 

 

Na tarde de sexta-feira, em Montanha Alta, alegados manifestantes incendiaram um camião da GNB.

 

 

A oposição responsabiliza os “coletivos” (motociclistas armados afetos ao regime) pela violência e os saqueios e as forças de segurança de não atuar para deter os criminosos e o Partido Socialista Unido de Venezuela de proteger os irregulares.

 

 

Por outro lado, o Governo acusa a oposição de instigar a violência local e adverte que os oposicionistas poderiam estar a perder o controlo.

 

 

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de abril, depois de o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

 

 

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória a uma Assembleia Constituinte, feita a 01 de maio último pelo Presidente Nicolás Maduro.

 

 

Dados oficiais dão conta de que pelo menos 48 pessoas já morreram desde o início da crise.

 

 

 

TPT com: AFP//Reuters//Lusa// 21 de Maio de 2017

 

 

 

 

 

 

Coreia do Norte: a lei do mais forte

A Coreia do Norte é um país sem recursos naturais cobiçados internacionalmente. As ameaças são o seu discurso de sempre, cumprem uma agenda interna e externa. Então, porquê atacar a Coreia do Norte?

 

 

 

Os testes de armamento na Coreia do Norte não começaram com a eleição de Trump. Em abril de 2012, mal chegou ao poder, o jovem Kim Jong-un lançou o seu primeiro foguete de longo alcance. Explodiu no ar cerca de um minuto após o lançamento. Atingiu uma altitude de 94 milhas, quando deveria ter chegado às 310 para atingir o objetivo de colocar um satélite em órbita. Os Estados Unidos duvidaram dessas intenções, insinuaram tratar-se de um teste de mísseis encoberto e endureceram as sanções que já estavam em vigor. Desde 2012, estima-se que a Coreia do Norte tenha levado a cabo cinco testes de armamento nuclear e cerca de cinquenta disparos de mísseis balísticos. O último destes, a 29 de abril deste ano, não chegou a sair do território nacional, tendo caído em terra. O anterior, a 16 de abril, também foi um fracasso, caiu logo após o lançamento.

 

 

A Coreia do Norte é um país onde ainda circulam camionetas movidas a lenha. Atrás, na caixa de carga, têm uma caldeira e um soldado sentado ao lado de uma pilha de lenha. Lançam um fumo denso e branco, andam muito devagar. As camionetas Sungri-58 começaram a ser produzidas na Coreia do Norte a partir de 1958, até meados dos anos 60. Hoje, ainda se encontram muitas. Sobretudo na berma das estradas, com dois ou três homens parados diante de um capô aberto, a tentarem consertar uma avaria. A Coreia do Norte é um país onde se aproveita cada prego enferrujado, onde tudo é remendado mil vezes.

 

 

A pobreza é pouco visível para a maioria dos turistas que visitam o país. Por um lado, a grande pobreza não existe na capital ou nos lugares que os estrangeiros costumam visitar. Apesar das faltas de energia e outras carências, é na capital que vivem as elites mais privilegiadas. Não há camionetas a lenha a circular nas avenidas de Pyongyang. Por outro lado, de acordo com as suas referências, os estrangeiros associam a miséria à desordem, à incúria do espaço público. Eis algo difícil de testemunhar na Coreia do Norte. Tudo está sempre muito apresentável por fora.

 

 

Ainda assim, há dados sobre essa pobreza. As várias organizações não-governamentais no terreno referem que um quarto das crianças do país sofre de malnutrição, o que se repercute em atrofia, raquitismo, anemia, etc.

 

 

Tive oportunidade de assistir a imagens dessa grande pobreza no leste do país, nomeadamente nas regiões de Hamhung e Pujon. Desde 2012, fiz quatro viagens à Coreia do Norte. Uma delas durou quase três semanas e, adicionada a múltiplas leituras e outras fontes de informação, serviu de base para a escrita do livro “Dentro do Segredo”, uma viagem na Coreia do Norte. Nestas ocasiões, já vi e fotografei muitos Sungri-58. Não esqueço as crianças que tenho encontrado nas regiões rurais e nas cidades mais remotas: mal vestidas para o frio, sujas, extremamente magras, os olhares perdidos, medo e desconfiança.

