Vinho verde da adega de Monção está cada vez mais na boca dos americanos e não só

Nos Estados Unidos, como em Portugal, os meses de verão sempre são mais refrescantes se tivermos como companhia uma taça de vinho verde, fresco e leve, perfeito para uma boa conversa ou para acompanhar pratos de mariscos, entre outras refeições e petiscos.

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Recentemente, teve lugar no restaurante Taste of Portugal, em Newark, New Jersey, um jantar de degustação, no qual participaram cerca de cem pessoas, entre elas vários empresários portugueses, ligados ao mercado do vinho e da restauração. Esta iniciativa,  revelou uma bem conseguida e inovadora simbiose, entre os sabores da cozinha tradicional portuguesa e os vinhos verdes aqui apresentados.

 

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De referir que não é por acaso que o restaurante Taste of Portugal, em Newark, para além da tradicional gastronomia portuguesa, tem na sua sala de jantar uma das melhores cartas de vinho da cidade, privilegiando os verdes, mas não esquecendo as outras regiões de Portugal como o Douro, o Dão e o Alentejo.

 

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Esta iniciativa que foi da responsabilidade da empresa de importação de vinhos AIDIL WINES, com sede em Newark, contou também com a colaboração da Adega de Monção, aqui representada pelo seu presidente Armando Rodrigues Fontainhas e pelo Gestor Comercial Rui Machado Miranda. A finalidade principal da AIDIL WINES, foi a de apresentar e divulgar os vinhos verdes e a nossa gastronomia em termos qualitativos neste país, dando a conhecer a americanos e não só, produtos de qualidade e a sua denominação de origem.

 

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Por sua vez, Armando Rodrigues Fontainhas, presidente da Adega de Monção, bem como o seu  Gestor Comercial, Rui Machado Miranda, vieram aos Estados Unidos com o objectivo de ajudar a incrementar acções de divulgação, promoção e marketing dos vinhos verdes, neste país, participando também em outras iniciativas do género, levadas a cabo nas cidades de Boston, New Bedford e Fall River, no estado de Massachusetts. “Esta é uma boa forma de dar a conhecer os nossos vinhos a novos públicos, embora queiramos também dar-lhes a conhecer os novos produtos que temos”, disse ao The Portugal Times o presidente da Adega de Monção.

 

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Em 2015, as exportações de vinho verde ascenderam a 52 milhões de euros, mais 10% face ao ano anterior. Os Estados Unidos foram o destino de uma em cada quatro garrafas que ultrapassaram a fronteira rumo a 106 países, tendo superado pela primeira vez a barreira da centena de mercados externos.

 

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No ano passado, a casta Alvarinho cresceu cerca de 15%, enquanto os rosados representam já 5% do negócio do vinho verde.

As exportações representam mais de 40% do volume de negócios e os principais mercados de destino são os Estados Unidos, Alemanha, França, Canadá e Brasil.

 

 

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Nesta prova de vinhos verdes foi ainda apresentado o vinho verde tinto “Vinhão”, da Adega de Monção.

“Acima de tudo, também queremos ajudar a cimentar o papel dos vinhos verdes como embaixadores da marca Portugal neste país”, disse ao The Portugal Pedro Carvalho, director de vendas da AIDIL WINES, que reconhece ser importante  o facto de os EUA se terem tornado o principal mercado de exportação portuguesa fora da União Europeia.

 

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O vinho verde tinto “Vinhão”  da Adega de Monção, também está a acompanhar um movimento muito positivo das exportações portuguesas para este país.

Sobre a sua identidade, é a cor que singulariza e diferencia o Vinhão, de cor negro-azulada e quase impenetrável à luz. É a casta tinta mais cultivada na região do Vinho Verde, oferecendo vinhos rústicos, de acidez muito elevada, notórios pela acidez inquieta.

 

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O impacto mediático destas provas de gastronomia e vinhos portugueses, está a fazer destes certames uma janela de oportunidades, para que estes produtos sejam cada vez mais solicitados e apreciados, nos Estados Unidos da América, como é o caso.

