O Santuário do Bom Jesus de Braga vai passar a ser Basílica do Bom Jesus

O Santuário do Bom Jesus, em Braga, será “brevemente” elevado à categoria de basílica, sendo este “um passo significativo” que reforça a candidatura do templo a Património Mundial da Unesco, informou aquela arquidiocese.

 

 

Em comunicado, a Arquidiocese de Braga acrescenta que, no âmbito daquela candidatura estão ainda em curso várias iniciativas “de particular interesse”, como obras de limpeza e requalificação da instância do Bom Jesus, concertos e uma conferência internacional.

 

 

O Santuário do Bom Jesus do Monte é constituído por um conjunto arquitetónico e paisagístico que integra uma igreja, um escadório onde se desenvolve a via-sacra, uma área de mata com 55 hectares, alguns hotéis e um funicular.

 

 

A coordenadora da candidatura a Património Mundial, Teresa Anderson, já se manifestou confiante no sucesso da iniciativa, sublinhando tratar-se de “um lugar único, com uma história de 600 anos, muito bem fundamentada” em várias fontes de informação, com material de natureza monográfica e iconográfica.

 

 

“Neste caso, o material iconográfico é particularmente rico e raro”, enfatizou, para lembrar que a fundamentação da história é um dos fatores que mais pesam nas decisões da Unesco.

 

 

A especialista disse ainda que a UNESCO também dá muita importância à questão da gestão do património a classificar, para que ele não venha a ficar ao abandono.

 

 

“Também esta questão está garantida, já que o santuário é gerido pela Confraria do Bom Jesus”, acrescentou.

 

 

Outros “trunfos” da candidatura assentam no facto de se tratar de um lugar “de muita concentração de arte” e de “muito engenho técnico”, este último relacionado com o funicular movido a água.

 

 

Além disso, “há continuação de investimento” no santuário, o que contribui para a constituição de “um todo homogéneo”, além de ser uma garantia de que há quem vele por aquele património.

 

 

O arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, também já manifestou “fé” no sucesso da candidatura, considerando que o Bom Jesus integra um património “de valor incalculável”.

 

 

Como sublinhou, os milhares de turistas que ali vão anualmente são a prova da “dimensão mundial” do santuário.

 

 

 

 

Lusa/11/6/2015

 

Lisboa. Nova taxa começa a ser cobrada em novembro

A Taxa Municipal de Proteção Civil criada este ano pela Câmara de Lisboa vai ser cobrada aos proprietários em novembro, informou o vereador das Finanças da autarquia.

 

 

No orçamento municipal para este ano estava previsto que a liquidação desta taxa anual se realizasse “no segundo semestre de cada ano económico”, isto é, entre julho e dezembro.

 

 

“Vamos propor à Câmara, na próxima reunião, várias alterações ao regulamento de taxas – correções e ajustamentos – e a fixação dessa data que ainda não estava” definida, disse à agência Lusa o responsável pelos Recursos Humanos e Financeiros do município, João Paulo Saraiva, aludindo à escolha do mês de novembro para a liquidação.

 

 

Com a Taxa Municipal da Proteção Civil, que visa financiar investimentos no setor, a Câmara pretende arrecadar 18,9 milhões de euros por ano. Esta nova taxa vem substituir a taxa de conservação e manutenção dos esgotos, que se vai juntar à do saneamento.

 

 

Segundo João Paulo Saraiva, o município definiu a cobrança para novembro com o intuito de “não criar grandes alterações ao ritmo de taxação”, fazendo coincidir a altura de cobrança da antiga Taxa Municipal de Conservação de Esgotos com a da Proteção Civil.

 

 

O autarca dos Cidadãos Por Lisboa (eleito nas listas socialistas) assegurou que os proprietários “não vão sentir diferença, [já que] o valor é muito idêntico” ao que era cobrado anteriormente.

