Música e Vinho Madeira ‘brindaram’ no Liberty Hall Museum, estado de New Jersey, aos 241 anos da Independência dos EUA

Numa iniciativa do Cônsul Geral de Portugal em New Jersey,  Bethlehem e Pennsylvania, Dr. Pedro Soares de Oliveira, em parceria com o Presidente do Liberty Hall Museum, John Kean e o Director Bill Schroh Jr., cerca de duas centenas de convidados comemoraram com um brinde de “generoso” Vinho Madeira, os 241 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos da América.

A recepção que decorreu nos jardins do Liberty Hall Museum, foi muito apreciada pela comunidade americana e luso-descendente de New Jersey, devido ao significado da celebração e da interessante oportunidade das pessoas confraternizarem entre si, discutindo história e desfrutarem de bons petiscos e degustarem alguns vinhos portugueses, com destaque para o Vinho Madeira,  naquele que é um dos mais emblemáticos espaços do Condado de Union.

 

Esta recepção, presidida pelo Cônsul Geral de Portugal Dr. Pedro Soares de Oliveira, proporcionou um espectacular encontro convívio entre portugueses, luso americanos e americanos.

 

Entre os convidados e para além de várias figuras ligadas à vida empresarial, cultural e associativa do estado de New Jersey, estava também o Dr. José Luís Fernandes (na foto à esquerda), o primeiro juíz português na história da cidade de Filadélfia, aqui acompanhado pelo Presidente do Liberty Hall Museum, John Kean, e pelo casal Cristina Pucarinho e Pedro Soares de Oliveira.

 

 

José Luís Fernandes elogiou a iniciativa que se reveste, segundo ele, de um significado histórico e comercial muito importante, “quer para a ilha da Madeira, quer na própria história dos EUA onde o Vinho da Madeira manteve um papel importante, integrando hábitos e costumes dos seus habitantes e fazendo parte de acontecimentos históricos relevantes para a História americana”, disse.

 

Destas celebrações do 4 de Julho no Liberty Hall Museum, faziam ainda parte um concerto musical com músicos madeirenses vindos prepositadamente da Ilha e uma mostra de garrafas Vinho Madeira e outros documentos históricos relacionados, encontrados por acaso há alguns anos quando no Museu se procedia a obras de restauro.

As garrafas encontradas datam de 1789 e delas constam algumas de Verdelho Madeira.

Há bastante tempo que se sabe que estes vinhos melhoram com o calor. Os chamados torna-viagem aqueles que iam para locais distante de navios, do tempo das viagens marítimas e quando os que não eram vendidos voltavam verificava-se que estavam muito melhores, eis que submetidos ao calor e abafamento dos porões.

 

O Vinho Madeira, que viajou pelas cortes europeias e fez parte das rotas da India e das Américas, o preferido de governantes e estadistas, amado por poetas, apreciado por exploradores e aventureiros e fonte de inspiração de artistas, marcou a sua história no Mundo e ainda hoje é relevante nos momentos históricos internacionais, bem como o será também no futuro.

 

Segundo alguns historiadores, os primeiros dados da presença do Vinho Madeira nos Estados Unidos recuam a 1640, quando chegou a New England, espalhando-se depois para Boston e outras cidades. Mas só em meados do século XVIII é que passa a ser muito procurado pelos americanos. Desde aí, o Vinho Madeira começou a marcar presença nos portos de Boston, Charleston, Nova Iorque e Fiiladélfia, Baltimore, Virginia, estados fundadores desta Nação, sendo usado como produto de troca por farinha ou madeira para pipas.

 

E passados duzentos e quarenta e um anos, portugueses e americanos continuam a desfrutar de uns petiscos portugueses e de um copo de vinho Madeira, em comunhão com a natureza, brindando em conjunto, à Independência dos Estados Unidos da América.

 

Ouvindo, o som de um interessante trio de cordas garantia estilo e requinte e trouxe ao  evento o clima perfeito para os convidados interagirem, interpretando obras consagradas escritas para violino e violoncelo.

 

 

Enquanto isto, o tempo de espera para os discursos e para o concerto musical de música popular portuguesa, era excelente, e beneficiava o convívio geral enquanto se bebericava um copo de vinho e se degustavam alguns petiscos do Restaurante Valênça, aproveitando também alguns para colocar alguma conversa em dia.

 

No exterior, os amantes da natureza reconhecem este local histórico como um interessante e diversificado espaço de cultura e lazer e também como, contendo bonitas zonas verdes.

 

É verdade, mas, para além disto, o  Liberty Hall Museum da Kean University narra mais de 241 anos de história americana.

 

E foi nesta tenda montada para o efeito que mais de duzentos convidados ouviram os discursos oficiais e o som da música e da voz que os madeirenses troxeram até aqui para alegrar o brinde comemorativo dos 241 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos.

 

Há hora marcada, Jennifer M. Costa, Director of the Elizabeth Destination Marketing Organization [EDMO], que foi a mestre de cerimónias, fez as apresentações da praxe, e cantou-se o hino nacional americano.

