Chineses acusados de espionagem por roubarem tecnologia norte-americana

Seis cidadãos chineses, entre eles três professores universitários, estão a ser acusados de espionagem por roubarem tecnologia para beneficiarem universidades e empresas controladas por Beijing.

 

 
Hao Zhang e Wei Pang, professores da Universidade de Tianjin, terão planeado roubar a tecnologia FBAR, dispositivo sem-fios que permite filtrar sinais indesejados de telefones móveis e outros aparelhos. Os dois professores, e mais um grupo de chineses, criaram alegadamente uma empresa de produção de FBAR, em Tianjin.

 

 

 
John Carlin, advogado assistente da Segurança Nacional norte-americana, defende que os professores universitários que “obtiveram ilegalmente” a tecnologia, “partilharam os segredos com o Governo chinês para terem vantagem económica”, segundo declarações ao Washington Post. “A espionagem económica impõe grandes custos aos negócios americanos.

 

 

 
Enfraquecem o mercado global e destroem os interesses norte-americanos por todo o mundo”, acrescentou Carlin.

 

 

 

Hao Zhang, de 36 anos e formado em engenharia na Universidade da Califórnia do Sul, foi preso no passado sábado, 16 de maio, no aeroporto Internacional de Los Angeles. Voava da China para os Estados Unidos, para participar numa conferência. Zhang e Wei Pang, de 35 anos, estavam a liderar uma pesquisa no FBAR, em inglês Thin-film bulk acoustic resonator, uma tecnologia patrocinada pelo Departamento de Defesa norte-americano.

 

 

 

A espionagem económica chinesa tem sido uma preocupação para o Governo norte-americano. Suspeita-se que o esquema tenha começado há cerca de uma década. Em 2006, Zhang, Pang e os seus alegados co-conspiradores, começaram a desenvolver um plano de negócio, começando a solicitar parcerias com universidade chinesas interessadas na tecnologia FBAR.

 

 

 
Caso os seis acusados forem condenados, esperam-lhes severas sentenças, visto que a justiça norte-americana guarda graves consequências para casos de espionagem.

 

 

 

Foto: AFP/Getty Images

 
Observador

 
09/06/2015

 

 

 

Portugueses na Venezuela divididos entre a Apreensão e a Esperança

A comunidade portuguesa radicada na Venezuela divide-se entre a apreensão e a esperança em quanto ao futuro do país de acolhimento, disse em Caracas, o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo.

 

 

 

“Noto que há alguma apreensão, que as pessoas estão um pouco assustadas, neste momento, com a sua vida aqui, com a situação atual da Venezuela, mas também noto que há uma esperança, que as pessoas não querem deixar este país”, disse.

 

 

 

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Fotografia panoramica da capital venuzuelana, a cidade de Caracas. Faça um clique sobre a fotografia para ver a cidade em grande pormenor.

 

 

Paulo Cafôfo falava no Centro Português de Caracas, no âmbito de uma visita de cinco dias à Venezuela, onde hoje participou num evento de beneficência organizado pela Academia do Bacalhau de Caracas, o jornal Diário de Notícias da Madeira e o banco Banif.

 

 

 

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Fotografia do centro da cidade de Caracas, Venezuela.

 

 

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Fotografia do centro da cidade de Caracas, Venezuela.

 

 

 

“Estamos a falar de pessoas que já nasceram cá, que se sentem portuguesas e que essas pessoas não querem deixar este país apesar de terem alma portuguesa. Aquilo que encontrei foi um pouco de receio mas também de esperança e de quererem lutar por este país”, frisou.

 

 

 

Paulo Cafôfo adiantou que a Câmara Municipal do Funchal “criou uma serie de incentivos, nomeadamente no âmbito da regeneração urbana” para que os conterrâneos “possam investir e possam na verdade apostar naquilo que e a sua terra”.

 

 

 

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O crepúsculo do dia em Caracas, Venezuela.

 

 

“E não basta virmos aqui com promessas ou falsas promessas, aquilo que estamos a fazer é, com toda a sinceridade, criar condições para que possam regressar à terra, para que possam investir, mesmo os que não queiram regressar, mantendo aqui uma ligação que é muito importante para nós, enquanto portugueses”, disse o autarca que visita a Venezuela pela primeira vez.