 

 

Contudo, a autarquia vai “penalizar fortemente todos aqueles que deixam os edifícios abandonados, deixando vazios urbanos na cidade que prejudicam as pessoas que [aqui] querem residir”, apontou o responsável, referindo que estas situações também originam “problemas de insalubridade, de risco de incêndio e de risco de criminalidade”.

 

 

Na primeira versão do orçamento municipal para este ano, lê-se que a Taxa Municipal de Proteção Civil incide sobre o “valor patrimonial tributário dos prédios urbanos ou frações destes, situados no concelho de Lisboa”.

 

 

Incide ainda “sobre as atividades e usos de risco acrescido em edifícios, recintos ou equipamentos”, tais como as redes de distribuição de gás, de água e de eletricidade, a rede ferroviária e as infraestruturas aeroportuárias e portuárias.

 

 

A estas últimas entidades será aplicada uma taxa anual de 50 mil euros.

 

 

No que toca aos prédios urbanos, a taxa é de 0,0375% do valor patrimonial tributário, subindo para os 0,3% no caso dos prédios degradados, indica a primeira versão do orçamento.

 

 

Já os proprietários dos prédios devolutos ou em ruínas deverão contar, a partir do próximo ano, com uma taxa de 0,6% do valor patrimonial tributário.

 

 

João Paulo Saraiva informou que estão em vista “investimentos associados ao sistema de proteção civil” na cidade e que se prendem, por exemplo, com a modernização do Regimento de Sapadores Bombeiros, ao nível das instalações, dos equipamentos e da operacionalidade.

 

 

Antes do orçamento deste ano, existia uma taxa que englobava o saneamento básico e a recolha de resíduos urbanos e que estava incluída na fatura da água. Em janeiro, a autarquia autonomizou estas tarifas, no seguimento da imposição da reguladora do setor, o que levou a aumentos nas faturas da água.

 

 

“Estamos a monitorizar” o processo, ao nível do impacto financeiro para famílias e empresas, “mas para podermos apresentar alguns resultados teremos de demorar mais um pouco”, observou João Paulo Saraiva.

 

 

O autarca entrou há cerca de dois meses para o executivo, após a saída do ex-presidente, António Costa.

 

 

Diana Quintela / Global/11/6/2015

 

 

Jornal italiano acusa a FIFA de favorecer a Coreia do Sul no Mundial de 2002

Coreia do Sul comemora a vitória sobre a Espanha nos quartos de final do Mundial de 2002.

 

 

 

A FIFA poderá adicionar mais um escândalo de corrupção à lista. De acordo com o jornal italiano Corriere dello Sport, a federação internacional de futebol teria favorecido a Coreia do Sul durante o Mundial de 2002, realizado conjuntamente entre a Coreia e o Japão. Numa reportagem publicada esta sexta-feira, o jornal afirma que Jack Warner, ex-vice-presidente da FIFA e ex-presidente da CONCAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), teria influenciado a equipa de árbitros para beneficiar a seleção coreana no jogo contra a Espanha nos quartos de final. O objetivo era favorecer a chegada do país anfitrião à fase final da competição.

 

 

 

Segundo o Corriere dello Sport, Warner escolheu o árbitro egípcio Al-Ghandoury e o assistente tobaguiano Michael Ragoonath para apitar o jogo, marcado pelos dois golos anulados à equipa espanhola e por diversas decisões contestadas pela Espanha, que resultaram num empate a zero até o tempo regulamentar. O jogo foi decidido nos penáltis, com a vitória da Coreia do Sul por 5 – 3.

 

 

 

“[Os italianos] Sempre esperamos o pior possível do presidente da FIFA, Joseph Blatter: tínhamos denunciado o ‘complot’ no campo, agora as investigações do FBI demonstram que a FIFA ia muito, muito mais além”, afirma o jornal.

 

 

 

Apesar de não acusar Warner formalmente pela escolha da equipa de árbitros para o jogo entre a Coreia do Sul e Itália, nos oitavos de final, o Corriere dello Sport também vê com ceticismo o resultado do jogo que deu a vitória de 2 – 1 no prolongamento aos coreanos.