 

Após Jennifer M. Costa dar as boas vindas, iniciando desta forma o protocolo, foi a vez do Dr. Pedro Soares de Oliveira, Cônsul Geral de Portugal, subir ao palco para felicitar a presença dos convidados nas comemorações desta data tão especial para o povo americano e lembrar que “a nossa amizade com os Estados Unidos, remonta ao próprio nascimento dos Estados Unidos quando Portugal esteve entre os primeiros países a reconhecer a sua independência”.

 

Perante uma plateia atenta, o Dr. Pedro Soares de Oliveira lembrou também a memória do português Peter Francisco, herói da Guerra da Independência, e a quem George Washington considerava “um soldado excepcional” e o seu “Gigante da Virgínia”, sem esquecer de referir que “muitas foram as personalidades, estadistas e personagens míticas, que se deixaram deslumbrar por este vinho, de que são emblemáticos exemplos George Washington, Thomas Jefferson e Winston Churchil”, sem esquecer as referências ao vinho Madeira em obras literárias, tais como as de Shakespeare, Tolstoi e Dostoievski, assim como a paragem de Napoleão a caminho do exilio para levar um tonel para a ilha de Santa Helena.

 

 

O Cônsul Geral de Portugal Dr. Pedro Soares de Oliveira deixou claro que esta projecção vai ao encontro da estratégia do seu consulado em dinamizar a captação de eventos de animação que projectem a imagem de um Portugal moderno, culto, hospitaleiro e empreendedor, para além desta comemoração se revestir de uma considerável relevância histórica pois a associação do Vinho da Madeira à América do Norte é bastante estreita e antiga.

 

Depois da alocução de Pedro Soares de Oliveira, discursou o Presidente do Liberty Hall Museum, de New Jersey, John Kean, que depois de dar as boas-vindas a todos os presentes, realçou as fortes ligações históricas e culturais estabelecidas entre o Vinho Madeira e a Nação Norte Americana, há 241 anos e  enderessou palavras de elogio e incentivo aos portugueses e luso-americanos, “pela sua importância no enriquecimento social, económico e cultural do estado de New Jersey”.

 

Palavras de estímulo que receberam calorosos aplausos dos convidados presentes.

 

Depois dos discursos, ficou tudo a postos para de forma alegre e descontraída, receber os músicos Nuno Nicolau(esq/dir), Mário André e Paulo Esteireiro.

 

Do reportório destes músicos madeirenses fizeram parte temas de autores como Max, Zequinha Abreu, Mário André, Paulo Esteireiro, Cândido Drumond de Vasconcelos, com arranjos de Paulo Esteireiro e Mário André, o “Tico Tico” de Carmen Miranda, entre outros. Deslocaram-se prepositadamente da Ilha da Madeira a convite do cônsul-geral de Portugal em Newark, Pedro Soares de Oliveira.

 

“Para o consulado é uma oportunidade de promoção do vinho e da região da Madeira e genericamente do nosso país e dos laços com os Estados Unidos”, acreditam os músicos. Mas este espectáculo foi também uma oportunidade para aproximar o braguinha, instrumento tradicional madeirense, do seu parente ukulele.

 

Com uma plateia entusiasta, Mário André e Paulo Esteireiro, mostraram as suas mãos e arte no cavaquinho-braguinha ou ukelele, devolvendo a este instrumento a sua plena dignidade.

 

A ideia de Paulo Esteireiro é mostrá-lo precisamente em todo o seu potencial, “dando preferência ao reportório tradicional, mas mostrando também que o instrumento não se esgota aí”.

 

Tendo em consideração a qualidade dos músicos o concerto teve uma vertente de canto e harmonia forte devido à boa interpretação das músicas populares do repertório destes músicos de elite madeirenses, que transmitiram alegria e boa disposição a todos os presentes.

De referir as fortes chuvadas que se fizeram sentir durante grande parte do concerto e que ajudaram a tornar especial estas comemorações. O público, conhecedor e cativado, cobriu o grupo de aplausos, e este agradeceu, emocionado.

 

O espectáculo ‘Madeira, a Toast to America’, é o nome da iniciativa, que teve início no dia 22 de Junho em Washington, DC, e que terminou no dia 23 do mesmo mês no Liberty Hall Museum, no Condado de Union.  Este projecto que conta com o apoio do Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM), é promovido desde 2016 numa parceria entre a Embaixada de Portugal em Washington e a Secretaria Regional de Economia, Turismo e Cultura.

 

 

O espectáculo destes três músicos madeirenses em New Jersey foi sem dúvida, um espectáculo especial devido ao facto de terem percorrido sonoridades de mundos com muitas latitudes e padrões acústicos, mas, se houve contextos locais e regionais de referência, neste espectáculo os sons cruzaram-se na universalidade sem lugar, da própria música, honrando desta forma Portugal e os Estados Unidos.