 

 

Foi também ao vivo que assisti por duas vezes a enormes desfiles militares em Pyongyang — em abril de 2012, nos 100 anos de Kim Il-sung; em outubro de 2015, nos 70 anos do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Nesses dias de festa, milhares de pessoas chegam de fora da cidade. Ao longo de muitos quilómetros de avenidas largas, há multidões aos gritos e a agitarem flores aos militares que passam sorridentes, no topo de veículos de guerra, com os seus melhores uniformes. Primeiro, é a vez dos pequenos jipes; depois, as viaturas vão crescendo em tamanho e poder de destruição. O apogeu acontece na passagem dos mísseis, que foram exibidos pela primeira vez justamente no desfile de 2012. Enquanto isso, nos céus, os aviões compõem formações acrobáticas, lançam fumos coloridos.

 

 

Nesses desfiles, só mesmo os norte-coreanos não se apercebem quanto essas máquinas são obsoletas. O fumo dos canos de escape deixa o ar irrespirável, o barulho dos motores não permite conversas. Até do chão se vê que, lá em cima, os aviões têm muitas dezenas de anos, como é o caso dos MiG, fabricados na União Soviética durante os anos 50 e 60 do século passado. Se eu sei isto, os serviços de informação dos Estados Unidos também sabem.

 

 

Já estive nos dois lados do paralelo 38. Já vi a Coreia do Sul a partir do lado norte e já vi a Coreia do Norte a partir do lado sul. Menos de 60 quilómetros separam o ponto mais tenso da fronteira e o centro de Seul. No entanto, quando se fala com os sul-coreanos sobre esse assunto, raramente algum demonstra receio ou apreensão. O sentimento mais comum é a pena. Na Coreia do Sul, a população sabe muito mais sobre a real situação da península do que um leitor ocidental de jornais. Sabe da pobreza, do atraso tecnológico e militar, sabe também que as ameaças do regime de Pyongyang existem há décadas, nunca pararam, são ininterruptas. Não começaram com a eleição de Trump.

 

 

Recentemente, os Estados Unidos instalaram um sistema de defesa antimísseis no território da Coreia do Sul. Nas notícias breves do Ocidente, chamou-se a atenção para a oposição da China, deixando implícito que esse posicionamento se devia à defesa dos interesses da Coreia do Norte, seu pretenso aliado. No entanto, quem se dê ao trabalho de procurar um dos poucos artigos mais longos, de maior profundidade, rapidamente se apercebe de que a China se opõe porque teme que as suas próprias informações sejam permeáveis ao poderoso radar do sistema antimísseis americano.

 

 

É também curiosa a quase ausência de referências na imprensa ocidental às manifestações de sul-coreanos contra a instalação do sistema antimísseis americano. Com receio das radiações emitidas pelo radar, essas manifestações terminaram em violentos confrontos com a polícia. Como se explica que estejam mais preocupados com radiações do que com a ameaça nuclear que têm a poucos quilómetros? Trata-se de gente que não se informa exclusivamente na Fox News.

 

 

As relações diplomáticas com a China são apenas um exemplo dos múltiplos equívocos, mais velados ou mais expostos, que grassam na imprensa ocidental acerca desta matéria. Em fevereiro passado, a China deixou de comprar carvão à Coreia do Norte — aquela que é, de longe, a principal exportação do país, quase a única. Também a partir dessa data, os voos da Air China para Pyongyang foram interrompidos. Há anos que, reiterada e publicamente, a China tem pedido à Coreia do Norte que suspenda os seus testes de armamento, sem qualquer sucesso. Em 2013, Kim Jong-un mandou executar o tio — um alto oficial do regime —, sendo uma das razões mais prováveis a simpatia deste pelos modelos económicos chineses. Seria fácil enumerar outros sinais da falta de relação entre Pequim e Pyongyang, não falta eloquência às prateleiras vazias da Coreia do Norte, ainda assim, por todo o lado se repetem notícias sobre essa aliança.