 

 

 

O árbitro equatoriano Byron Moreno, responsável pelo jogo, expulsou o jogador Francesco Totti, decisão que foi duramente contestada após o jogo, além de ter anulado um “golo de ouro” de Tomassi, que garantiria a classificação da Itália aos quartos de final. Moreno foi recentemente libertado de uma sentença de 26 meses por tráfico de drogas em Nova Iorque, segundo avançou a publicação.

 

 

 

Antes, na primeira fase da competição, os coreanos enfrentaram Portugal no Grupo D, num confronto marcado pela expulsão do jogador João Vieira Pinto aos 26 minutos, após uma falta registada pelo árbitro Ángel Sánchez. No mesmo jogo, Beto foi expulso aos 65 minutos de jogo, com acumulação de cartões amarelos. Resultado? A partida terminou com o resultado de 1-0 para os coreanos. A publicação italiana, no entanto, não cita esta partida entre as acusações feitas ao ex-dirigente da FIFA.

 

 

 

Jack Warner esteve detido numa prisão de Trinidad e Tobago, após ser relacionado ao escândalo de corrupção da federação, que indiciou antigos e atuais dirigentes por associação criminosa e corrupção. Ele abandonou a prisão numa ambulância esta sexta-feira, alegando sofrer esgotamento, após pagar uma caução de cerca de 360 mil euros.

 

 

 
Getty Images/Milton Cappelletti

 

 

Observador

 

 

05/05/2015

 

 

 

 

Parlamento Britânico aprova Projeto de Lei que permite Referendo sobre União Europeia

O projeto de lei que vai permitir convocar no Reino Unido um referendo sobre a permanência na União Europeia foi hoje aprovado no parlamento britânico com o voto da maioria dos deputados.

 

 

 

Com a aprovação, a Câmara dos Comuns deu luz verde à legislação que vai permitir ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, convocar o referendo antes do final de 2017.

 

 

 

O texto, que prevê questionar os britânicos sobre se “Deverá o Reino Unido permanecer como membro da União Europeia?”, vai agora passar por uma nova fase, durante a qual vão ser debatidas mudanças e emendas a cláusulas em particular.

 

 

 
A oposição trabalhista, que subscreve o pedido de consulta, mas que fará campanha a favor do ‘sim’, defende que a lei deve ser revista para ser autorizado o voto a pessoas com 16 e 17 anos de idade.

 

 

 

O Partido Nacionalista Escocês, com um peso inédito na Câmara do Comuns desde as eleições de 07 de maio, defende que os cidadãos da União Europeia residentes no Reino Unido devem participar no referendo, uma opção vetada no projeto de lei dos conservadores.

 

 

 
O primeiro-ministro britânico comprometeu-se na última campanha eleitoral fechar um acordo com Bruxelas e convocar um referendo antes do final de 2017, mas não descartou a possibilidade de antecipar o referendo para 2016 se as negociações com a União Europeia ficarem concluídas antes do previsto.

 

 

 
Segundo as últimas sondagens, 16% por cento dos britânicos vão votar a favor da permanência na União Europeia, enquanto 12% vai defender a saída.

 

 

 
Dos restantes cidadãos britânicos, que ainda não têm uma posição definitiva, 31% aponta para a permanência na União Europeia, enquanto 28% estão mais inclinados para votar na saída.

 

 

 
O projeto de lei foi aprovado com 544 votos a favor e 53 contra.

 

 

 

 

 
Foto: POOL New

 

 

 
Reuters

 

 

 

 

Juiz dos EUA condena Argentina a pagar 4.700 milhões de euros a credores

Um juiz dos Estados Unidos condenou, esta sexta-feira, a Argentina a pagar cerca de 5,2 mil milhões de dólares (4,7 mil milhões de euros) a aproximadamente 500 credores que querem ser ressarcidos nos mesmos termos de outros detentores da dívida.