 

No final do espectáculo, Nuno Nicolau(foto esq/dir.), Mário André e Paulo Esteireiro, disseram ao The Portugal Times.com que gostaram de cá estar, agradeceram o convite e a hospitalidade com que foram recebidos nesta terra distante e lembraram à nossa equipa de reportagem quando em 1879 o navio Ravesnscrag chegou a Honolulu (Hawai) na tarde do dia 23 de Agosto transportando 419 madeirenses. João Fernandes pediu a um amigo o cavaquinho e saltou para a praia começando a tocar e a cantar músicas típicas da sua terra. Este instrumento, que causou alguma admiração entre os nativos, rapidamente se tornou um símbolo da sua identidade em termos internacionais através de uma divulgação que ultrapassou tudo o que se pode imaginar.
Rapidamente o ukelele passou a ser conhecido e associado às ilhas do Pacífico. É, no fim de contas, o símbolo da identidade de um povo que soube preservar e adoptar um instrumento sem, diga-se, nunca renunciar as suas origens: o “Portuguese Ukelele”.

 

John Kean, presidente do Liberty Hall, o lar ancestral das famílias Livingston e Kean, posou para o The Portugal Times e fez questão de lembrar com orgulho que o Liberty Hall foi um importante centro da política e da cultura americanas da era da revolução.

 

Construído em 1760 pelo primeiro governador de New Jersey, William Livingston, a mansão e os terrenos, no Kean’s Liberty Hall Campus, no Condado de Union, servem actualmente como um museu de história americano e um centro de pesquisa histórica.

No final do espectáculo, John Kean, elogiou esta iniciativa do Cônsul Geral de Portugal Dr. Pedro Soares de Oliveira e convidou a comunidade portuguesa a fazer uma visita ao Liberty Hall Museum.

 

Sobre a história das comemorações da Independência dos Estados Unidos da América o Cônsul Geral de Portugal em Newark, Dr. Pedro Soares de Oliveira  disse que “esta já foi contada muitas vezes, mas merece ser sempre repetida”!.

 

 

JM//The Portugal Times// 8 de Julho de 2017

 

 

 

 

 

 

Comunidade portuguesa do estado de New York comemorou Portugal na vila de Mineola mostrando aos americanos a nossa “diversidade cultural”

A exemplo de outras cidades, espalhadas pelos Estados Unidos da América, também a comunidade portuguesa e luso-americana do estado de New York, celebrou o Dia de Portugal na presença de autoridades políticas, empresariais, associativas e culturais, dos dois países.

 

 

Nestas comemorações do Dia de Portugal New York 2017, foi realçado o poderoso e significativo papel desenvolvido pelas Comunidades Portuguesas e luso-descendentes neste país de acolhimento onde, criando positivas referências nos mais variados campos de actividade, geram particulares possibilidades de intercâmbio, que dignificam e fortalecem Portugal, na sua natural apetência de ponto de encontro, civilizacional.

 

 

As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, deste ano, no estado de New York, foram organizadas pela New York Portuguese American Leadership Conference (NYPALC). Começaram no dia 5 de Maio com a celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa que decorreu nas Nações Unidas em New York e terminaram no dia 18 de Junho, na cidade de Hartsdale, com a celebração do Portuguese American Heritage, uma iniciativa que contou com o apoio das autoridades políticas do Condado de Westchester e com o apoio da “Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Yonkers), “Daughters of Portugal “(Mineola) e o “Mineola Portuguese Soccer Club “.

Uma iniciativa que visa transformar-se numa referência importante da expressão cultural das gentes lusitanas que residem no estado de New York.

 

Outro dos pontos altos destas comemorações foi a Festa de Gala do Dia de Portugal que decorreu dia 6 de Maio no salão nobre do Portuguese-American Center of Suffolk, localizado na cidade de Farmingville e onde foram distinguidas várias personalidades, entre elas Robert A. Sherman, que foi embaixador dos EUA em Portugal entre 2014 e 2017.

 

 

Durante o Campeonato Europeu de Futebol de 2016 (Euro 2016), o embaixador norte-americano ganhou notoriedade junto da opinião pública portuguesa, ao ter divulgado vários vídeos de apoio à seleção nacional.

 

 

Mas para além do reconhecimento de personalidades portuguesas e americanas nestas comemorações o programa elaborado também foi vasto em recriatividade!

 

No dia 11 de Junho, foi a vez da cidade de Mineola receber a alegria e a diversidade do desfile etnográfico, em homenagem a Portugal, a Camões e às Comunidades Portuguesas, que decorreu na avenida principal desta cidade, até ao Wilson Park.

 

Fizeram o trajeto várias personalidades portuguesas e americanas, com destaque para os senadores estatais Jack Martins e Elaine Phillips, o mayor de Mineola Scott Strauss e o Deputy Mayor and Trustee de Mineola, Professor Paul Pereira, bem como o Conselheiro das Comunidades Portuguesas Dr. Gabriel Marques, e ainda os legislador Rich Nicolello, e o Nassau County Clerk, Maureen O’Connell.

A recepção não podia ser melhor!.

 

Em toda a cidade, bandeiras portuguesas e americanas desfraldavam na agradável brisa de uma tarde cheia de sol, dando as boas vindas aos milhares de pessoas que aqui quiseram celebrar Portugal.