 

 

A simplificação, a supressão de certos temas e a exaltação de outros são os principais pecados da imprensa internacional acerca deste assunto. Outro exemplo: a 7 de maio, foi detido um cidadão americano na Coreia do Norte. Atualmente, há 4 presos americanos nas cadeias norte-coreanas. Desde o início do século XXI, contando com estes, a Coreia do Norte deteve 17 estrangeiros: 15 norte-americanos, 1 canadiano e 1 australiano. A notícia destas detenções foi sempre amplamente noticiada: as confissões públicas, as penas exageradas sem direito a recurso — oito, dez, quinze anos em campos de trabalho. Mas quem sabe o que aconteceu depois? De todos os presos americanos na Coreia do Norte, apenas 3 não foram libertados antes do fim do primeiro ano. Entre esses, muitos escreveram livros e tentaram promover a sua história. Nenhum teve sucesso. A imprensa não se interessou por dar eco desses relatos: um quarto de hotel com guardas na porta e, após meses ou semanas, a libertação por interceção da diplomacia norte-americana.

 

 

A Coreia do Norte é um país sem recursos naturais cobiçados internacionalmente. Há dados objetivos que dão mostras da insignificância do seu poder militar. As ameaças são o seu discurso de sempre, cumprem uma agenda interna e externa. Então, porquê atacar a Coreia do Norte? Os mais crédulos argumentam com a extrema pobreza a que o regime submete o seu povo. Esquecem-se talvez de que os Estados Unidos têm excelentes relações com países como o Chade, um dos mais pobres do mundo, apesar dos mais de 100 mil barris diários de petróleo que os texanos da Exxon Mobil retiram diariamente do seu solo. Esquecem a Índia, por exemplo, que tem cerca de 170 milhões de pobres — indivíduos que sobrevivem com menos de 2 dólares por dia. Porquê atacar a Coreia do Norte? Outros, igualmente crédulos, respondem que se trata de um país onde existe uma ditadura terrível.

 

 

Duas palavras para esses desatentos: Arábia Saudita. Sem que seja ouvido até dentro da sua própria instituição, o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas tem alertado para as práticas correntes de tortura e de outras formas de tratamento degradante no sistema judicial saudita. Esse é o país em que, desde a semana passada, as mulheres ganharam o direito de ir ao médico sem consentimento dos homens. No entanto, ainda não podem conduzir ou ocupar qualquer cargo público, por exemplo. E foi justamente a Arábia Saudita que o Presidente dos Estados Unidos escolheu para iniciar a sua primeira viagem oficial ao estrangeiro.

 

 

Salvar o povo, bombardeando-o, matar milhares de inocentes para salvar outros tantos, é não reconhecer valor ao outro, é pensar como Kim Jong-un, é um raciocínio de uma superficialidade criminosa, assassina.

 

 

Mas se a Coreia do Norte está na mesma, porque tem havido isto a que se decidiu chamar “escalada de tensão”? O que mudou?

 

 

Mudou o Presidente dos Estados Unidos. Donald Trump — refletindo sobre este assunto, é muito fácil esquecermos que o Presidente dos Estados Unidos é Donald Trump, aquele do Twitter, do penteado, das fake news. Será que Trump teria alguma coisa a ganhar em termos de notoriedade — interna e externa — com um conflito, e subsequente vitória militar, na Coreia do Norte? Quando comparado com um bad guy como Kim Jong-un, até Trump parece um good guy.

 

 

Hoje, a população da Coreia do Norte ultrapassa os 25 milhões. No ano passado, Tony Blair apresentou uma espécie de pálidas desculpas perante a confirmação de que não havia armas de destruição maciça no Iraque — razão apresentada para o início de uma guerra, onde foram mortos mais de 113 mil civis. Vamos passar pelo mesmo?