 

 

 

O veredito, de 26 páginas, assinala que Buenos Aires incorreu em violação da cláusula de igualdade de tratamento dos seus contratos.

 

 

 

A Argentina encontra-se envolvida numa batalha jurídica com fundos especulativos que recusaram as reestruturações da dívida feitas em 2005 e 2010.

 

 

 

Juiz dos EUA condena Argentina a pagar 4.700 milhões de euros a credores1

 

A cidade de Buenos Aires, capital da Argentina

 

 

 

 

A justiça norte-americana condenou anteriormente Buenos Aires a pagar 1,3 mil milhões de dólares (mil milhões de euros) à NML Capital e Aurelius, dois fundos “abutres” especializados no pagamento de dívidas de risco e detentores de menos de 1% da dívida em causa.

 

 

 

 

A Argentina recusa-se, porém, a pagar sob o argumento de que isso comprometeria toda a reestruturação aceite pela maioria dos credores.

 

 

 

O juiz norte-americano responsável pelo litígio, Thomas Griesa, fez saber da existência de 36 ações, envolvendo cerca de 500 credores, os quais exigem ser ressarcidos nas mesmas condições definidas para os fundos “abutre” norte-americanos.

 

 

 

Griesa tinha decretado que a Argentina não podia fazer pagamentos da dívida reestruturada (dívida relativa à falência de 2001) sem pagar primeiro aos fundos especulativos, NML Capital and Aurelius Capital Management.

 

 

 

Os dois fundos recusaram-se a participar na reestruturação, ao contrário da maioria dos credores, e exigem o pagamento total dos títulos, acrescidos de juros.

 

 

 

A recusa em pagar aos “fundos abutres” e o congelamento dos pagamentos aos restantes credores imposto por Griesa levou o país a nova falência, no final de julho do ano passado.

 

 

 

Estes fundos de investimento, à semelhança dos 500 que ganharam a causa esta sexta-feira, fazem parte dos 7% dos credores que rejeitaram os termos da reestruturação da dívida.

 

 

 

Carmine Boccuzzi, advogado da Argentina, estimou, durante uma audiência realizada no passado dia 29 de maio, que a dívida dos cerca de 500 demandantes representava aproximadamente 5,2 mil milhões de dólares (4,7 mil milhões de euros).

 

 

 

O Ministério da Economia argentino reagiu já, revelando, em comunicado, que pretende recorrer da decisão judicial nos Estados Unidos.

 

 

 

“Estes demandantes são os mesmos fundos abutre que obtiveram uma decisão idêntica no passado, só que agora disfarçam-se em novas causas (…) com o objetivo de exercer mais pressão”, disse o ministério argentino liderado por Axel Kicillof.

 

 

 
ALEJANDRO PAGNI/AFP

 

 

 

06/06/2015

 

 

 

 

Enviado das Nações Unidas para a Líbia avisa que país pode tornar-se um ‘Estado falhado’

O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Líbia, Bernardino León, avisou que o país “chegou ao limite” e que, se não houver um acordo em breve, a Líbia poderá tornar-se um “Estado falhado”.

 

 

 

“Se as partes [em conflito] não entendem que a Líbia chegou ao limite, o resultado poderá ser a transformação do país num Estado falhado”, declarou, citado pela agência espanhola EFE.

 

 

 

O diplomata espanhol chegou esta manhã à capital argelina procedente do Qatar para preparar uma reunião, prevista para a próxima semana em Marrocos, na qual as partes em conflito na Líbia deverão limar as suas discordâncias.

 

 

 

O encontro, na localidade marroquina de Sirjaat, ainda não foi confirmado, já que até ao momento apenas o Governo internacionalmente reconhecido, estabelecido em Tobruk, confirmou a sua presença.

 

 

 

O grupo que exerce o poder em Tripoli, considerado rebelde, é o mais reticente a aceitar o plano de paz proposto por Bernardino León, já que acredita que este é uma mera manobra para ganhar tempo e que não soluciona os problemas essenciais.