Orgulhosos de um passado de corajosas e arrojadas aventuras em que epicamente os portugueses souberam dar novos mundos ao mundo, os membros da New York Portuguese American Leadership Conference também acreditam que os portugueses são hoje respeitados pela dignidade e grandeza da nossa verdadeira dimensão cultural e humana, que não se confina, porque ultrapassa largamente o tamanho daquele belo recanto que ocupamos a ocidente da Europa.

 

Neste contexto, cabe aqui realçar o poderoso e significativo papel desenvolvido pelas Comunidades Portuguesas nos Estados Unidos onde, segundo alguns membros da organização,criam positivas referências nos mais variados campos de actividade, gerando particulares possibilidades de intercâmbio “que dignificam e fortalecem Portugal na sua natural apetência de ponto de encontro civilizacional”.

 

E não é por acaso que estas comemorações se revestem de uma importância acrescida para as comunidades portuguesas que residem no estado de New York.

 

Trata-se de uma oportunidade para a sociedade americana e não só, saber e lembrar um momento ímpar, da história portuguesa.

 

E é caso para dizer: no décimo sétimo ano do século XXI, os portugueses e luso-americanos que residem no estado de New York, celebram com orgulho o facto de Portugal ter contribuido para uma nova atitude da cultura universal.

 

E ao fazê-lo, sabem bem do simbolismo e importância que estas comemorações têm, especialmente para os que estão fora de Portugal.

 

E hoje aqui…, também é Portugal!…

Os organizadores destas comemorações, para além de fomentarem o gosto pela actividade cultural e recreativa na cidade, colocam a sua generosa disposição ao serviço da realização de mais uma edição do Dia de Portugal neste estado norte-americano.

Uma iniciativa que tem vindo a agregar diversos agentes e população local, registando o agrado e grande adesão por parte de jovens, adultos e idosos, onde todos participam e dão o seu contributo.

 

E chegou a hora de, sem demagogias, render justiça aos portugueses e luso-americanos que no estado de New York, dignificaram e dignificam o nome de Portugal e que com o seu trabalho contribuiram e contribuem para a paz, para o progresso e prosperidade, deste país de acolhimento de seus pais e avós.

Um dos momentos mais esperados deste dia de comemorações foi o desfile etnográfico que este ano envolveu cerca de meia centenas de representações (35), que não esquecem as suas raízes, e mostram saber compartilhar algumas das suas maiores riquezas: a comunicabilidade e a alegria de viver.

 

E enquanto nos passeios da avenida se esperava que o desfile passasse, na tribuna de honra a organização procedia aos previstos actos protocolares e dava as boas-vindas a todos os presentes, apresentava os convidados e procedia-se aos tradicionais discursos, que mais uma vez enalteceram a pátria portuguesa e os portugueses.

 

O luso-americano  Deputy Mayor and Trustee de Mineola, professor Paul Pereira, referiu ao The Portugal Times.com que “como vê, a comunidade portuguesa e luso-descendente que reside no estado de New York continua a ajudar a manter um indiscutível e profundo significado de afirmação e identidade neste estado que, com dinamismo, tem sabido manter e preservar as suas características neste país de acolhimento”. Paul Pereira fez ainda questão de elogiar o trabalho desenvolvido pela comissão organizadora do Dia de Portugal New York 2017 e desejou felicidades para “a equipa” que vai assumir a realização das comemorações em 2018.

 

Para Scott Strauss, mayor da cidade de Mineola, este é também um dia muito especial para o município que administra.  “Os portugueses têm sido a expressão do espírito empreendedor em Mineola e o exemplo do esforço e da ambição de ir mais além. Por isso, é com alegria que me associo a estas importantes celebrações”, disse o mayor Strauss ao The Portugal Times.com.

 

Mas a “estrela” do desfile etnográfico foi sem dúvida o senador estatal Jack Martins, aqui acompanhado pela também senadora do estado de New York, Elaine Phillips, que gostou do que viu, ouviu e sentiu.

 

O senador Jack Martins que espera frequentar o Capitólio como Congressista, recebeu muitos cumprimentos dos portugueses, americanos e luso-americanos que se encontravam a assistir a este desfile do Dia de Portugal e que quiseram exprimir-lhe publicamente os seus sentimentos, o seu apreço, a sua gratidão, a sua amizade e o seu respeito.

 

Jack Martins é um jovem advogado filho de emigrantes portugueses naturais de Alheiras (Barcelos), e tem uma carreira política fulgurante. Foi vereador e é o único “mayor” e senador de origem portuguesa em todo o estado de Nova Iorque. Um estado onde, apesar da sua antiguidade, a comunidade portuguesa não tem tradições na política.

Mas, como diz o velho ditado do povo; “nunca é tarde para começar”!!…

 

 

Aqui, os portugueses e luso-americanos que residem no estado de New York, sabem bem que comemorar tem que ter um sentido, tem que fazer sentido. Para o Conselheiro das Comunidades Portuguesas Gabriel Marques, “a cultura e a história portuguesas enchem a todos de orgulho. Um orgulho que temos o dever de transmitir aos mais novos, lembrando-lhes no entanto que é preciso comemorar não só o passado, como igualmente o presente, lançando pontes para o futuro”.