 

 

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Fotografia aérea do maior clube português no mundo, o Centro Português de Caracas, na Venuzuela. Completamente seguro e isolado do exterior com uma grande muralha, só permite a entrada aos seus associados. No seu interior funcionam escolas, salas de cinemas, restaurantes, centros comerciais, piscinas, campos de futebol, campos de ténis, etc, etc, tudo o que possa imaginar numa pequena cidade. O centro tem capacidade para vários milhares de pessoas. Uma referência de primeira qualidade para todos os dirigentes de clubes portugueses à volta do mundo.

 

 

 

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As crianças vão ao banho na Piscina Olímpica do Centro Português de Caracas, na capital da Venuzuela.

 

 

 

Questionado sobre a existência de um sistema de controlo cambial que impede o livre acesso a moeda estrangeira no país e dificulta o envio de remessas para o estrangeiro, salvo que sejam autorizadas pelas autoridades venezuelanas, o autarca do Funchal disse que “tem havido contactos com a Embaixada portuguesa, com o Governo português e mesmo com a Embaixada da Venezuela em Portugal, no sentido de agilizar esses procedimentos”.

 

 

 

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Duas fotografias da Piscina Olímpica do Centro Português de Caracas, na Venuzuela.

 

 

 

“Aquilo que nós podemos fazer é uma magistratura de influência, procurando com a nossa pressão que também possamos ser a voz daqueles vivem aqui e é isso que também queremos ser a voz, expor os problemas e ser um canal de transmissão para o Governo regional e o da República, das necessidades dos nossos conterrâneos”, concluiu.

 

 

 

 

Portugueses na Venezuela divididos entre a apreensão e a esperança9

 

 

Fotografia da piscina do Centro Português Venezuelano de Guayana.

 

 

A Região Guayana da Venezuela é uma região administrativa da Venezuela. A região tem uma população de 1.383.297 de habitantes e um território de 458.344 km². É fronteiras da nação independente da Guiana (anteriormente Guiana Inglesa), que faz parte da Guianas. Geograficamente faz parte do Planalto das Guianas. A Região Guayana compreende três dos Estados federais: Amazonas, Bolívar e Delta Amacuro.

 

 

 
Foto: Miguel Gutierrez/EPA

 
JN

 

 

07/06/2015

 

 

 

Praça das Flores em Lisboa foi um Trampolim para a Cultura Portuguesa

A 6 de Junho, a Praça das Flores, em Lisboa, foi ocupada pelo arranque do “Trampolim Gerador”, sob o tema “A Palavra”. Um trampolim que permite o acesso e a participação de todos na cultura portuguesa que aqui quer dar um salto.

 

 

O evento contou com a presença de 100 autores, distribuídos por cerca de 40 iniciativas, em 22 locais tão “inusitados” como uma peixaria, restaurantes e lojas, avança a organização, sublinhando que o evento regressa a cada três meses, em “espaços ricos em vivências” e sempre com um tema diferente.

 

Praça das Flores vai ter um trampolim para a cultura5

A Praça das Flores, em Lisboa.

 

 
Segundo Miguel Bica, mentor da iniciativa organizada pela associação Gerador, o objectivo foi tornar a cultura mais “fácil”, através do acesso a um conjunto de propostas artísticas destinadas a “quem consome e a quem está mais afastado da cultura”. Pretendem valorizar a cultura portuguesa e todos os que a geram, promovendo actividades que vão dos concertos a workshops de cozinha, passando por leituras de poesia, teatro, exposições de fotografia e arte urbana.

 

 

Praça das Flores vai ter um trampolim para a cultura2

 

Coube aos autores fazer chegar “propostas de qualidade” ao evento, afirma a organização, no qual decorreu uma oficina de Mirandês, por Alfredo Cameirão, uma mostra fotográfica, de Vitorino Coragem, um concerto de ópera, por Ana Serro, Paulo Viana e Carlos Faria, bem como um workshop de cozinha, dado pelo Chef Daniel Cardoso.

 

 

 

Praça das Flores vai ter um trampolim para a cultura4

 
Para além disso, a história da Praça das Flores, local escolhido para esta edição, foi contada por Fernanda Freitas que, juntamente com Ângelo Torres, apresentou propostas a integrar no evento. Com uma edição anterior que “correu muito bem”, sublinha Miguel Bica, o evento regressou este ano, esperando ganhar novos públicos.

 

 

 

A entrada no “Trampolim Gerador” foi gratuita.