 

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A frescura vibrante, a elegância e leveza, a expressão aromática e gustativa, com destaque para as suas notas frutadas e florais, são as características que definem e diferenciam o vinho verde.

 

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Em conversa com o The Portugal Times, Pedro Nogueira, administrador do Taste of Portugal, em Newark, referiu que o papel e importância deste evento da autoria da AIDIL WINES, “para além dos aspectos comerciais, sempre decisivos neste tipo de iniciativas, também não falta a oportunidade de, para além de desenvolver em simultâneo, o desenrolar do certame propriamente dito, as pessoas podem usufruir ainda de uma atmosfera de saudável convívio”.

 

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Para quem gosta de bom vinho, seja ele maduro ou verde, estas iniciativas da AIDIL WINES, são também oportunidades imperdíveis de conhecer algumas marcas de qualidade. E segundo o engenheiro luso-americano António Gomes, que também esteve presente nesta iniciativa, “gostar de vinho é algo tão natural como apreciar um bom prato e, hoje em dia, um número cada vez maior de pessoas se interessa pela cozinha gastronómica e pelo desfrutar dos prazeres associados à prova de vinhos”, concluiu.

 

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“O vinho verde é único no mundo”, diziam os convidados. Neste jantar, também não faltaram os “provadores”, que entusiasmados, iam analisando o grau e o paladar que os vinhos verdes iam deixando.

 

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E sendo o vinho, cultura, gastronomia e economia, bem como um produto de excelência da agricultura portuguesa, os responsáveis da Adega de Monção e da empresa AIDIL WINES, querem manter o crescimento em notoriedade e vendas dos vinhos verdes em mercados orgânicos, com o presidente da Adega de Monção, Armando Rodrigues Fontainhas, a reforçar o seu posicionamento na continuidade do investimento na promoção externa, e a eleger como mercados-alvo de promoção Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Brasil, Suíça, Reino Unido, Noruega, Suécia e Japão, “novidade que acresce maior dinamismo e orientação de vendas externas”, disse.

 

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A cultura do vinho verde remonta ao século 12, mas foi a partir dos séculos seguintes que a viticultura floresceu na região do Minho. Há documentos que dão conta de que o verde foi um dos primeiros estilos de vinho português a ser exportado e hoje, à parte disputas entre produtores de outras regiões, é um dos produtos de maior orgulho do país, além do fado de Amália Rodrigues e da bacalhoada.

 

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O vinho verde, produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, em Portugal, constitui uma denominação de origem controlada e cuja demarcação remonta a 1908.

Mas só em 1949 é que o vinho verde foi reconhecido internacionalmente como produto com denominação de origem controlada.

 

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Naturalmente leve e fresco, produzido na província do Minho, no noroeste de Portugal, uma região costeira geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos brancos. Berço da carismática casta Alvarinho e produtora de vinhos de lote únicos, a Região dos Vinhos Verdes oferece um conjunto ímpar de vinhos muito gastronómicos.

Com moderado teor alcoólico, e portanto menos calórico, o Vinho Verde é um vinho frutado, fácil de beber, óptimo como aperitivo ou em harmonização com refeições leves e equilibradas.

 

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A Região dos Vinhos Verdes, situada a norte do País, estende-se desde o rio Minho até sul do rio Douro, e representa 15% do total da área vitícola nacional com os seus 21 mil hectares de vinhedos, segundo a CVRVV Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

 

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Com nove sub-regiões, algumas das quais associadas aos rios que a atravessam, nomeadamente Ave, Cávado, Lima, Paiva e Sousa, este território distingue-se pelos seus vinhos brancos diversos em que sobressaem alguns varietais a partir das suas castas autóctones: Alvarinho e Loureiro, em primeira instância, a que se seguem Trajadura e Avesso. Os vinhos tintos, em que predomina a casta Vinhão, são sobretudo consumidos regionalmente associados à gastronomia tradicional.

 

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“Agora, o que é preciso continuar a fazer, é que o vinho verde ganhe mais adeptos, dando-o a conhecer cada vez mais para que ganhe a projeção que se pretende e merece”, concluiu Pedro Carvalho.

 

 

JM//The Portugal Times// 19 de Agosto de 2016

 

 

 

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