 

E quase num abrir e fechar de olhos a avenida principal de Mineola encheu-se de uma multidão entusiasta transformada num painel de cor, sorrisos, alegria e fraternidade.

 

E quem percorreu e assistiu ao desfile acabou por ver também um desfile paralelo nos passeios da avenida.

 

Eram adultos e jovens que demonstravam a sua paixão por Portugal, com pinturas nos rostos e camisolas da selecção nacional.

A decoração dos carros alegórios denotam trabalho e carinho e a solidariedade dos portugueses é uma vez mais posta à prova, em relação àqueles que trabalham em prol da comunidade.

 

Os bombeiros de Mineola também desfilaram nesta parada em homenagem a Portugal e aos portugueses que aqui residem, lembrando, ao mesmo tempo, que ninguém pode negar a importância de um Corpo de Bombeiros, para qualquer cidade. Nos lugares, onde ele não existe, a apreensão da população é grande.

 

Porém, a missão dos bombeiros é  actualmente reconhecida pela sociedade, hoje mais informada sobre as duríssimas condições de trabalho com que estes homens e mulheres se deparam no terreno, velando pelo bem-estar das populações que servem com dedicação, empenhamento e sacrifício pessoal.

 

Neste desfile, registamos também a presença de representações de várias escolas de aprendizagem da língua e cultura portuguesas destinadas os jovens luso-descendentes do estado de New York.

 

Vieram aqui lembrar o trabalho meritório exercido na formação dos seus alunos que têm alcançado muitos méritos, através das experiências educacionais que aí aprendem.

Em casa, a família faz o resto!…

 

E como festa portuguesa sem folclore não é festa, deve este o sucesso do seu crescimento e continuidade, ao facto de alguns dos dançarinos, após casarem, levarem os seus filhos para os ensaios ajudando os responsáveis destes projectos a darem continuidade a este sonho.

 

Um sonho onde adultos e jovens cantam e dançam, este legado histórico, de hábitos e vivências do Alto Minho, e que despertam nas pessoas a consciência viva do valor das ancestrais “melodias” minhotas, e as vivências que deram, e dão, um sentido sádio às suas vidas.

 

Como se pode compreender, não é fácil manter em actividade grupos unidos e zelozos das suas responsabilidades. Porém, graças à boa vontade dos seus dirigentes, este facto tem sabido manter-se, pelo elevado espírito de sacrifício que têm demonstrado possuir ao longo de toda a sua existência.

 

E é precisamente este legado cultural que os mais velhos pretendem transmitir aos mais novos, que se mostram interessados em ocupar de uma forma diferente os seus tempos livres, depois do horário escolar americano, e muitos deles, também, após as aulas de português.

 

Aqui, como em outras cidades, pais, filhos e netos, vivem o folclore com alegria, conscientes da importância do seu papel na aprendizagem, preservação e divulgação, dos usos e costumes da região, dos seus ancestrais.

 

Em suma, um mundo de actividades geradoras de riquecimento cultural e humano, graças à dádiva da cidadania, e ao exemplo bairrista, dos seus integrantes.

 

Porém e para que este espírito bairrista continue ninguém pode ignorar a importância que existe em manter viva a chama do movimento associativo, que aqui em Mineola também disse; “presente”!

 

Para os responsáveis das associações presentes, o importante é que as verdadeiras soluções implicam uma ideia de futuro, sem a qual não há sentido para o caminho que se quer percorrer.

 

Encontrá-las, implica trabalho, e sobretudo força de vontade. Mas como diz o poeta; sem trabalho nada se faz.”.

 

A comunidade transmontana e altoduriense que reside no estado de New York também se fez representar com um carro alegórico mostrando alguns dos trechos culturais desta região do norte de Portugal, com destaque para os trabalhos relacionados com a cultura do linho.

Entre as inúmeras associações presentes neste desfile etnográfico estava também o Mineola Portuguese Lions Club.

 

O esforço colectivo do Mineola Portuguese Lions Club continua a reforçar a tese de que além do objectivo financeiro com que ajudam quem precisa, tem esta associação também sabido manter um espírito raro de coesão entre os seus membros, cujos laços de amizade mútua alicerçada em anos de convívio, são a mola real que sustenta esta colectividade onde se estimam e respeitam os seus membros desde longa data.

Mas houve mais clubes e associações portuguesas que desfilaram.

 

A Academia do Bacalhau de Long Island, New York, para além do objectivo financeiro, com que ajudam quem precisa, continua a manter um espírito de coesão entre os seus membros e muitas amizades ao mais alto nível, em países e locais, onde esta organização está implantada.

 

 

Mas, para além, dos jantares agradáveis e divertidos, os “compadres” e “comadres” da Academia do Bacalhau de Long Island, contribuem, também, para apoiar acções que visam beneficiar jovens portugueses e luso-descendentes.