 

 

 

Praça das Flores vai ter um trampolim para a cultura3

 

 

 

PEDRO CUNHA

 

 

Texto editado por Ana Fernandes/ RITA REBELO

 
07/06/2015

 

 

 

 

Assembleia da República aprova Nacionalidade para netos de Portugueses nascidos no estrangeiro

A maioria PSD/CDS e o PS aprovaram hoje, no parlamento, em votação final global, um diploma que passa a estender a possibilidade de aquisição da nacionalidade portuguesa originária aos netos de portugueses nascidos no estrangeiro.

 

 

 

Em relação a este projeto, que partiu da maioria PSD/CDS, o PCP, o Bloco de Esquerda e “Os Verdes abstiveram-se, enquanto os deputados socialistas Isabel Moreira e Pedro Delgado Alves contrariaram a orientação da sua bancada e votaram contra.

 

 

Apesar de ter havido uma ampla maioria de votos favoráveis sobre esta alteração à lei da nacionalidade, o consenso entre as bancadas da maioria PSD/CDS e o PS só foi conseguido momentos antes da votação final global, quando foi viabilizada por sociais-democratas e democratas-cristãos uma proposta de alteração apresentada pelos socialistas, na qual se condicionava a aquisição de nacionalidade por netos de emigrantes portugueses à existência “de laços de efetiva ligação à comunidade nacional”.

 

 

Com a emenda proposta pelo deputado socialista Jorge Lacão, a atribuição da nacionalidade portuguesa originária a netos de emigrantes ficará assim dependente da demonstração pelo requerente de “conhecimentos suficientes da língua portuguesa” e da existência de “contactos regulares com o território português”.

 

 

Ficará ainda dependente de não existir “qualquer condenação (com trânsito em julgado de sentença) pela prática de crime punível com pena de prisão de máximo igual ou superior a três anos, segundo a lei portuguesa”.

 

 

Apesar destas alterações, que levaram PCP e Bloco de Esquerda a considerar ter-se “evitado o mal maior”, a deputada socialista Isabel Moreira insistiu no voto contra o projeto de alteração à lei da nacionalidade, justificando-o por “uma questão jurídica e outra prática”.

 

 

“Do ponto de vista jurídico, a aquisição da nacionalidade referente às situações em questão, que eu desejo, deve ser feita por naturalização e não pela via da aquisição originária da nacionalidade. Por causa deste erro jurídico na formulação da lei, torna-se impossível ao requerente fazer prova dos requisitos exigidos, uma vez que se reporta ao momento do nascimento”, alegou a deputada do PS, especialista em Direito Constitucional.

 

 
Antes deste conjunto de alterações ter sido aprovado em plenário, na especialidade, os deputados António Filipe (PCP) e Cecília Honório (Bloco de Esquerda) criticaram duramente a versão inicial proposta pela maioria PSD/CDS, já que se poderia abrir a possibilidade de atribuição da nacionalidade portuguesa originária a um cidadão que não fala português, nem nunca esteve em território nacional.

 

 

 

“No limite, esse cidadão, que obtém por via administrativa a nacionalidade portuguesa, desde que tenha mais de 35 anos, até pode ser candidato a Presidente da República, mesmo que não saiba falar português”, apontou António Filipe.

 

 

Depois de aprovadas as alterações propostas pela bancada socialista, Jorge Lacão vincou que se “chegou a um desfecho feliz numa matéria que podia ter corrido mal e colocar em causa o tradicional amplo consenso político em torno das alterações à lei da nacionalidade”.

 

 
Pela parte do CDS, Telmo Correia disse que a nova lei “é de uma grande generosidade para cidadãos que têm ascendentes portugueses e que querem ser portugueses”, enquanto o social-democrata Hugo Velosa saudou o papel desempenhado pelo secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, e lamentou que o PS “só na quinta-feira tenha pretendido colaborar para a existência de um consenso em relação a esta lei”.

 

 
DN

 

07/06/2015

 

 

 

Caravela ‘Sagres’ embarca barrica de vinho Madeira rumo aos Estados Unidos

O navio “Sagres” escala no sábado no porto do Funchal, onde vai embarcar uma barrica de 350 litros de vinho Madeira rumo aos Estados Unidos, numa iniciativa da Cooperativa Agrícola do Funchal, retomando a tradição do “vinho da roda”.