 

 

Não estou a defender o regime da Coreia do Norte. Chegámos a este ponto, sinto a obrigação de me justificar, apenas por não dizer aquilo que todos dizem. Este assunto tornou-se tão preto e branco, tão bons versus maus, que, mesmo dispondo de informação altamente superficial, qualquer um se sente no direito de gritar insultos com maiúsculas na caixa de comentários, cheio de certezas para um lado ou para outro. Além disso, a Península da Coreia é suficientemente distante para que o debate seja apenas abstrato, com os argumentos a servirem ícones para fantasmas.

 

 

No meio, entre as palavras, entre os mísseis, estão mais de 25 milhões de pessoas. Não são uma massa homogénea e informe, são pessoas, são um número imenso de pessoas. Ao contrário do que se escreve e repete em toda a parte, a Coreia do Norte não é Kim Jong-un. A Coreia do Norte são essas pessoas. Quem pensa nelas?

 

 

 

TPT com: Expresso//Crónica por José Luís Peixoto// 21 de Maio de 2017

 

 

 

 

 

 

Rede empresarial de origem portuguesa quer abrir pontes de negócio para mulheres na América do Norte

A Rede Internacional Feminina, Adoro.Ser.Mulher, vai realizar uma pequena tournée pelos Estados Unidos, de 17 até 27 de Maio, para lançar novas gestoras e apresentar a nova rede social (a ser lançada oficialmente em Outubro), a várias empresárias nas cidades de Nova York, Rhode Island e Toronto.

 

 

Trata-se do décimo projecto 100% nacional, que pela segunda vez se internacionaliza, desta vez abrindo pontes de negócios e expansão nas comunidades de portugueses que vivem na América do Norte.

 

Desde já muito bem acolhida, a fundadora deste projecto, Ana Cláudia Vaz, tem já agendado para o dia 20 de Maio em Rhode Island, um almoço com Susan Pacheco, a Presidente da PAWA ( Portuguese American Women Association) e algumas associadas, dia 23 em Manhattan, com o apoio da Empresária Alzerina Gomes, que será a “embaixadora” em Nova York, e de 24 a 26, estará no Hilton em Toronto, com algumas reuniões privadas.

 

A Rede Internacional Adoro.Ser.Mulher, marca também presença no próximo mês de Novembro no Websumit como um parceiro Alpha e tem como objectivo unir o empreendedorismo feminino lusófono e das comunidades portuguesas no estrangeiro numa rede, oferecendo as ferramentas essenciais para acelerar negócios e facilitar a expansão.

 

 

Presente em 6 cidades, com mais de 500 empreendedoras registas, de várias nacionalidades, conta já com mais de 30 eventos realizados nacionais, ligados ao networking e impulsionadores de negócios, 2 eventos internacionais, Rio de Janeiro e Cabo Verde, e agora EUA. Durante os 3 anos da sua existência, mais de 1000 mulheres tiveram já a oportunidade de acelerar os seus negócios e agarrar oportunidades.

 

Ana Cláudia Vaz, aqui acompanhada por Alzerina Gomes, CEO da Alzerina Gomes Jewelry, referiu ao The Portugal Times que “não existe nenhuma pós-graduação capaz de superar a força de uma mulher que é empresária, empreendedora, encarregada de educação e conjugue. Estes foram os ingredientes principais que nos levaram a criar este nome, produzindo eventos com qualidade, negócios emocionantes, mas também, trata-se de celebrarmos juntas o que é Ser Mulher. O meu “core business” é a Consultoria de Imagem, os Workshops e os Eventos empresariais. Sou empresária desde 2009. Se está a ler as minhas palavras, sorria, pois esta comunidade foi construída sobre os 4 pilares mais fortes: Destaque | Motivação | Vendas e Contactos”, concluiu Ana Cláudia Vaz.

 

 

Segundo o que o The Portugal Times apurou, esta é também uma oportunidade para o público empresarial feminino que reside nos Estados Unidos da América unir forças económicas além fronteiras.