 

Outra das comunidades aqui representadas foi a comunidade da vila de Murtosa.

 

Os murtoseiros mostraram na sua etnografia as tradições da sua região ligadas à vida no mar e lembraram a arte de pescar, cuja profissão ainda hoje sustenta um grande número de famílias da costa mais ocidental da Europa.

 

Mas, na vila de Mineola, a importância que o desporto tem na vida de jovens e adultos que residem no estado de New York também não foi esquecida.

 

O desporto continua a responder aos anseios dos respectivos sectores da população local, representado através das instituições, colectividades, escolas e grupos de cidadãos.

E por falar em desporto, o futebol, é também por estes lados um desporto mediático que suscita paixões.

 

Mostrando alegria e orgulho, centenas de adeptos do futebol, desfilaram nesta parada dando asas à sua alegria, que mostraram ser imensa.

 

Os membros da Casa do Futebol Clube do Porto, de Long Island, fizeram questão de agradecer a presença de todas as pessoas que estiveram nesta festa comemorativa do Dia de Portugal e enalteceram a vitalidade e o trabalho desenvolvido pela sua equipa directiva, em prol da Filial 119 do F.C. do Porto.

 

Para além dos portistas, e já que a associação benfiquista não se fez representar, outra das claques que deu nas vistas nesta parada foi a claque sportinguista.

 

Segundo reza a história, a Juventude Leonina é, actualmente, o mais antigo grupo organizado de adeptos em Portugal. Foi fundada em 1976 pelos filhos do então presidente do Sporting, João Rocha. Um grupo de jovens que entre si partilhavam afinidades clubísticas e de amizade.

Afinidades clubísticas e de amizade que ultrapassaram fronteiras…

 

Outro dos grupos fortemente aplaudidos nesta parada foi o “Portuguese American Riders” da cidade de Farmingville, estado de New York.

Para os membros deste grupo motorizado, “ser motarde, não escolhe idade, profissão, ou classe. Nesta modalidade, encontram-se polícias, médicos, engenheiros, professores, artistas plásticos, trolhas, pintores, empresários, funcionários públicos, enfim, todo o tipo de pessoas, e idades. Todos eles têm, um denominador comum: a paixão pelas motos.

 

Para outros, ser motarde é ser livre, aventureiro, e solidário.

 

Pelos sentimentos e atitudes que este desfile de motos despertou, esta foi mais uma demonstração clara de que este grupo, para além de ser amante de motos, encara o humanismo como um auxiliar à construção de sonhos, cujo caminho passa pelo respeito, entre as pessoas.

 

E após o desfile comemorativo do Dia de Portugal no estado de New York 2017, seguiram-se as tradicionais fotos para mais tarde recordar.

 

Aqui nesta foto, o mayor de Mineola, Scott Strauss, acompanhado por três misses eleitas nas correspondentes comunidades portuguesas que residem no estado de New York.

 

Para o Deputy Mayor and Trustee luso americano de Mineola, Paul Pereira (aqui acompanhado pela senadora de New York , Elaine Phillips), “esta iniciativa é uma ocasião única para a afirmação da nossa cultura (nos mais ricos e variados aspectos que a caracterizam) e para colocar em relevo os aspectos mais significativos da nossa História milenar”.

 

Todos sabemos que não é de hoje a aventura portuguesa no mundo. Mas, e segundo alguns dos membros do New York Portuguese American Leadership Conference (NYPALC), se os Portugueses que partiram da sua pátria têm uma história feita de determinação e de engenho, “têm também um presente e terão, certamente, um futuro que importa valorizar”, dizem.

 

A riqueza destas comemorações reside na possibilidade que hoje existe em comparar o olhar com que vimos os outros, com o olhar com que os outros nos viram, e de compreender que este novo mundo que ajudamos a dar ao Mundo tem também uma memória desse encontro de civilizações.

 

E para homenagear Portugal, pela sua contribuição na cultura universal, também aqui em Mineola estiveram representadas a música, a dança, a etnografia e a gastronomia de ontem, e de agora, neste anfiteatro ao ar livre, que deixa ver novos horizontes.

 

Chegados ao Wilson Park, em Mineola, notamos que o parque tinha sido tomado pela alegria da juventude.

 

Segundo algumas famílias, a exemplo da família de Rosa Martins (aqui na foto), “esta festa ajudou também a promover a integração entre os participantes, proporcionando um dia de muita diversão e alegria”.

Mas para além do parque de diversões, as pessoas que foram até ao  Wilson Park, verificaram que, como manda a tradição portuguesa em dias de festa, lá estavam os apetitosos comes e bebes para aconchegar o estómago das pessoas.

 

E enquanto uns degustavam os petiscos à sombra das tendas improvisadas, outros mantinham-se no seu posto de trabalho em frente aos assadores e sob o calor de um dia de sol abrasador, para que as febras, o churrasco, as sardinhas e as malassadas fossem para as mesas dos convivas nas melhores condições.