 

 
“Este vinho é para ir e voltar. O nosso objetivo é criar alguma história, marcar alguma diferença”, explicou à agência Lusa o presidente da Cooperativa Agrícola do Funchal, Coito Pita, realçando que, embora esta seja uma das cooperativas mais antigas do país, fundada em 1951, só recentemente entrou no negócio dos vinhos.

 

 
A história do “vinho roda” remota ao século XVII, quando se verificou que o vinho da Madeira que regressava à Europa nos porões dos navios, depois de uma viagem até às Índias, apresentava uma qualidade substancialmente melhor, mercê da exposição às altas temperaturas nos trópicos.

 

 
A partir de então, os tonéis passaram a ser enviados para as Índias com o único objetivo de enriquecer e valorizar o produto. Em Inglaterra, o “vinho da roda” ganhou uma enorme reputação e era comercializado a preços astronómicos.

 

 
“O nosso objetivo não é vender mais caro, mas tentar ganhar alguma projeção”, salientou Coito Pita, lembrando que, ao contrário de outras instituições, a Cooperativa Agrícola do Funchal não dispõe de vinhos antigos para apresentar no mercado.

 

 

 

A barrica de vinho a embarcar no Navio Escola “Sagres” é da casta Tinta Negra Mole, produzida no Estreito de Câmara de Lobos (costa sul da Madeira) e em São Vicente (norte da ilha). Quando regressar, o vinho será engarrafado e posteriormente comercializado nos Estados Unidos.

 

 
O “Sagres” largou de Lisboa no dia 27 de maio, para efetuar uma viagem de instrução de cadetes da Escola Naval com a duração de 98 dias, sendo que vai escalar sete portos dos Estados Unidos, país onde a declaração de independência, a 4 de julho de 1776, foi brindada com vinho Madeira.

 

 

 

“Trazer o navio ‘Sagres’ à Madeira só para embarcar a pipa significa muito, significa o apoio da Armada à Madeira, ao vinho Madeira e à sua divulgação”, realçou Coito Pita.

 

 
O Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira também se associa a esta iniciativa, com a oferta de várias garrafas de vinho Madeira, com que o comandante do “Sagres”, capitão-de-fragata Alcobia Portugal, brindará os convidados nas receções a realizar nos portos da viagem.

 

 

 
DYC // PMC

 

 
Lusa

 

 

 

 

O Governo do Estado Português já iniciou discussão de contrato de “concessão” com a administração da Lusa

Em cima, a Agência de Notícias do Estado Português, a Lusa, localizada na zona de Benfica em Lisboa. Para além de ser uma empresa pública (nacionalizada) é responsável pela maior parte (senão de todos) dos conteúdos editoriais publicados em jornais portugueses. Conhecida pela sua extrema parcialidade a favor do regime político vigente em Portugal, portanto pela sua inclinação à esquerda, em prole do socialismo chamado de democrático em Portugal, com o qual estão compremetidos todos os partidos políticos constitucionais.

 

 

 

A este propósito e sem querer mudar nada no actual regime de monópolio do Estado Português sobre a ‘liberdade’ de imprensa em Portugal, o ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional afirmou esta terça-feira que já iniciou a discussão do contrato de concessão da agência de notícias Lusa com a administração da empresa. O contrato da Lusa termina no final deste ano.

 

É preciso referir que todas as notícias publicadas nos jornais portugueses são o resultado de uma notícia pre-publicada pela Agência Lusa e enviada para todos jornais, antes destes escolherem pegar na notícia ou não e decidirem publicá-la. O problema de fundo é que quando a notícia da Lusa chega aos jornais, já sofreu um tratamento que se reflecte primeiro, no tema da notícia, o destaque ou enfoque que lhe é dado no próprio titúlo, bem com o angúlo ou ponto de vista com que são abordados os factos e os temas salientes na notícia. Na verdade, o facto de a política editorial dos jornais portugueses estar nacionalizada e monopolizada pelo Estado Português desde a revolução comunista do 25 de Abril de 1974 em Portugal (à 40 anos), tem por reflexo uma mentalidade extremamente fechada na população portuguesa continental em geral. Um exemplo já referido em outras notícias, foi o que sucedeu após as recentes eleições no Reino Unido.  Recorde-se que os ingleses estão a meia-hora de viagem das suas casas de campo e de praia em várias partes de Portugal. O que aconteceu foi que no dia a seguir às eleições não havia notícia dos resultados eleitorais nos jornais, como se nada tivesse acontecido na véspera, bem como na madrugada com emissões televisas em directo com a contagem dos resultados apurados. Em conclusão, se o Porto estivesse a jogar na Luz contra o Benfica a final do campeonato nacional, e se o Porto ganhasse a Taça e em Lisboa não se fizesse notícia desse facto nos jornais, que significaria isso? Ora foi exactamente o equivalente a isso que aconteceu.