 

 

 

 

Enviado da ONU para a Líbia avisa que país pode tornar-se um ‘Estado falhado’24

 

 

A este respeito, o enviado da ONU insistiu hoje na urgência de que ambas as partes aceitem “renúncias difíceis”, já que o espetro do colapso financeiro e o fortalecimento do ramo líbio do grupo extremista Estado Islâmico (EI) colocam o país “a escassos centímetros do abismo”.

 

 

 

Enviado da ONU para a Líbia avisa que país pode tornar-se um ‘Estado falhado’19

 

 

“A insegurança financeira e a presença do ramo do EI devem unir ambas as partes em conflito”, acrescentou o enviado especial.

 

 

 

A Líbia tem sido palco de conflitos armados internos desde que em 2011 uma revolta contra Muammar Kadhafi degenerou em guerra civil, conseguindo depois de oito meses de conflito derrubar o regime após a intervenção da comunidade internacional.

 

 
Dois governos, um considerado ilegítimo, estabelecido em Tripoli, o outro internacionalmente reconhecido com sede em Tobruk, lutam pelo poder, enquanto grupos extremistas aproveitam o caos para ganhar terreno.

 

 

 

Nos últimos meses, o ramo líbio do EI consolidou a sua posição na cidade de Derna no leste do país, e avançou sobre a localidade costeira de Sirte, a cerca de 250 quilómetros de Tripoli, onde já dominam alguns bairros.

 

 

 

O grupo terrorista ocupou a base militar de Qardabiya, desde a qual se controla o aeroporto civil de Sirte, a 29 de maio.

 

 

 

Segundo testemunhas no terreno citadas pela EFE, o EI já está próximo das ruínas do que um dia foi o projeto megalómano de Kadhafi – o Grande Rio Artificial – e aviões leais ao Governo de Tobruk bombardearam as zonas controladas pelo grupo, sem o conseguir expulsar.

 

 

 

A 31 de maio, um atentado suicida do EI abalou a cidade de Misrata, considerado o último bastião de resistência antes da capital, e o grupo conseguiu avanços militares em Benghazi, segunda cidade do país e cenário desde há um ano de duros combates entre as forças das duas partes em conflito.

 

 

 
AFP

 

 

03/06/2015

 

 

 

Chanceler Merkel critica pena de morte no Egito em agitada conferência de imprensa com Presidente Al-Sissi

A chanceler alemã, Angela Merkel, criticou o recurso à pena de morte no Egito, mas defendeu o reforço das relações económicas bilaterais, numa agitada conferência de imprensa durante a polémica visita a Berlim do presidente Al-Sissi.

 

 

 
Angela Merkel criticou a aplicação da pena de morte, afirmando que a Alemanha não admite a pena capital “em circunstância alguma”, mesmo tratando-se de “atividades terroristas” ou quaisquer outras que envolvam “a segurança do Estado”.

 

 

 
A chanceler alemã salientou, no entanto, o papel do Egito numa região marcada pela instabilidade e sustentou que o reforço dos laços comerciais entre a Alemanha e o Egito contribuirá para aprofundar “a estabilidade através do desenvolvimento económico” no país.

 

 

 

“Temos uma perspetiva diferente da sua em relação à pena de morte. Está ancorada na nossa legislação e integra a nossa ordem constitucional”, disse por seu lado Abdel Fatah al-Sissi, sem ter sido questionado sobre o assunto.

 

 

 

A visita de Al-Sissi a Berlim, onde foi recebido com honras militares pelo governo mas também por protestos nas ruas, desencadeou polémica na imprensa devido ao apoio do Egito a regimes repressivos no combate ao extremismo islâmico e à condenação à morte, a 16 de maio, do presidente islamita deposto Mohamed Morsi.

 

 

 

Al-Sissi, ex-Chefe do Estado-Maior egípcio, liderou a deposição de Morsi em 2013 e lançou uma vaga de repressão de islamitas que fez centenas de mortos e milhares de detidos, muitos condenados à morte em julgamentos rápidos.