 

O nobre trabalho associativo que estas pessoas desenvolvem muitas vezes discreto, mas persistente, merece de todos o maior respeito, não só pelas causas que defendem, mas também pelos resultados que expressam neste esforço a favor da comunidade.

 

E foi talvez para prestigiar este esforço a favor da comunidade que os bombeiros de Mineola, após o desfile marcaram presença no Wilson Park, para saborearem os petiscos à moda portuguesa, contribuindo desta forma para facilitar a partilha de bons momentos entre os festivaleiros, com muitos deles(as) a ficarem a saber um pouco mais sobre a História de Portugal e as tradições gastronómicas portuguesas.

 

Isabelle Coelho Marques, presidente da New York Portuguese American Leadership Conference (NYPALC), (na foto à esquerda, acompanhada pela senadora de New York, Elaine Phillips), disse ao “The Portugal Times.com” que está consciente da importante missão que é necessário realizar, para dar continuidade ao trabalho já desenvolvido, e cujas lembranças são também  um crescente abraço à juventude, “para que esta possa continuar a preservar e a divulgar as nossas tradições e estimulada, tenha uma maior intervenção na comunidade em que se insere”.

 

A animação do arraial de encerramento destas comemorações esteve a cargo do conjunto “Sem Dúvida”, de Mineola.

 

 

E foi desta forma que a comunidade portuguesa do estado de New York, ajudou a cumprir mais uma edição das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em terras norte americanas, onde continuam a criar positivas referências nos mais variados campos de actividade, que também dignificam e fortalecem Portugal dentro e fora das suas fronteiras.

 

 

 

JM//CMM//The Portugal Times// 20 de Junho de 2017

 

 

 

 

 

Santuário Mariano de Washington, no estado de New Jersey, recebe por ano milhares de fiéis que aí vão rezar à Rainha da Paz

Na tranquilidade do paradisíaco Santuário Mariano de Washington, New Jersey, cerca de duas mil pessoas portuguesas e não só, rezaram rcentemente a Nossa Senhora de Fátima, num apelo à “Penitência, Oração e Conversão”, mostrando  muitos deles, mais uma vez, o seu espírito missionário nesta terra longínqua do país onde nasceram.

 

Foi em 1947 que no local onde hoje se encontra o Santuário Mariano de Washington, N.J., se fundou o chamado “Blue Army”, o Movimento do Apostolado de Fátima.

 

O santuário que possui um clima especial de acolhimento, tem uma réplica da Capelinha das Aparições existente na Cova da Iria, entre 1921 e 1981, e é também a sede mundial do “Exercito Azul” de Nossa Senhora.

 

O Exército Azul foi criado nos Estados Unidos no tempo da “guerra fria” e concebido como uma estrutura militar equipada com armas espirituais.

 

Segundo um coordenador do Exército Azul nos Estados Unidos, “são mais de 5 mihões de nomes de pessoas que já se comprometeram a aderir à mensagem que Nossa Senhora levou à Cova de Iria”.

 

Ainda hoje, os seus núcleos são considerados “divisões” e estão colocadas em pelo menos 66 dioceses e arquidioceses norte-americanas e na maior parte dos países católicos”.

 

Foram fundadores do movimento “Blue Army”,  John M. Haffert, membro de uma família rica, e o padre Horold Colgan, sacerdote da cidade de Plainfield, New Jersey.

 

 

Reza a história que estando o padre Horold Colgan internado no hospital, bastante doente do coração e prestes a morrer, prometeu a Nossa Senhora que se o curasse, lhe faria algo de especial.

 

 

O certo é que saiu do hospital curado. Voltou à sua paróquia e promoveu uma novena às terças-feiras à noite, com a finalidade de falar sobre a mensagem de Fátima. No fim da novena pediu aos assistentes que no Domingo seguinte, quando fossem para a missa, usassem alguma coisa azul, como gravata azul, laço azul, chapéu, etc., para mostrar que estavam a fazer algo recomendado por Nossa Senhora de Fátima, tendo afirmado a propósito: – “Nós seremos o “Exército Azul” de Nossa Senhora para combater o “Exército Vermelho” do Comunismo”.

 

Este ano e mais uma vez no dia em que se comemora neste país o feriado do “Memorial Day”, cerca de uma dezena de padres e cerca de duas mil pessoas, participaram na missa anual em honra de Nossa Senhora de Fátima, que foi presidida pelo Bispo Emérito de Leiria e Fátima D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, que exortou os católicos a “depositarem” as suas esperanças em Nossa Senhora, “Rainha da Paz”, face aos tempos conturbados que se vivem.

 

D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, lembrou ainda que “este mundo, apesar de retalhado pelo mal dos homens, continua a ser amado e guiado pelo espírito de Deus” e destacou também o papel da juventude, como garante da continuidade da fé.

 

Do programa das actividades religiosas levadas a efeito no Santuário Mariano de Washington, em New Jersey, constou ainda a recitação do terço, e a realização da Missa Solene e Procissão.