 

Ainda assim, o ministro Miguel Poiares Maduro falava na audição regimental da comissão parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, a qual teve como tema central a emigração. “Já iniciámos a discussão do contrato de concessão com a administração da Lusa”, disse o governante, em resposta aos deputados.

 

 

 

“Há um novo Conselho de Administração que entrou em funções no início do ano e esse Conselho de Administração já nos apresentou um primeiro conjunto daquilo que considera ser as orientações estratégicas para orientar-se um mapa de trabalho”, tendo em vista a discussão do novo contrato de concessão da Lusa, disse Miguel Poiares Maduro.

 

Governo já iniciou discussão de contrato de concessão com administração da Lusa1

 

 

 
“E essas orientações estão largamente em linha com aquilo que temos vindo a discutir”, no sentido de “um reforço do papel da Lusa em novas plataformas no digital, mas também da sua internacionalização”, concluiu.

 

 

 
JOÃO RELVAS

 

 

LUSA

 
08/06/2015

 

 

 

Confederação dos Meios de Comunicação diz que problema da Cobertura das Eleições está na Constituição

O projeto de lei que define a cobertura das eleições pelos media, da iniciativa da maioria PSD/CDS-PP, conhecido na segunda-feira, prevê a existência de debates que incluam todas as forças políticas com representação no órgão ao qual se candidatam. Instado a comentar o projeto de lei, José Faustino sublinhou que “o problema está na Constituição, não está na vontade de ninguém” e disse não ver “nos próximos tempos a possibilidade de mudar a Constituição”.

 

 
José Faustino, dirigente da CPMCS em representação da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) falava aos jornalistas na segunda-feira à noite, à margem de um jantar debate organizado pela Confederação que contou com a presença do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro.

 

 

 

“A minha apreciação inicial é de que os dois partidos [PSD e CDS-PP], e muito provavelmente o PS por arrastamento, têm vontade de resolver o problema”, só que do ponto de vista legal constitucional “há acórdãos do tribunal que impedem a total abertura da liberdade editorial”.

 

 
E explicou: “A Constituição diz que em período de campanha eleitoral todos os partidos têm de ser tratados por igual. Acho que, no mínimo, durante a campanha eleitoral vai haver condicionamentos à liberdade editorial”.

 

 

 
No período eleitoral os debates entre candidaturas promovidos pelos órgãos de comunicação social com vista ao esclarecimento dos eleitores em relação às candidaturas que se apresentem a sufrágio “obedecem ao princípio da liberdade editorial e de autonomia de programação” dos media, refere a proposta, a que a Lusa teve acesso. No entanto, o modelo definido pelos media deve “contemplar a participação, no mínimo, conforme os casos das candidaturas das forças políticas já representadas no órgão cuja eleição vai ter lugar e que se apresentem a sufrágio ou daquelas candidaturas que sejam por estas forças políticas apoiadas”.

 

 

 
No caso de referendos, os debates devem incluir “representantes dos partidos políticos representados na Assembleia da República ou de grupos de cidadãos eleitores constituídos para o ato referendário, de forma a assegurar a representação das posições submetidas a referendo”.

 

 

 
O projeto, que estabelece o regime jurídico da cobertura jornalística em período eleitoral e regula a propaganda eleitoral através de meios de publicidade comercial, define que o período eleitoral inclui o período de pré-campanha (a partir do momento em que é publicado o decreto que marca a data das eleições) e o período de campanha, definido na lei.

 

 

 

A proposta de substituição prevê ainda que “os órgãos de comunicação social que integrem candidatos ao ato eleitoral como colaboradores regulares, em espaço de opinião, na qualidade de comentadores, analistas, colunistas ou através de outra forma de colaboração equivalente, devem suspender essa participação e colaboração durante o período da campanha eleitoral e até ao encerramento da votação”. Estas regras são também aplicadas aos media na Internet, “com as devidas adaptações”.