 

 

 
Na conferência de imprensa conjunta, uma mulher gritou para al-Sissi chamando-lhe “assassino”, o que levou muitos dos jornalistas egípcios presentes a defender o presidente com aplausos e gritos de “longa vida ao Egito”, enquanto Merkel e al-Sissi abandonavam a sala acompanhados de seguranças.

 

 

 
O presidente do parlamento alemão, Norbert Lammert, cancelou uma reunião com al-Sissi devido “à perseguição sistemática de grupos oposicionistas com detenções em massa, condenações a longas penas de prisão e um número incrível de sentenças de morte”.

 

 

 
Mas durante os dois dias de visita al-Sissi reuniu-se com o presidente alemão, Joachim Gauck, e ainda tem previstos encontros com o vice-chanceler, Sigmar Gabriel, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier.

 

 

 
Segundo a imprensa egípcia, o presidente irá assinar em Berlim vários acordos nos sectores das energias renováveis e petróleo em encontros com grandes empresas alemãs.

 

 
Pelo menos cinco grandes organizações internacionais de defesa dos direitos humanos — entre as quais a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch — apelaram a Angela Merkel para pressionar al-Sissi a pôr fim “à mais grave crise de direitos humanos no Egito em décadas”.

 

 

 

Durante o encontro com Merkel, grupos de manifestantes denunciaram a repressão e perseguição de opositores e as limitações à liberdade de imprensa no Egito. A alguma distância, grupos leais a al-Sissi manifestavam-se também a seu favor.

 

 

 

BRITTA PEDERSEN/EPA

 

 

03/06/2015

 

 

 

Professor Emérito John Nash – Eminente Matemático faleceu após acidente de taxi em New Jersey

O matemático norte-americano John Nash, prémio Nobel em 1994, morreu sábado passado em Nova Jersey, nos Estados Unidos, num acidente de viação, quando viajava de taxi com a sua mulher.

 

 

 

O condutor do taxi perdeu o controlo do carro quando ultrapassava outro veículo e na sequência do acidente morreram John Nash, de 86 anos, e a sua mulher, Alicia, de 82.

 

 

 

Segundo o sargento Gregory Williams, porta-voz da polícia de Nova Jersey, o motorista do táxi que levava o casal perdeu o controlo do veículo ao tentar ultrapassar outro carro e colidiu contra uma grade de protecção. “Nash e Alicia foram ejectados do carro e morreram no local. Já os motoristas do táxi e do outro veículo foram resgatados e não correm risco de morte”, refere o sargento.

 

 

Professor Emérito John Nash - Eminente Matemático faleceu após acidente de taxi3

 

 

 

 

Professor Emérito John Nash - Eminente Matemático faleceu após acidente de taxi4

 

 

 

 

 

Professor Emérito John Nash - Eminente Matemático faleceu após acidente de taxi2

 

 

 

John Nash revolucionou o estudo da teoria dos jogos na matemática, tendo sido vencedor do Prémio Nobel da Economia em 1994. Mas foi através do filme “Uma Mente Brilhante”, protagonizado por Russell Crowe, que a sua vida se tornou conhecida do grande público.

 

 

 

Professor Emérito John Nash - Eminente Matemático faleceu após acidente de taxi8

 

 

 

Ao longo de 20 anos, John Nash lutou contra a esquizofrenia, que o impediu de se distinguir mais cedo no seu campo de estudos. Era um teórico excepcional, mas frequentemente perturbado pelas alucinações próprias da doença de que sofria.

 

 

Professor Emérito John Nash - Eminente Matemático faleceu após acidente de taxi6

 

 

 

Foi na época da faculdade que ele começou a desenvolver as ideias, tais como a teoria dos jogos não cooperativos por trás do processo de decisão, conhecida como a teoria do equlibrio de Nash. Esta teoria, publicada pela primeira vez em 1950, forneceu uma ferramenta matemática para analisar situações competitivas e foi aplicada não só à economia mas também às ciências sociais e biologia.