Para mais informações consulte o site: www.adorosermulher.com

 

 

 

TPT com: Ana Cláudia Vaz//Adoro.Ser.Mulher.com// 11 de Maio de 2017

 

 

 

 

 

 

Apesar de o BCE estar a comprar menos dívida, o Commerzbank alerta que é demasiado cedo para se cantar vitória

Taxas no mercado estão nos valores mais baixos desde novembro, apesar de o BCE estar a comprar menos dívida. Commerzbank alerta, contudo, que “é demasiado cedo para cantar vitória”. E explica porquê.

 

 

“O país continua a enfrentar os mesmos problemas estruturais e algumas medidas tomadas pelo Governo podem agravar esses problemas, uma vez mais”. Esta é uma das razões principais que levam o Commerzbank a alertar que, apesar de os juros da dívida estarem a cair (para os níveis mais baixos desde novembro, abaixo de 3,4%), “ainda é muito cedo para cantar vitória“.

 

 

Num relatório enviado aos investidores esta manhã, e a que o Observador teve acesso, o Commerzbank assinala que a economia tem tido um crescimento “forte”, nos últimos tempos, o défice de 2016 ficou abaixo das metas e as taxas de juro caíram para “bem menos de 4% apesar de as compras pelo BCE terem desacelerado”. Contudo, o influente banco de investimento sublinha que faltam reformas estruturais e a ação do Governo pode, inclusivamente, agravar esses problemas.

 

 

“É questionável que o Governo tenha capacidade para continuar a reduzir o défice orçamental como está planeado”, dizem os economistas Ralph Solveen e Jörg Krämer, economista-chefe do banco alemão. O Commerzbank antevê que “a dívida pública irá continuar elevada e irá manter Portugal numa posição vulnerável caso a política monetária ou o ímpeto económico global deixem de ajudar a economia de forma tão significativa quanto tem acontecido”.

 

 

Outro fator, que “continua a ser uma preocupação”, é a saúde do sistema financeiro. E, por outro lado, “o rating de Portugal nas principais agências deverá continuar abaixo de investimento de qualidade até 2018, pelo menos”, o que vai continuar a limitar o leque de investidores na dívida nacional, o que limita até onde pode ir a descida dos juros.

 

 

Juros descem, mas são o dobro de Espanha

 

 

 

O Commerzbank, o mesmo banco que no início de 2016 admitia que Portugal podia tornar-se “a nova criança problemática da zona euro“, diz que houve “uma mudança de políticas por parte do Governo no poder desde finais de 2015”, assumindo uma atitude “menos radical do que se temeu, depois das primeiras medidas ad hoc tomadas pelo Governo”.

 

 

“Nos últimos meses, não temos visto as reversões de reformas [do Governo anterior ou da troika] e o Governo tem-se mantido comprometido com os objetivos de défice orçamental”, diz o Commerzbank, defendendo que a ideia de que o Executivo liderado por António Costa terá parado com as reversões poderá explicar-se pela subida nas sondagens, o que retira ímpeto aos outros partidos da esquerda parlamentar.

 

 

Contudo, alerta do banco alemão, “não deve ser esquecido que não está na agenda do Governo novas reformas estruturais e algumas medidas que já foram tomadas, desde a chegada ao poder, só produziu todos os seus efeitos negativos nos próximos anos“. Exemplos: medidas que aumentam os custos das empresas, designadamente com salários, prejudicando a sua competitividade — as duas subidas do salário mínimo são “um exemplo perfeito”.

 

 

Um aumento do salário mínimo tão desproporcionado não só torna difícil para os trabalhadores menos qualificados — que são mais do que a média, em Portugal — entrarem no mercado laboral, mas também aumenta os custos das empresas com salários (…) porque toda a estrutura de salários é empurrada para cima. Há um risco de que, nos próximos anos, a menos que o euro continue a depreciar-se no mercado cambial Portugal vai, gradualmente, perder terreno nos mercados internacionais por ter menor competitividade, o que limitará o crescimento económico”

 

 

Para já, contudo, o Commerzbank diz que tem havido “sinais de vida” dados pelo investimento privado nos últimos tempos, depois de um ano de 2016 muito desfavorável nesta rubrica. A limitar o investimento privado, contudo, está o facto de ainda haver “problemas” no setor bancário, que travam a concessão de crédito.