 

 

 

De acordo com o regime sancionatório, os donos dos media que violem o artigo respeitante à igualdade de oportunidades e de tratamento das diversas candidaturas são alvo de uma coima que oscila entre 3.000 e 30.000 euros. A mesma coima é aplicada aos media que violem as regras dos debates entre candidaturas.

 

 

 

As sanções aplicadas aos meios de comunicação social de cariz regional e local “são reduzidas para um terço nos seus limites mínimo e máximo”. O projeto adianta que as coimas “são agravadas em um terço nos seus limites mínimo e máximo em caso de reincidência”.

 

 

 
TIAGO PETINGA

 
LUSA

 
OBSERVADOR

 
26/05/2015

 

 

 

 

Orgãos de Comunicação terão ‘liberdade total’ de cobertura durante pré-campanha

O PSD afirmou que é intenção da maioria garantir aos órgãos de comunicação social a liberdade total de cobertura jornalística durante a pré-campanha eleitoral, deixando cair as restrições que constam da proposta em discussão.

 

 

 

“Tentaremos que na versão final da nossa proposta seja incluído uma lógica de liberdade total no chamado período de pré-campanha eleitoral, ou seja, aquele que dista entre a publicação do decreto que marca a data das eleições e o início da campanha eleitoral propriamente dita”, afirmou o responsável, no parlamento.

 

 

 

Carlos Abreu Amorim falava na primeira comissão no âmbito das audições relativas à nova apreciação na generalidade do projeto de lei do PSD/CDS-PP sobre os princípios que regem a cobertura jornalística das eleições e referendos nacionais, na sequência de um requerimento do grupo parlamentar do PS.

 

 

 

De acordo com o deputado social-democrata, pretende-se assim “afastar qualquer interpretação que existe, que tenta forçar o principio da igualdade e tratamento não discriminatório das candidaturas a todo o período a partir do qual esse decreto que marca a data das eleições exista, remetendo qualquer eventual restrição em obediência a esse imperativo constitucional do principio da igualdade para o período da campanha eleitoral propriamente dita”.

 

 

 

Perante esta posição de Abreu Amorim, o diretor da revista “Visão”, Pedro Camacho, classificou de “essencial” garantir a liberdade total na pré-campanha eleitoral.

 

 

 

“A proposta do PSD não é a nossa proposta, mas para nós é um mal menor. Não é de facto a nossa proposta, mas não deixamos de reconhecer que houve uma grande aproximação entre o PSD e os nossos problemas”, afirmou Pedro Camacho, que foi ouvido esta tarde na mesma comissão.

 

 

 

Já esta manhã, foram ouvidos o diretor executivo da Plataforma de Media Privados, Luís Nazaré, o Sindicato de Jornalistas e a Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social (CPMCS).

 

 

 

A Plataforma de Media Privados reúne a Cofina, Global Media, Impresa, Media Capital, Renascença e Público e tem como objetivo abordar, de forma coordenada, temas estratégicos para o setor dos media.

 

 

 

Em causa está a revisão da lei em vigor sobre o tratamento jornalístico das candidaturas, que é de fevereiro de 1975, e de outra legislação conexa.

 

 

 
MARIO CRUZ

 

 

LUSA

 

 
Observador

 

 

 

09/06/2015

 

 

 

 

Vice Primeiro Ministro Paulo Portas diz que Portugal arrisca voltar à bancarrota com os Socialistas

Paulo Portas disse que, nos últimos quatro anos, o Governo PSD/CDS “não só foi obrigado a tratar da bancarrota”, como conseguiu mudar “o ciclo económico” e que hoje o país está a crescer acima da zona euro.

 

 

 

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, disse este domingo que, com o PS, o país corre o risco de voltar à bancarrota e questionou a forma como os socialistas pretendem criar emprego.

 

 

 

Paulo Portas disse que, nos últimos quatro anos, o Governo PSD/CDS “não só foi obrigado a tratar da bancarrota”, como conseguiu mudar “o ciclo económico” e hoje o país está a crescer acima da zona euro, tem as “exportações a bombar” e o “investimento a disparar”, há cada vez maior criação de emprego e, sobretudo, “confiança” na economia.

 

 

 
“Se assim é, por que é que eu hei de correr o risco de voltar atrás e de voltar ao problema com o Partido Socialista?”, questionou, durante uma intervenção no encerramento do IX Congresso Regional do CDS-PP/Açores, na Madalena, ilha do Pico.