 

Professor Emérito John Nash - Eminente Matemático faleceu após acidente de taxi7

 

 

Foi a obra de Sylvia Nasar, biógrafa de John Nash e antigo membro do comité para o Nobel da Economia, que foi adaptada ao cinema – publicada em 1998 com o nome que seria dado à longa-metragem. O filme chegou ao grande ecrã três anos depois, tendo vencido quatro categorias nos Óscares da Academia de 2001: melhor filme, melhor realizador, melhor argumento adaptado e melhor atriz secundária.

 

 

 

Professor Emérito John Nash - Eminente Matemático faleceu após acidente de taxi9

 

 

O actor Russel Crowe, que interpretou o papel de Nash, lamentou na rede social ‘Twitter’ a morte do matemático. “Abalado. O meu coração está com a família de John e Alicia. Uma parceria espantosa. Mentes brilhantes, corações maravilhosos”.

 

 

 

Professor Emérito John Nash - Eminente Matemático faleceu após acidente de taxi5

 

 

 
Sara Piteira Mota

 

 

Economico

 

 
05/06/2015

 

 

 

 

David Letterman: o último Show do Mestre da Folia que fez Troça dos Americanos durante 34 anos.

David Letterman - O último Show do Mestre da Folia que fez Troça dos Americanos durante 34 anos2Em cima David Letterman, o maior joker dos Estados Unidos dos últimos 34 anos, decidiu reformar-se das artes cómicas da sátira, da troça e do ridículo, e que através da folia e do gozo fazem das pessoas sérias uns tolos. Naturalmente não é uma pessoa do qual sentiremos falta ou saudade.

 

 

 

Das primeiras piadas num programa de meteorologia até ao humor que mudou a forma de fazer rir na televisão americana: David Letterman deixou o Late Show ao fim de 34 anos.

 

 
Estávamos a 1 de fevereiro de 1982 nos estúdios da NBC em Nova Iorque. O humorista Calvert DeForest vestira mais uma vez a pele de Larry “Bud” Melman para dar “uma palavra de alerta amistoso” sobre o novo programa que estava prestes a estrear, apresentado por David Letterman..

 

 
“Eu acho que vai emocionar-vos, pode até chocar-vos”, avisava Bud. Depois, um grupo de bailarinas com penas de pavão – a mascote do programa – lançava a estreia de Letterman. Trinta e três anos depois, o humorista americano despede-se do Late Show e fecha “uma era no entretenimento”, como escreve a BBC. O último episódio acontece esta quarta-feira.

 

 

 

A história de como David Letterman influenciou o modo de fazer televisão nos Estados Unidos é explicada pelo mesmo jornal.

 

 

Naquela altura da estreia, era apenas “um homem que não devia estar acordado até tão tarde”, nas palavras das bailarinas. Tinha 35 anos e prometia substituir Johnny Carson e Jack Paar com um humor “excêntrico e ousado”. Mas David Letterman já tinha dado provas da habilidade para o humor no início dos anos setenta, quando apresentava a rubrica meteorológica num canal de televisão de Indianopolis.

 

 

O salto para o mundo do espetáculo foi dado depois, quando se mudou para a Califórnia, onde protagonizou alguns momentos de humor ao lado de Jay Leno – com quem rivalizou a carreira inteira e de quem nunca se inibiu de fazer piadas – no palco da Comedy Store, em Los Angeles. Foi numa dessas atuações que Carson reparou em Letterman e o convidou para participar no The Tonight Show regularmente.

 

 

 

A NBC tinha-o então à experiência e recusava-se a largar o humor de umhomem capaz de conquistar o público masculino mais jovem. Foi por isso que David Letterman ganhou um espaço nas manhãs do canal americano que, apesar de ter durado pouco tempo por falta de audiências, ainda conquistou um Emmy. Das manhãs passou para as noites, onde preenchia a hora seguinte ao The Tonight Show de Carson.