 

 

Do ponto de vista das contas públicas, o banco alemão assinala que o Governo cumpriu o défice mas defende que “não se pode falar numa redução sustentada do défice no ano passado“. Porquê? Porque houve uma grande importância de medidas extraordinárias e de um corte no investimento público. “O investimento de longo prazo [público] não pode — nem deve — manter-se no mesmo nível baixo de 2016”, portanto, se a intenção do Governo é investir mais em 2017, “na ausência de medidas de corte na despesa, será difícil colocar o défice em 1,5% este ano e 1% em 2018” — ou seja, “a dívida pública [acumulada] irá cair muito devagar”, lamenta o banco alemão.

 

 

 

TPT com: Reuters//AFP//Roman Pilipey//EPA//Edgar Caetano//Observador// 12 de Maio de 2017

 

 

 

 

 

O Presidente do Governo dos Açores insatisfeito com reunião sobre Base das Lajes pede intervenção do governo nacional

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, considerou na quinta-feira insatisfatória a reunião bilateral com os Estados Unidos sobre a Base das Lajes, realizada em Washington, e pediu uma intervenção do governo nacional.

 

 

“É necessário, desde logo, intervenção do próprio governo da república, que é quem tem a responsabilidade e a competência para, face ao governo dos Estados Unidos, dar conta de que a forma como está a ser abordado este assunto não nos satisfaz”, disse Vasco Cordeiro.

 

 

O presidente do Governo dos Açores participou, esta quinta-feira, em Washington, na 37.ª reunião da Comissão Bilateral Permanente (CBP) entre Portugal e os Estados Unidos para discutir a redução da presença norte-americana na Base das Lajes.

 

 

Vasco Cordeiro lamentou a falta de progresso em relação ao pagamento das intervenções que serão necessárias para evitar impactos ambientais decorrentes da presença dos Estados Unidos na Base das Lajes. “Necessitamos que seja adotado um procedimento mais rápido, com mais medidas, para que mais rapidamente se possa resolver esta componente ambiental que é, na nossa avaliação, o principal assunto que, neste momento, existe no dossier da base das Lajes”, disse o responsável.

 

 

No encontro, Vasco Cordeiro apresentou uma proposta de calendário sobre as medidas a tomar nesta área, que não foi aceite pelos norte-americanos. “Tive oportunidade de propor que fosse estabelecido um calendário, concreto, com datas limites, para que pudesse ser desenvolvido um trabalho que, com toda a transparência, permitisse conhecer aquilo que está a ser feito (…) Infelizmente, não houve aceitação expressa, clara, dessa proposta”, afirmou.

 

 

Além disso, “tive oportunidade de transmitir que não podemos aceitar esta forma de abordar este assunto”, explicou o presidente do Governo Regional dos Açores, acrescentando que a sua avaliação do encontro “é que se podia, e devia, ter ido mais além”.

 

 

Vasco Cordeiro informou ainda um levantamento feito pelo Laboratório Nacional de Engenharia civil sobre as zonas afetadas e os contratos de intervenção assinados há cerca de um mês como bases de trabalho para o diálogo com os americanos.

 

 

Apesar destes obstáculos, o líder açoriano afirmou que a reunião “permitiu fazer um ponto de situação em relação a um conjunto de assuntos que ao longo do tempo tiveram uma evolução positiva”. “É o caso da componente laboral, em que foi possível que o redimensionamento de forcas norte-americanas, nomeadamente naquilo que tem a ver com trabalhadores portugueses, se fizesse com recurso a rescisões por mútuo acordo e não a despedimentos puros e simples”, disse.

 

 

Além de Vasco Cordeiro, participaram no encontro o Diretor-Geral de Política Externa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Francisco Duarte Lopes, e, em representação dos Estados Unidos, o vice-secretário para a Europa Ocidental e União Europeia do Departamento de Estado, Conrad Robert Tribble.

 

 

 

TPT com: AFP//Lusa//Observador// 12 de Maio de 2017