 

 

 
O também vice-primeiro-ministro sublinhou que, em quatro anos, Portugal, governado pela coligação PSD/CDS-PP, acabou o programa da ‘troika’ “no primeiro momento possível”, sem pedir “mais dinheiro” ou “mais tempo”, sem segundo resgate ou programa cautelar, alcançou um défice inferior a 3%, pelo que deixou de ter sanções europeias devido às contas públicas, e até vai antecipar a amortização do empréstimo concedido pelo FMI.

 

 

 
“Antecipamos o pagamento do empréstimo ao FMI pela simples razão de que nós hoje conseguimos financiamento nos mercados a uma taxa de juro bem melhor do que aquela que os socialistas negociaram com o FMI. Há melhor maneira de aplicar o dinheiro, por exemplo, na saúde, na educação ou na segurança social”, afirmou.

 

 

 
Paulo Portas referiu-se ainda a declarações de sábado do secretário-geral do PS, António Costa, sobre o emprego.

 

 

 
“O líder do Partido Socialista dizia que fará tudo ou nada pela criação de emprego e eu subscrevo inteiramente. Vamos é perguntar como”, afirmou.

 

 

 

Portas disse que, “para criar emprego, é preciso descer o IRC”, para atrair investimento e criar postos de trabalho, mas “o PS é contra”, e “dar estabilidade às leis laborais”, mas o “PS hesita”.

 

 

 
“Nós sabemos para onde queremos ir. Para criar emprego, é preciso ter confiança no país, país de contas certas. Com o Partido Socialista, há sempre o risco das contas deixarem de ser certas. Eu acho que nós conseguiremos criar bastante mais postos de trabalho porque atraímos mais confiança, mais investimento e, portanto, mais criação de riqueza e de postos de trabalho”, acrescentou.

 

 

 
07/06/2015

 

 

ESTELA SILVA

 

 

 

LUSA

 

 

 

 

Presidente Obama louva ‘heróis caídos em combate’ e defende fim de guerras no Médio Oriente

O Presidente norte-americano prestou hoje homenagem aos “heróis caídos em combate”, por ocasião do Memorial Day, sublinhando o pesado fardo das guerras perenes e a sua decisão de retirar as tropas do Afeganistão e do Iraque.

 

 
Fazendo eco do elogio de Abraham Lincoln àqueles que oferecem a “última grande dose de devoção”, Barack Obama louvou “os heróis do quotidiano” que morreram nas “montanhas da Coreia, nas selvas do Vietname, nos desertos do Médio Oriente” e noutros inumeráveis conflitos.

 

 

 

Embora centrada no passado, a mensagem de Obama estava impregnada de política de guerra que invadiu Washington há uma geração e está ainda hoje bem viva.

 

 

 

“Para muitos de nós, este Memorial Day tem um significado especial; é o primeiro desde que a nossa guerra no Afeganistão terminou”, declarou.

 

 

 

“Hoje é o primeiro Memorial Day em 14 anos em que os Estados Unidos não estão envolvidos numa grande guerra no terreno”, acrescentou.

 

 

 

O Presidente galardoado com o Prémio Nobel da Paz cumpriu a promessa de campanha de pôr fim à guerra no Afeganistão, que matou 2.200 norte-americanos, e à guerra no Iraque, onde estão agora menos de 10.000 tropas não-combatentes.

 

 

 

Mas os comentários de hoje são proferidos numa altura em que sobem de tom as críticas à sua atuação no Iraque.

 

 

 

Sobretudo os republicanos acusam Obama de criar um perigoso vazio de poder que foi preenchido pelos ‘jihadistas’ do grupo extremista Estado Islâmico.

 

 

O grupo controla agora parcelas do Iraque e da Síria e parece preparar-se para mais ofensivas contra um exército iraquiano em desvantagem numérica.

 

 

Alguns estão mesmo a pressionar o chefe de Estado norte-americano para voltar a enviar soldados norte-americanos para o terreno, o que ele se tem recusado a fazer, concentrando-se em reunir poder aéreo, aviões não-tripulados, diplomacia e educação para combater a Al-Qaida, o Estado Islâmico e outros grupos.

 

 

 

Hoje, Obama procurou mais uma vez traçar uma linha de separação em relação à era da “geração do 11 de Setembro”, que viu os Estados Unidos envolverem-se em vastas batalhas em diversas frentes.

 

 

 
TPT

 

 

25/05/2015