 

Conscientes da importância que a realização desta manifestação de fé tem para todos os católicos que residem nos EUA, centenas de peregrinos caminharam durante três dias para chegar ao Santuário agradecendo decerto a Nossa Senhora as graças concedidas e pedindo ao Espírito Santo luz e fortaleza, e rezando, também, a fim de que todos os homens e mulheres se reconciliem, cada um consigo mesmo e com os outros, na diferença e na pluralidade de grupos e nações.

 

 

Cansados, mas orgulhósos por terem cumprido a promessa feita a Nossa Senhora, ei-los que chegam ao recinto do Santuário Mariano de Washinton, no estado de New Jersey.

 

 

Alguns deles, esgotados pelo cansaço, demonstraram cheios de fé, que as peregrinações que os católicos fazem a este santuário são uma expressão rica da liberdade humana, e que corresponde bem à consciência que temos como portugueses, de sermos viajantes e peregrinos.

 

Com algum esforço físico e psíquico, superando dificuldades e as fortes chuvadas que teimosamente caíam, os peregrinos aproximaram-se do lugar almejado e confirmaram a nossa dimensão universalista, que passa também pela afirmação dos valores de Portugal através da referência à doutrina social que a igreja defende, na formação ética e cívica das pessoas e o seu contributo para a criação de um mundo melhor.

 

Após a homilia, jovens e adultos seguram as bandeiras das paróquias aqui representadas e abrem alas para o andor de Nossa Senhora de Fátima seguir em procissão em volta do santuário, carregado aos ombros de pessoas inspiradas no sentimento de devoção e crença em Nossa Senhora.

 

E enquanto a procissão prosseguia os peregrinos presentes agarraram em lenços brancos, acenando à sua passagem, e, por momentos, todos se sentiram ainda mais próximos de Fátima, “Altar do Mundo”. Uma cerimónia especialmente marcada por muita fé e emoção.

 

O programa das várias actividades religiosas levadas a efeito no Santuário Mariano de Washington, New Jersey, que está a cargo do Portuguese Pilgrimage Committee, foi o seguinte: – Das 10 às 11 horas da manhã: Confissões. Às 10.30 am, teve lugar a realização do Terço, em Procissão que saiu da “Capelinha das Aparições”. Às 11.00 horas, teve lugar a realização da Missa Solene, com Benção do Santíssimo, e cerimónia do Adeus à Virgem, na qual participaram cerca de dois mil peregrinos, muitos deles vindos expressamente das paróquias de Nossa Senhora de Fátima de Elizabeth, Nossa Senhora de Fátima de Newark, paróquia da Epifania de Newark, paróquia de Santa Cecília, Kearny, paróquia de Holy Cross, Harrison, paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima de Perth Amboy, Comunidade de Corpus Christ, South River, paróquia de S. Francisco de Sales Lodi, paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima de Yonkers, NY, paróquia de Nossa Senhora de S. João Baptista, Long Branch, paróquia de S. Francisco Xavier, North Newark, paróquia de Nossa Senhora de Lourdes Queens Village, NY, e ainda a paróquia de S. Pius Quinto, Jamaica, NY.

 

Após a procissão, seguiu-se a tradicional exposição do Santíssimo Sacramento e foi dada a bênção final. A despedida foi feita com os tradicionais cânticos alusivos à Virgem Maria, que faziam transbordar o coração de uma emoção indiscritível.  Para quem faz parte da organização deste evento religioso, “esta peregrinação serviu também para demonstrar a capacidade solidária da comunidade portuguesa na formação ética e cívica das pessoas, e o seu contributo para a criação de um mundo melhor”.

 

 

Segundo o padre António Ferreira, pároco da Igreja de Nossa Senhora de Fátima de Newark, que pede e espera ter no próximo ano melhor colaboração das autoridades policiais para com os integrantes da peregrinação ao Santuário Mariano de Washington, referiu ao nosso jornal a importância que esta manifestação de fé tem a fim de que as pessoas se encontrem consigo próprias, com Cristo e com os irmãos, procurando desta forma descobrir os seus “dons”, vocacionados para o ensino da valorização dos valores da família que são os pilares, de toda a sociedade.

 

 

Para o padre António Ferreira, tradicionalmente, este acto religioso, “serve ainda de ponto de encontro de todos aqueles que, de forma abnegada, procuram mitigar as carências que na sua solidão, miséria, e falta de justiça, encontrando na Oração o “porto de abrigo”, que os ajuda a resolver os problemas”, concluiu.

 

 

Na análise feita pela nossa equipa de reportagem, as expressões de fé que os peregrinos apresentavam fizeram recordar-nos que cada um de nós, traz nas mais marcantes recordações a presença materna, quer seja através da ternura de um gesto, nas lágrimas de apreensões juntas com as nossas, no aconchego do seu colo abrigando-nos dos medos, na segurança da sua mão aparando-nos os passos, no perfume dos manjares preparados muitas vezes mais com amor do que com os ingredientes necessários, no beijo de boa noite após as orações, muitas e tantas vezes mostrando-nos sorrisos através das mágoas.

 

 

TPT com: JM//CMM//The Portugal Times// Junho de 2017