 

 

 

O facto de ter andado de mão dada com o programa de Carson obrigou David Letterman a reciclar o humor praticado no canal. Da comédia morna que vigorava nas noites americanas, a nova aposta da NBC decidiu passar para um espetáculo mais expontâneo. E resultou: David Letterman ganhou um espaço na comédia televisiva e passou a apresentar o Late Night.

 

 

 

Entretanto, a CBS manteve debaixo de olho o trabalho de Letterman no canal concorrente. E em troca de um salário mais expressivo, o humorista acabou por largar a NBC. O programa mudou de nome: passou a designar-se Late Show a 30 de agosto de 1993. As semelhanças com o primeiro episódio de Late Night foram essencialmente duas: o estilo incontornável de Letterman e o primeiro convidado, Bill Murray.

 

 
A energia inicial que conquistava o público alvo começou a desvanecer, mas Letterman já tinha construído uma personagem segura no panorama da comédia nacional e já havia influenciado alguns formatos britânicos. Na BBC, o escritor e crítico Keith Uhlich opina que o “entusiasmo com o humorista diminui devido ao modo como transparecia o seu desagrado por alguns convidados”. Podia mesmo tornar-se “presunçoso”, ou confissões, como quando convidou os médicos que o operaram ao coração em 2000 ou quando falou dos alegados casos com funcionárias do programa em 2009.

 

 
E agora, nos últimos minutos de um programa com mais de 6 mil episódios, qual será o comportamento de Letterman? “Revitalizar a energia”, escreve Uhlich, até através dos convidados com quem interage – Julia Roberts, Obama ou Adam Sandler, por exemplo.

 

 
Letterman nasceu em 1947. Aos 35 anos tornou-se apresentador do Late Show da NBC. Anos depois o formato mudou-se para a CBS.

 

 
Foto: AFP/Getty Images

 

Observador

 

05/06/2015

 

 

 

 

Senado dos EUA chumba diploma para limitar recolha de dados pela NSA

O Senado norte-americano chumbou, na madrugada deste sábado, o “USA Freedom Act”, projeto de lei que pretendia limitar a recolha de dados em massa de cidadãos dos Estados Unidos, pela NSA.

 

 

 

O diploma contava com o apoio do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e já tinha sido aprovado na Câmara de Representantes há cerca de uma semana. Mas, na madrugada deste sábado, foi rejeitado no Senado. O “USA Freedom Act” pretendia acabar com a recolha massiva de dados de cidadãos norte-americanos, incluindo telefónico, pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla inglesa).

 

 

 
O projeto de lei – rejeitado por 57 votos contra e 42 a favor – pretendia alterar o “Patriot Act”, um artigo que expira no próximo dia 1 de junho e que tinha sido adotado após os atentados de 11 de setembro de 2001, numa tentativa de aumentar a vigilância na luta contra o terrorismo. Os democratas e, ainda, 12 republicanos votaram a favor do novo diploma.

 

 

 
Recorde-se que o programa de recolha em massa de dados foi trazido a público há dois anos por Edward Snowden, ex-funcionário da NSA, atualmente exilado na Rússia. No início do mês, também um tribunal federal havia declarado ilegal o programa de recolha massiva e sistemática de dados de cidadãos, mesmo daqueles que nada têm a ver com o terroismo.

 

 

 
Segundo a formulação que estava prevista no novo diploma, que vigoraria até 2019, o Governo não deixaria de conseguir aceder aos dados telefónicos das companhias telefónicas (metadados), mas só poderia fazê-lo mediante autorização judicial.

 

 

 

O Senado voltará a reunir-se no próximo dia 31 de maio para abordar o assunto, um dia antes do conteúdo do “Patriot Act” expirar.

 

 

 
FOTO: PAUL J. RICHARDS / AFP / GETTY IMAGES

 

 
MARIA JOÃO BOURBON

 

 

OBSERVADOR

 

 

07/06/2015