Presidente Cavaco Silva ataca discurso da “desgraça, do miserabilismo, da descrença” dos “políticos em Lisboa e da comunicação social”

Presidente da República convida políticos e líderes sindicais que se “fixam nos corredores e gabinetes de Lisboa” a irem ao norte. “Voltariam menos crispados e até menos violentos na linguagem”.

 
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, defendeu este sábado que nas próximas eleições legislativas Portugal precisa de um Governo com apoio maioritário na Assembleia da República, de forma a fazer cumprir as regras comunitárias.

 

 

 

“Depois de Portugal ter ficado sujeito a um programa de ajustamento que impôs pesados sacrifícios aos portugueses, precisamos de um Governo que tenha apoio maioritário na Assembleia da República, de forma a cumprir as regras comunitárias, no que diz respeito ao controlo do défice orçamental, sustentabilidade da dívida pública e também no que diz respeito às reformas necessárias para a competitividade da economia portuguesa”, alegou.

 

 

No entanto, se não for possível o entendimento, “é preciso aguardar”.

 

 

“Temos de aguardar e talvez dissesse que, antes de tomar qualquer decisão, têm de visitar esta região para voltar com um novo espírito de compromisso”, acrescentou.

 

 

 

Depois de uma visita a dois concelhos do norte do distrito de Viseu – Penedono e S. João da Pesqueira – o Presidente da República admitiu aos jornalistas que regressa a Belém de alma cheia.

 

 

 

“É um outro espírito, crença e vontade de vencer, um otimismo perante o futuro e a convicção de que com trabalho podem ultrapassar as dificuldades. Não encontrei aqui o discurso da desgraça, do miserabilismo, da descrença que encontramos com frequência nos agentes políticos em Lisboa ou na comunicação social”, sustentou.

 

 

 

O presidente Cavaco Silva, que na sexta-feira esteve em outros dois concelhos do distrito de Viseu – Moimenta da Beira e Tabuaço – aproveitou ainda a ocasião para convidar políticos e dirigentes sindicais a visitar a região.

 

 

 

“Gostaria de convidar os políticos e os líderes sindicais que se fixam apenas nos corredores e gabinetes de Lisboa a virem aqui ao norte, eixo do Douro Vinhateiro, a contactar com as pessoas e os autarcas. Estou convencido que voltariam mais abertos a trabalhar em conjunto, à cultura do compromisso e diálogo para resolver os problemas do país: voltariam menos crispados e até menos violentos na linguagem, porque qualquer um, quando vem aqui, enche a alma, porque o espírito é diferente”, referiu.

 

 
No seu entender, “vale a pena visitar o Douro vinhateiro, não apenas para tirar prazer de conhecer os prazeres desta terra, mas também para voltar a casa, aos corredores do poder em Lisboa, com outra alma e espírito mais positivo e é isso que o país precisa”, frisou.

 

 
Questionado sobre a possível candidatura de Rui Rio à Presidência da República, Cavaco Silva escusou-se a fazer comentários.

 

 

 

“Faltam ainda quase nove meses para que aquele que ganhar as eleições presidenciais ocupe o meu lugar. Espero que a campanha ocorra com toda a tranquilidade, mas antes disso, teremos como manda a lei as eleições legislativas entre o 14 de setembro e o 14 de outubro”, concluiu.

 

 

 

Fotografia: NUNO ANDRE FERREIRA/LUSA

 

 

por Dn.pt com Lusa

 
01/06/2015

 

 

 

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